segunda-feira, agosto 11, 2008

LE TRAIT EN GRAPHOLOGIE
Indice constitutionnel
Fanchette Lefebure, Claude Van Den Broek D'Obrenan
ISBN : 2-296-01878-5 • 236 páginas.

Trata-se de um livro importante porque analisa o traço em toda sua essência. Este fundamento é praticamente desconhecido na grafologia de língua portuguesa.

Atualmente alguns capítulos são perfeitamente dispensáveis, em especial aqueles que falam das tipologias; assunto afastado dos meios acadêmicos brasileiros e de grande parte dos grafólogos europeus.


Sumário

Différentes caractéristiques de la qualité du trait
Introduction La trace graphique, principe constitutionnel de base.

1. L’observation graphologique pression, trait, rythme, forme

La pression
Le trait
L’observation graphologique
Conclusion : but et plan du livre

2. Graphométrie
Pourquoi une graphométrie ? Qu’est-ce qu’une graphométrie
Graphométrie de Zubin et Lewinson
Graphométrie française de Jacques Salce
Étude du trait• dans la graphométrie française — conclusion

3. Le trait selon Hegar
Objet de l’étude du trait de Hegar, fondement des interprétations
Les éléments du trait et leurs interprétations
Répartition des traits, zones, liaisons dans l’espace

4. La qualite dui trait . Significations générales

5. Les bords dutrait


6. La conduite du trait, alternance rythmique des blancs et des noirs
Généralités sur la conduite du trait : son symbolisme Blancs de l’ordonnance 7
Blancs entre les mots 58
Blancs à l’intérieur des mots 61
Aspects du trait, interprétations 64
Rythme fondamental, tension du trait 75
Le rythme fondamental de Roda Wieser 75
La tension du trait, théories neuro-physiologiques de Pophal 79

8. Historique des constitutions, typologie de Kretschmer 89
Historique des constitutions 89
Constitution psychosomatique kretschmérienne 93

9. Trait et classifications d’Hippocrate, Heymans-Le Senne, Jung 97
Introduction 97
Les tempéraments d’Hippocrate-Galien 101
Types caractérologiques de Le Senne 108
Types psychologiques de Jung 125

10. Trait et système pulsionnel de Szondi 141
Généralités sur le système pulsionnel de Szondi 141
Pulsion de contact C 143
Pulsion sexuel S 150
Pulsion paroxysmale P 159
Pulsion du moi Sch 168

11. Différents types de constitutions psychiatriques 177
Le trait dans la classification de Kretschmer 178
La constitution paranoïaque 180
La constitution émotive 182
La structure obsessionnelle des anxieux 183
La personnalité hystérique et l’hystérie 185

12. Trait et dessin d’enfant
Le trait dans le dessin Le trait dans le dessin et l’écriture

13. Trait et typologie planétaire


BIBLIOGRAPHIE
INDEX ALPHABÉTIQUE DES MATIÊRES

Obs:
Precisamos avançar e esquecer o modelo mental de grafologia da década de 80 que ainda permeia a grafologia brasileira.
A boa notícia é que muitos grafólogos estão estudando e aderindo novos conceitos.

domingo, agosto 03, 2008

Revista Liderança

Reportagem sobre grafologia

Alguns trechos da reportagem na revista Liderança
Agosto 2008 Ano IV - 48. http://www.lideronline.com.br/
RECONHECIMENTO E CREDIBILIDADE —
Apesar de atestada por centenas de empresas e profissionais em todo o mundo, a grafologia não é reconhecida pelo Conselho Regional de Psicologia.
Para Paulo Sergio de Camargo, um dos mais conceituados grafólogos brasileiros, isso não tira a credibilidade da ferramenta.
“A grafologia é um instrumento autônomo e não tem relação alguma com o conselho. No entanto, vale ressaltar que centenas de psicólogos trabalham com grafologia, especialmente no Brasil”, afirma.

Por falar em credibilidade, não é difícil encontrar empresas e líderes que acreditam que a grafologia não passa de “achismo”. No entanto, embora ainda faltem estatísticas mais consistentes, várias pesquisas já comprovaram sua eficiência. “Existem empresas que tiveram diminuição de mais de 35% no turnover após adotar essa ferramenta em seus processos. Isso representa lucro e confiabilidade. Tanto que quando abandonaram a ferramenta, a rotatividade voltou ao patamar anterior.
Existem pesquisas estatísticas feitas pelo psicólogo Alfred Binet na Universidade de Sorbonne, em Paris, em que a grafologia atinge acertos de 90%. Ninguém conseguiu refutar tais dados até hoje”, assegura Camargo.

Veja o caso de Simone Maia, diretora da High Profile Consultoria em RH, do Rio de Janeiro.
Ela trabalha com essa ferramenta há sete anos, aplicando a análise em quase todos os processos seletivos, principalmente em cargos estratégicos. “A grafologia é fundamental no processo decisório, pois avalia o potencial do candidato e indica se ele corresponde aos objetivos da organização”, justifica.
BENEFÍCIOS
Está claro que a escolha de profissionais competentes e candidatos com potencial a ser explorado é o principal benefício da grafologia para empresas e líderes.
“Qualquer característica psicológica pode ser observada na escrita: cultura, inteligência, liderança, agressividade, ambição, depressão, conflitos, insinceridade e maturidade.
Contudo, muitos desses aspectos precisam de mais estudos e comprovações.
O grafólogo, por exemplo, toma extremo cuidado quando se depara com depressão. Não se faz diagnóstico com a grafologia”, explica Camargo
Sabemos que existem candidatos especialistas em mostrar um bom desempenho em entrevista muitas vezes passando o recrutador para trás. Mas é possível que o candidato também “trapaceie” na grafologia?
Camargo afirma que sim. Entretanto na maioria das vezes, o grafólogo consegue observar isso, especialmente no estudo da insinceridade.

“Existem técnicas que avaliam as personalidades de risco por meio da escrita, O recrutador deve ter em mente que quando está tudo certo com o candidato é porque certamente existe alguma coisa errada”, relata.

Mas atenção! Faz parte da ética do grafólogo dizer ao seu cliente que vai ser traçado um perfil
por meio de sua escrita.
Portanto, nada de fazer análise sem o consentimento do candidato. Aliás, nas empresas em que Camargo presta assessoria, os candidatos dão autorização por escrito.
TESTAMOS!
Decidimos verificar na prática a eficiência da grafologia. Como Paulo.
Sergio de Camargo — o grafólogo entrevistado não tem contato comigo nem me conhece
pessoalmente, pedi que traçasse meu perfil. A idéia era que depois meus colegas de trabalho
avaliassem a análise.

O resultado é que 75% das pessoas consultadas acham que o perfil apresentado reflete o Cleverson que elas conhece e apresenta minhas principais características.
Outras 25% acreditam que representa o Cleverson que elas conhecem, mas não apresenta minhas principais características. No entanto, ninguém declarou que aquele perfil não tinha nada a ver comigo o que mostra que é possível sim identificar habilidades e atitudes por meio da escrita.

Outro dado interessante é que 75% dos colegas consultados acham a grafologia um recurso interessante, mas com algumas ressalvas. Isso reforça que esse não deve ser um processo isolado, e sim uma ferramenta adicional no processo de avaliação e identificação de talentos.

“O candidato deve ser submetido à entrevita, testes e principalmente à grafologia porque geralmente currículos amplia a capacidade do candidato e a grafologia pode ajudar a dirimir algumas dúvidas” conclui Camargo.

quarta-feira, julho 16, 2008

Scritura e Cervelo -
La Grafologia alla luce dela teoria stratigrafica
Rudolf Pophal .
Edizioni Messagero Padova
.

Trata-se da tradução do livro Die Handschrift als Gehirnschrift Die Graphologie im Lichte des Schichtgedankens Rudolstadt: Der Greifenverlag, 1949. 295 pag.

A edição italiana tem 366 páginas. Divididas em seis capítulos.

Algumas partes do livro estão datadas; como por exemplo a Tipologia de Spranger e os tipos (homem ético, estético; religioso etc.).

Contudo trata-se de uma obra importante para quem deseja diferenciar-se no estudo da grafologia.

PRESENTAZIONE pag. 7
1. L’uomo e lo scienziato » 7
2. Concezione neurofisiologica » 7
3. Concezione psicologica . » 8
4. Neurotipologia grafica » 10
5. Attualità » 12
Note bibliografiche » 14
Prefazione » 17
Aggiunta alia prefazione » 19

1. LA SCRTTTURA COME IMMAGINE E TRACCIA DEL MOVIMENTO. LA GRAFOLOGIA COME SPIEGAZIONE DELL’IMMAGINE (EIDETICA) E CONSIDERAZIONI ANALITICO-GENETICHE DELL’ESPRESSIONE GESTUALE (CINETICA) . . . . » 21

II. IL CERVELLO QUALE CENTRO DELLA VITA DI MOVIMENTO » 37

III. LA CONCEZIONE STRATIGRAFICA NELLA FORMAZIONE
DELLA PERSONA » 81


IV. ESPRESSIONE DEL GESTO GRAFICO E IMMAGINE GRAFICA » 123

V. TIPOLOGIA NEUROFISIOLOGICA DEL GESTO GRÁFICO . » 149
La grafia pallidaria » 152
La grafia striaria » 187
La grafia corticale » 202
1. L ‘uomo scientifico, teoretico (logico) » 238
2. L’uomo estetico, dell’autosviluppo » 241
3. L’uomo deli’autorappresentazione e cleli’autorisalto. L’uomo istrionico » 243
4. Luomo etico, dell’autoeducazione pag. 245
5. L’uomo religioso » 248
6. Luomo politico, dei potere » 249
7. L’uomo economico, deil’utilità » 252
Tipi misti » 255
Campioni di scritture » 267
La grafia cerebroradicale » 283
Esempi di grafie » 288
Esempi grafici » 294
La grafia armoniosa, equilibrata » 294

VI. GRADO DI PECULIARITÀ: DOPPIO SIGNIFICATO E LIVELLO
DELLÀ PERSONALITÀ » 301

» 320
Bibliografia » 321
Saggi grafici » 331

quinta-feira, julho 10, 2008

Grafologia ou Grafoanálise

Muitos grafólogos no Brasil ministram cursos de Grafoanálise e se dizem Grafonalistas. A maioria talvez desconheça por completo o significado dos termos.

Vamos esclarecer:
No Exterior
O termo “Graphoanalysis” foi criado pelo americano Milton N Bunker; é patenteado no EUA e privativo dos membros dos IGAS; International Graphoanalysis Society.
O sistema foi criado com a American Grapho Analysis Society no ano de 1929.
Desta forma não pode ser usado sem a permissão dos detentores dos direitos autorais.

No ano de 1949, o Professor Espanhol Augusto Vels, criou na Espanha um interessante sistema de grafologia no qual deu o nome de Grafonálisis.
Apesar do nome é totalmente diferente daquele proposto por Bunker nos EUA. O método aparece em vários livros do mestre espanhol; contudo, ao que se sabe, não é utilizado por grafólogos brasileiros, pois necessita de um Sof e trabalha com percentagens complexas.

No Brasil
Inicialmente Agostinho Minuccuci, brilhante grafólogo já falecido; reenvindicou a criação do nome Grafoanálise. Todavia o seu livro GRAFOANÁLISE: A Nova Abordagem da Grafologia. Ed. Atlas; é uma boa compilação dos métodos de grafologia utilizados em todo o mundo.

Há anos recebi uma educada carta do grafólogo Edison Bellintani; nele acompanhava o livro “Análise Grafo-Escritural”.; Ed. Personalística; 1980. Nele o autor “cria” o termo GRAFO-ANÁLISE. Junto vinham algumas correspondências de Agostinho Minuccuci (ético como sempre) reconhecendo a criação do termo ser anterior.
O livro de Bellintani é bem preciso, mas um estudo de grafologia jaminiana, sem nada com grafoanálise.

Este fato é muito comum quando pessoas pesquisam de forma isolada; não havendo por parte dos envolvido qualquer tipo de imitação, apenas criaram o termo de forma distinta.

Conclusão:
O termo grafoanálise é patenteado nos EUA. Ao que se sabe os grafólogos brasileiros que se dizem Grafoanalistas e realizam cursos de Grafoanálise; ficam apenas no nome. A quase totalidade usa partes do método jaminiano com noções de Pulver e Klages.

Talvez não exista nada errado; apenas a terminologia empregada é bastante imprecisa.

sexta-feira, julho 04, 2008

Falsificação de assinaturas em Cartão de Crédito

Dicas:

Ao ter a assinatura falsificada cabe a operadora do cartão o ônus da prova, ou seja; são eles – por força de lei - que necessitam provar que a assinatura é sua ou foi falsificada.
Portanto no contato com a operadora; deve ser exigido isto. Envie um fax solicitando.

O tamanho do papel para a assinatura é muito pequeno. Ao assinar não faça rubricas, pois elas contém poucos elementos gráficos para serem avaliados pelos peritos em Grafotécnica.

Em linhas gerais, quando mais escrever no boleto, mas fica fácil de ser provada a eventual falsificação.

Algumas pessoas escrevem o nome atrás do boleto; colocar o nome completo também fornece dados para serem avaliados.

Não é a assinatura confusa que evita a fraude; ela sempre vai existir. Contudo é a quantidade de elementos gráficos fornecidos que provam a autenticidade da assinatura. Por isto evite as rubricas somente com um traço.

Caso a operadora insistir na cobrança, faça um Boletim de Ocorrência em uma delegacia relatando que seu cartão foi falsificado.

Em última estância contrate um perito. Recorrer ao peritos do estado pode levar meses, anos.

quinta-feira, junho 26, 2008

Livros


Variazioni naturali e artificiose della grafia.
Libreria "Moretti"; Sulla rotta Del Sole – Mesagne. 2205. 224 páginas.
Primeira Edição – Urbino 1998.

O livro é composto por seis capítulos no qual o autor demonstra as variações da escrita.

Capítulo I – INTRODUZIONE ALL’ANALISI DELLE SCRITTURE
Escreve sobre os métodos de Pulver, Klages, Morreti; fala dos indicativos da velocidade de cada autor, inclusive de Saudek.
A Velocidade é bastante interessante, especialmente no momento que a SFG não a considera mais como um dos gêneros clássicos da grafologia.

Capítulo II – LE VARIAZIONI NATURALI DELLA GRAFIA
Fala das variações e estuda a fenomenologia gráfica de modo bastante científico. Pois muito do assunto interessa diretamente aos peritos em grafotécnica. Os estudos dos tremores gráficos e fragmentação são partes importantes deste capítulo que termina que a desestruturação do traço.

Capítulo III – LA ESPONTANEITÀ GRAFICA
Neste capítulo é estudada a espontaneidade gráfica e sua neurofisiologia. O movimento e o ritmo gráfico individual. São citados os requisitos para a espontaneidade.

Capítulo IV – LA DISSIMULAZIONE
Definição e os traços ligados a escola italiana.

Capítulo V – L’IMITAZIONE
Capacidade de copiar e as técnicas utilizadas. Capítulo obrigatório para o peritos em grafotécnica.

Capítulo VI – VARIZIONE DEI SEGNI GRAFOLOGICI
Neste capítulo é realizado um extenso estudo dos signos morettianos, como ângulos A, B, C; e os mais diversos traços do mestre italiano.
No momento em que a grafologia precisa de mais pesquisas e estudo, trata-se de um manual bastante atualizado e útil, tanto ao grafólogo como ao perito em grafotécnica.




ALBERTO BRAVO é docente de Grafologia –pericial – judiciária e Metodologia da da Universidade de Urbino. Fundador e presidente do “Istituto Superiore di Grafologia di Roma” . Perito grafólogo da “Camera di Commercio e Tribunale”; Itália.
http://www.studiografologicobravo.it/



Curso de Grafologia Pericial na Itália
http://www.grafologia-asergraf.it/programma-corso1.php


No Brasil Paulo Sergio Rodrigues é especialista na área.
Eu sou de Camargo, não confunda.
Livros
Variazioni naturali e artificiose della grafia.

Libreria "Moretti"; Sulla rotta Del Sole – Mesagne. 2205. 224 páginas.
Primeira Edição – Urbino 1998.


O livro é composto por seis capítulos no qual o autor demonstra as variações da escrita.
Capítulo I – INTRODUZIONE ALL’ANALISI DELLE SCRITTURE
Escreve sobre os métodos de Pulver, Klages, Morreti; fala dos indicativos da velocidade de cada autor, inclusive de Saudek.
A Velocidade é bastante interessante, especialmente no momento que a SFG não a considera mais como um dos gêneros clássicos da grafologia.

Capítulo II – LE VARIAZIONI NATURALI DELLA GRAFIA
Fala das variações e estuda a fenomenologia gráfica de modo bastante científico. Pois muito do assunto interessa diretamente aos peritos em grafotécnica. Os estudos dos tremores gráficos e fragmentação são partes importantes deste capítulo que termina que a desestruturação do traço.

Capítulo III – LA ESPONTANEITÀ GRAFICA
Neste capítulo é estudada a espontaneidade gráfica e sua neurofisiologia. O movimento e o ritmo gráfico individual. São citados os requisitos para a espontaneidade.

Capítulo IV – LA DISSIMULAZIONE
Definição e os traços ligados a escola italiana.

Capítulo V – L’IMITAZIONE
Capacidade de copiar e as técnicas utilizadas. Capítulo obrigatório para o peritos em grafotécnica.

Capítulo VI – VARIZIONE DEI SEGNI GRAFOLOGICI
Neste capítulo é realizado um extenso estudo dos signos morettianos, como ângulos A, B, C; e os mais diversos traços do mestre italiano.
No momento em que a grafologia precisa de mais pesquisas e estudo, trata-se de um manual bastante atualizado e útil, tanto ao grafólogo como ao perito em grafotécnica.

ALBERTO BRAVO é docente de Grafologia –pericial – judiciária e Metodologia da da Universidade de Urbino. Fundador e presidente do “Istituto Superiore di Grafologia di Roma” . Perito grafólogo da “Camera di Commercio e Tribunale”; Itália.
www.studiografologicobravo.it



Curso de Grafologia Pericial na Itália
http://www.grafologia-asergraf.it/programma-corso1.php
No Brasil Paulo Sergio Rodrigues é especialista na área.
Eu sou de Camargo, não confunda.

terça-feira, junho 03, 2008



Pessoal

O comentário abaixo foi publicado na Revista Gramma 67.

Agradecemos as gentis palavras de Carolina Vidal Santiago



No final os dados para os interressados no livro.



RESEÑA DE LIBROS
PSICODINÁMICA DEL ESPACIO EN GRAFOLOGÍA Paulo Sergio de Camargo Editado por VETOR, Editora Psico-Pedagógica. CEP 04013-000-SP


Inevitable hacer, aunque breve, un comentario sobre sus palabras en ei prólogo. Porque expone la línea de desarrolio del libro: estudiar la Grafología por medio de la dinámica del espacio «como han hecho la mayoría de los grandes maestros», especificando que su trabajo ha consistido en unir gran parte de esas teorías acrecentándolas con sus experiencias y observaciones durante muchos años de trabajo.

También justifica que cuando se refiere al estudioso o profesional de la Grafología utiliza el término grafóloga «en justo homenaje a ellas pues constituyen ia mayoría de los profesionales de todo el mundo.» Agradecemos la consideración.

Aconseja, en principio, situarse, observar atentamente el espacio gráfico para tener una idea completa, global, de ese espacio a fin de no realizar interpretaciones fragmentadas. Muestra, como ejemplo, las dos maneras de realizar esta observación según consejo de Gourhan Leroy en su libro El gesto y la palabra. La primera, en una visión itinerante, activa y lineal como la de un coche iluminando la carretera con sus faros. La segunda, una visión de gran extensión, que correspondería a ia “vista de pájaro”, en forma receptiva, circular y global, inmóvil: observación pasiva.

Estos preparativos dan paso a una comprensión técnica que comienza a funcionar permitiendo que afloren en su máxima intensidad los procesos intuitivos de la grafóloga.
Con abundantes figuras y cuadros va mostrando los planteamientos (Ritmos), de Heiss, Hans Knoblok, Roda Wieser (sus pros y contras) etc.; el Simbolismo del Espacio de Max Pulver (Cruz de Pulver) etcétera (escuela alemana). Pasa posteriormente a «Tipos de movimiento en el espacio» (Crépieux-Jamin) con su posible equilibrio Forma-Movimiento (más cuadros, más muestras); relación de tipos de escritura (de Estático a Propulsivo). Dos grupos: vital, no vital. Y ilega después a la escuela italiana por Moretti («que publicó su primer libro 14 añios antes que la obra de Pulver.») En quien no aparece de manera explícita la noción de simbolismo espacial pero si lo define como simbolismo gráfico”. No tiene duda sobre la amplitud, sorprendentes conexiones y analogías con la obra de Pulver. A Moretti dedica, luego, atención y espacio mostrando sus investigaciones y teorías. Expone, como es su costumbre, honestamente, minuciosamente y a pesar del espacio medido de que dispone, el desarrollo de estas teorías con entreverado de otras ajenas y de sus propias conciusiones. Nos remitimos al índice de la obra a partir de aquí: El espacio en la escuela morettiana, Ligaduras espaciales (también invisibles, o inmateriales según Curt Honroth y otros), Espacios entre palabras, Espacios entre líneas, Espacios entre letras (que resume como espacios entre palabras, líneas, letras, márgenes, etcétera con alusiones a Pulver, Klages, Marchesan, Crépieux-Jamim...) la Triple Amplitud.
Esto incluye la valoración de las escrituras según su proyección en ei espacio (Zona Superior, Media e Inferior, mencionando El simbolismo de Ia escritura de Max Pulver), tambíén a Duparchy Jaennez, Maslow (necesidades primarias), Jung, Szondi (inconsciente freudiano, colectivo, familiar), etcétera.
Sigue con los márgenes y comenta que «los simbolistas dan gran importancia a los márgenes, ai contrario que la escuela italiana de Moretti» y su opinión es que ambas metodologias se complementan fácilmente. Da un significado general para extenderse en la valoración grafológica de su mayor o menor amplitud y su situación.
En definitiva Paulo S. de Camargo nos proporciona un “viaje programado y comentado” por la Grafología, desde sus más importantes iniciadores hasta él mismo en nuestros dias, por él camino de las aportaciones englobadas en un todo, que hicieron más valiosa y profunda esta disciplina.
Esta visual de la Grafología a vista de pájaro, como recomendaba en su prólogo para impregnarse de la esencia de las escrituras, puede ser de gran ayuda para ei grafólogo que se pierde en dicotomizaciones, ayudándole a no abandonar él objetivo único que es la totalidad del ser humano que escribe.
Es un libro interesante y útil.
Comentario de Carolina Vidal Santiago



Psicodinâmica do Espaço na Grafologia
Como encontrar o livro:

Caminho 01 -Editora Vetor - mais rápido e confiável.

http://www.vetoreditora.com.br/catalogoDetalhe.asp?id=340&param=liv

Caminho 02
Autor grafonauta@terra.com.br

segunda-feira, maio 05, 2008

GRAFOLOGIA FORENSE III

Para realizar uma análise grafologia devemos nos ater no estudo dos quatro elementos Movimento, Espaço; Forma e Traço e as respectivas interações entre os mesmos.
Pode parecer simples; contudo é bem mais complexo do que se possa imaginar.

O estudo do Movimento é bastante abrangente; mesmo após avaliar de acordo com os 10 tipos de Movimentos já descritos em artigos anteriores; o grafólogo pode estudar este item de acordo como o Ritmo de Movimento proposto por Klages; oriundos da tríplice divisão (Espaço – Forma e Movimento).

Os estudos de Heiss se ampliam, o autor fala das imagens da forma, do espaço e movimento. Estes estudos foram criticados por Klages e Roda Wieser; pois não utilizavam o conceito da bipolaridade positivo/negativo na escrita. Conceito este praticamente abandonado nos dias atuais pelas escolas de grafologia moderna.

Posteriormente a grafóloga Ursula Ave'-Lallemant's mostra que o ritmo pode mudar de qualidade; revelando assim características de determinada fase da vida; ou estado da pessoa. Agrega um ritmo do traço aso três descritos anteriormente. (Espaço – Forma e Movimento).

O ritmo espacial de Heiss pode ser:
Pouco Evoluído Acentuado Perturbado

Para o grafólogo que trabalha com estas teorias, o perfil será mais preciso. Aquele que fica procurando pequenos sinais...


Gêneros Gráficos
No estudo dos gêneros gráficos se destacam a Inclinação das Letras e a Direção das Linhas, já que a avaliação mais precisa da pressão fica comprometida na reprodução.

Direção das Linhas
A direção das linhas no campo gráfico reflete, antes de tudo, as variações de humor e da vontade de quem escreve.
Mesmo com a folha sendo pautada; as variações são visíveis. Existem várias palavras imbricadas ao longo do texto.

Direção Imbricadas Ascendente
As palavras ou as letras finais são ascendentes. Alternância entre estados de excitação e depressão. Imprudência (Klages). Descargas emotivas mal dominadas pela vontade.

Direção Escalonada
As palavras sobem e descem na linha. (Ex: palavra “foi” terceiro parágrafo – ao longo do texto existem outras)
Parece que existem duas linhas de bases na execução do grafismo.
Sobressalto na forma de agir e atuar. Inconstância e insegurança. Necessidade de ser notado pelos demais através de seus enormes esforços. Perturbação de ânimo. Critérios vacilantes.

É lógico que estas interpretações devem ser avaliadas com o Ritmo Perturbado.

No próximo artigo vamos falar sobre a Inclinação.

quinta-feira, abril 24, 2008


GRAFOLOGIA FORENSE I I

Ao analisar qualquer escrita no âmbito da grafologia forense o grafólogo teve ter em mente; além da idade, escolaridade, estado cível etc.; os seguintes parâmetros:
- Condições da execução material da escrita
- Tempo decorrido do acontecimento
- Observar se possível se a escrita foi passada a limpo
- Se a escrita pertence realmente a pessoa

Há anos observei uma escrita totalmente tipográfica e perfeita, atribuída ao traficante Fernandinho Beira-Mar. Estava recém operado e com a parte superior praticamente imobilizada. Não havia um sinal de tremor; a escrita é firme, com pressão bem estruturada. Provavelmente não era do próprio punho.
O grafólogo deve se ater aos sinas observados na escrita e não fazer conclusões além deles; especialmente se o caso estiver com grande intensidade na mídia. Quando fui solicitado por um jornalista para mostrar todos os sinais de criminoso na escrita de Guilherme de Pádua, recusei. Para começar não existiam sinais de criminosos.

Na escrita que vamos analisar primeiro; do pai de Isabella; temos que levar em conta o estado emocional que foi escrito, portanto muitos sinais de agitação devem ser considerados normais dentro do contexto que está sendo observado.

O grafólogo analisa o movimento, o traço; o espaço e a forma. Integra estes quatro elementos entre si para chegar a conclusão final.
Os pequenos sinais não devem ser analisados exclusivamente. Concluir dados da personalidade somente pela letra M; por exemplo, é um estudo muito pobre, por assim dizer – já foi abandonado há muitos anos pelos grafólogos modernos.

Com dissemos em outro artigo, o Movimento deve ser compreendido; não só em si, mas sua dinâmica em relação aos demais elementos da escrita. Trata-se do aspecto mais instintivo do gesto gráfico; nele estão contidas as motivações do escritor.
Isto não quer dizer que vamos encontrar a motivação do crime, ao contrário.

No caso da escrita da escrita do pai de Isabella, existem sinais consistentes do movimento Inibido/Contido e Controlado, mas o centro dele está focado no primeiro caso.

Movimento Inibido
Manifesta-se por uma diminuição ou interrupção, mais ou menos bruscas dos movimentos. (Crépieux-Jamin no livro “ABC da grafologia” Ed. Ariel , Barcelona, 1957)
Jamin nem sempre vê neste tipo de escrita um aspecto negativo, para ele a inibição deveria ser um meio de controlar-se e não de sujeitar-se. Quando exagerado, pode se constituir em um signo patológico.
Dentre as dominantes gráficas da inibição se destacam as escritas indecisas, inacabada, pequena, invertida, pontuada, massiva, lenta/pausada, retocada, sóbria suspensa.
Cada uma destas particularidades representa uma das características do caráter inibido, sito quer dizer que se a pessoa se inibe com alguma coisa pode não se inibir diante de outras.
Como resumo: a Síndrome de Inibição que se manifesta através da soltura ou contração do gesto permite observar inibições de ordem afetiva.

Um estudo completo dos movimentos pode ser encontrado no livro “Psicodinâmica do Espaço na Grafologia” Ed. Vetor.
http://www.vetoreditora.com.br/catalogoDetalhe.asp?id=340&param=liv

No próximo artigo vamos estudar os gêneros.




segunda-feira, abril 21, 2008

GRAFOLOGIA FORENSE - Parte I

Grafologia forense é o ramo da grafologia que estuda a personalidade de criminosos por meio de sua escrita. Está é uma definição simplificada.
Para que o grafólogo se especialize nisto são necessários conhecimentos de psiquiatria, direito, medicina legal, criminologia etc. Além de vasto conhecimento de grafologia no que diz respeito as escritas de criminosos.

A grafologia forense é aceita em muitos países e maneira oficial, como na Espanha, Argentina e Itália. No Brasil os trabalhos nesta aera são praticamente escassos.
Odette Serpa Loevy fez intensas pesquisas com escrita de criminosos no Carandiru. Alguns grafólogos pesquisaram a escrita de criminosos, mas sem resultados consistentes.

De nossa parte temos centenas de escrita de presidiários e há anos estudo os mais diversos traços. Contudo ainda são necessários mais pesquisas para que os resultados se mostrem confiáveis.
Para o grafólogo, as escrita mostradas pela mídia no Brasil tem muito mais objetivo de chamar a atenção, contudo muitas vezes pouca qualidade no que diz respeito a pesquisa científica.

O grafólogo ao avaliar a escrita de criminosos (ou prováveis), deve levar em conta três fatores principais:
  1. Aparecimento de poucas características gráficas ou subjetivas. Isto não permite ao grafólogo qualquer tipo de conclusão. Características de personalidade nem sempre pode se concluir capacidade de cometer um crime.
  2. Traços gráficos que nos mostram indícios de potencial para determinados atos. Contudo eles nem sempre podem ser concretizados.
  3. Características gráficas consistentes e altamente relevantes que levam a concluir que existe potencial para cometer determinado delito.

Em todos os casos o grafólogo deve ser isento e não realizar prognósticos. No último caso deve trabalhar com “perspectiva de prognóstico”.

Observações
Especialmente no terceiro caso o grafólogo deve encontrar nos gêneros e nas espécies as características que o levem a conclusão final. Pelo menos um gênero deve estar em discordância; pressão forte, fraca – lenta e rápida etc.
Normalmente três ou quatro espécies se destacam para que o perfil seja executado com precisão.
Além das espécies (ou gêneros); os traços individuais devem aparecer em quantidade significativa. Ou seja, por exemplo, no caso da “unha do criminoso”; deve estar presente no mínimo três vezes; mas sempre acompanhadas de outros traços ao longo da escrita. São significativos quando aparecem mais de quatro sinais diferentes (arpão, mitomania, unha do criminoso; ovais aberta embaixo; por ex.)
Ao longo do texto devem aparecer algumas “Palavras Reflexas”; elas são fortes indícios da situação da pessoa, especialmente do momento em que vive. De certa maneira podem “entregar” o escritor.
É lógico que estamos falando principalmente no terceiro caso; pois nos anteriores muitas vezes fica difícil, senão impossível de realizar qualquer conclusão.

Com isto no próximo artigo vamos analisar a escrita do casal acusado de matar a menina Isabella.

terça-feira, abril 01, 2008

Pessoal
Acompanhando da evolução da grafologia e com objetivo de atualizar os conceitos, refiz alguns pontos do inventário de grafologia.
O início deste estudo começou no ano de 2003 e teve a primeira parte finalizada com o livro "Grafologia Expressiva". Ed. Ágora.
Com as novas pesquisas da SFG, agrego mais algumas modificações. Elas estarão na nova edição do livro "Grafologia Expressiva II"; sem data para lançamento.

A idéia chave é ATUALIZAÇÃO. Gostaria de discutir isto com todos vocês; portanto podem enviar sugestões.
Argumentos como sempre fiz assim e deu certo; dogmas; sou fã de carteirinha de Desbarolles, fulano disse etc. Estão fora de cogitação.

2. Síntese de orientação
Evolução (Jamin) 1. Inorganizada 2.Desorganizada 3. Combinada 4. Organizada

Harmonia 1.Harmônica 2.Inarmônica.

Nível de Forma (Klages) -

Síntese entre Forma e Movimento

3. Síndromes:
1. Inibição 2. Expansão 3. Impulsividade 4. Relaxamento do traço
5. Rigidez do traço 6. Deterioração gráfica 7. Impessoalidade

04. Ordem - Distribuição
1. Clara 2. Arejada 3. Confusa 4. Legível 5. Ilegível 6. Concentrada
7. Condensada 8. Espaçada 10. Organizada 10. Desorganizada
11. Limpa 12. Suja 13. Invasiva*


05. Dimensão Zona média – Eixo Vertical
1. Grande 2. Pequena 3. Crescente 4. Decrescente

Zona média – Eixo Horizontal - Amplitude
5. Estreita 6. Extensa

Zona média –
7. Baixa 8. Alta 9.Rebaixada 10.Sobressaltada 11.Uniforme

Zona média – Extensão - Amplitude
12. Dilatada 13. Sóbria 14.Compensada

Proporção – Divisão interzonal
1. Proporcional 2. Desproporcional 3. Mista


06. Pressão
1. Espécies de acordo com ao apoio do instrumento no papel. (pressão no sentido estrito do termo)
1. Apoiada 2. Leve 3.Em relevo 4. Sem revelo 5. Deslocada 6. Espasmódica 7. Acerada 8. Massiva 9. Fusiforme 10. Profunda 11. Superficial 12. Em sulcos

2. Espécies de acordo com a qualidade dos traços. (neste caso o interior e as bordas)
13. Nítida 14. Pastosa 15. Nutrida 16. Desnutrida 17. Seca
18. Congestionada 19. Empastada 20. Filiforme 21. Frouxa 22. Aveludada

07. Condução do traçado
1. Hipotensa 2. Flexível 3. Firme 4. Contraída 5. Hipertensa
6. Desigualdades de Tensão.


08. Forma
Execução
1. Caligráfica 2. Redonda 3. Sistematizada ou monomorfa 4. Estilizada
5. Polimorfa 6. Angulosa 7. Simples 8. Simplificada 9. Seca, 10. Ríspida
11. Ornada 12. Extravagante 13. Complicada 14. Artificial
15. Tipográfica 6. Inflada 17. Infantil 18. Ovóide/ovalada.


9. Continuidade
Progressão da escrita
1.Inibida 2. Contida 3. Monótona 4. Cadenciada 5. Rítmica

Ligação
1. Ligada 2. Desligada 3. Agrupada 4. Combinada

Deficiências de continuidade
5. Fragmentada 6. Ligações desiguais 7. Lapsus de ligação 8. Retocada
9. Pontilhada/Em bastão 10. Sacudida 11. Suspensa 12. Inacabada

10. Movimento
1. Estático ou imóvel 2. Flutuante 3. Inibido/contido
4. Controlado 5. Fluído 6. Vibrante/efervescente 7. Dinâmico
8. Propulsivo 9. Retardado 10. Revirados para a esquerda

11. Ligação
Formas de ligação
1. Em ângulos 2. Arcada 3. Guirlanda 4. Anelada 5. Filiforme
6. Mista 7. Dupla curva - Duplo ângulo

12. Velocidade
1. Lenta 2. Pausada 3.Rápida 4.Precipitada 5. Lançada 6. Acelerada
7. Desigualdades de velocidade

13. Inclinação
1. Inclinada 2. Tombada 3. Vertical 4. Invertida 5. Oscilante (ou
variável) 6. Conceitos da escola italiana

14. Direção das linhas
1. Retilínea 2. Rígida 3. Ascendente 4. Descendente 5. Linhas côncavas
6. Linhas convexas 7. Sinuosa 8. Imbricadas ascendentes
9. Imbricadas sescendentes 10.Escalonada 11. Em saltos
12. Colas de Zorro 13. Mista 14. Em leque

Orientação geral do traço
1. Escrita progressiva 2. Regressiva 3. Escrita mista.
4. Escrita ao revés 5. Escrita com torções

15. Discordâncias
1. Forma 2. Tamanho 3. Pressão 4. Direção 5. Velocidade
6. Inclinação 7. Continuidade

16. Signos gráficos
1. Guirlanda 2. Arco 3. Bucle 4. Laço 5. Serpentina 6. Espiral
7. Triângulo 8. Arpão 9. Nó 10.Torções

17. Assinaturas

18. Signos livres
1. Pontuação e acentuação 2. Traço inicial, traço final 3. Barras dos T
4. Traços da Escola Italiana


Sucesso
grafonauta@br.inter.net

sábado, março 29, 2008

NOVOS TRAÇOS I

Sem entrar em maiores considerações, desde o início da grafologia, especialmente como Michon; dezenas de traços começaram a ser estudados.
Os traços mais visíveis, como por exemplo: arpões; espirais; arcadas etc.; sempre fizeram a alegria do grafólogo iniciante e dos menos desavisados. Até os dias atuais existem “curso de grafologia avançado” que ensinam a interpretação destes sinais.
Não existe nada errado em estudá-los, contudo ao longo do tempo, o estudo isolado destes sinais e falta de metodologia em sua aplicação acabou resultando em grafologia de farmácia; são aqueles livros com dicionários de letras que passam ao leigo a informação totalmente errônea do que é o processo grafológico.

A grafologia brasileira, exceto por algumas pessoas sérias; acabou sendo mal estruturada e de modo geral não percebeu a evolução da escrita com gesto social, como novos desafios.
Por falta de conhecimento, muitos grafólogos ainda insistem em trabalhar com apenas dois ou três livros; com exemplos oriundos da década de 60.

Insisto em meus artigos, pois a escrita do brasileiro mudou ao longo dos últimos trinta anos e nós estamos trabalhando com exemplos espanhóis e franceses; das décadas de 40, 50, e 60. A maioria deles refletia a visão de mundo pós-guerra do continente europeu.

Os livros de grafologia franceses da década de 60 estão plenos das definições psicanalíticas que mostravam a debate ideológico do país. Aqui não existe valorização de juízos, de certo ou errado, é uma constatação.

Assim a grafologia praticada nunca foi brasileira em sua verdadeira essência. Até que Odette Serpa Loevy e a Dra. Cacilda Cubas Santos trazem no livro “Grafologia” Ed. Sarvier; exemplos de escritas brasileiras. Mesmo com a limitação dos grafismos; (em muitos casos, duas letras ou duas palavras como amostras) deram importante passo para a grafologia se “tornar brasileira”.

Na segunda parte deste artigo, vamos falar dos novos sinais e dos dinossauros grafológicos que muitos grafólogos e grafólogas insistem em dizer que estão vivos.

grafonauta@br.inter.net

segunda-feira, março 17, 2008

Continuidade - Segunda Parte.


Contida
Nesta escrita os movimentos são menos livres; a inibição da progressão é mais forte. Demonstra falta de auto-suficiência ou sentimento de culpa. A pessoa não consegue chegar a bom termo o entre as tendências de internas e este desacordo a leva a um freio no gesto escrito que também pode resultar em ressentimentos.
Prudência em suas relações. Timidez e disciplina. Dificilmente se lança a novos empreendimentos, atividade e relações amorosas, pois deseja preserva a sua segurança.
Não se compromete de imediato, qualquer que seja a situação, necessita avaliar antes de decidir.
Desconfiança exagerada.


Monótona
A monotonia na escrita consiste na falta de diversidade em seus traços sendo repetitivo, na uniformidade do traçado na maioria dos gêneros. As variações são poucas, os traços de repetem de forma constante; normalmente sem qualquer tipo de originalidade, pois está é totalmente contrária a repetição.
Quanto mais sistemáticas forem as repetições, mais o grafismo normalmente tende a ter avaliação negativa. A progressão do gesto se faz de maneira automática. As interpretações de apatia e indolência, assim como de apego a rotinas, falta de criatividade; monotonia e aborrecimento são comuns nesta espécie.
Falta de sensibilidade perante aos mais diversos estímulos; o escritor pode até mesmo compreender aquilo que ocorre ao seu redor, contudo não se importa com as conseqüências dele; tanto para si como para os demais.
Falta de flexibilidade e escassa capacidade de improvisar mesmo diante daquilo que está familiarizado, mas principalmente frente ao novo. Cada estímulo que surge se torna um obstáculo difícil de ser ultrapassado.


Cadenciada
Neste caso o gesto gráfico não tem a contenção das espécies anteriores, o escritor se solta um pouco mais. O avanço do traçado tende a ser rítmico e regular. É certo que a espontaneidade ainda não se faz presente de forma completa.
A progressão do traço gráfico nesta espécie se situa entre a monótona e a rítmica. O dinamismo é pausado, controlado, mas não contido ou inibido. A organização não chega a ser natural; contudo não têm a rigidez as espécies anteriores. Poder existir a preponderância dos movimentos curvos.
A emotividade existe, mas está controlada e favorece de modo intenso a objetividade. A pessoa aceita determinada rotinas; mas sem se submeter a elas de modo rígido, precisa de momentos para relaxar.
Disto resulta da necessidade de manter tudo como está; mudando pouco ou muito pouco em sua maneira de agia. A cadência nas atitudes leva a entrar em um ciclo de progressão que não admite variações.


Ágil
Aisée para os franceses. As formas fluem de maneira espontânea, são progressivas sem discordância. Aqui a variações existem; são percebidas com certa facilidade, contudo jamais chegam ao exagero, ao contrário, o gesto tende a se simplifica, algumas vezes dotado de pequenas hesitações, mas sempre progressivo.
A escrita não chega a ter ritmo, mas algumas vezes se aproxima dele; mas as variações personalizadas não o permitem.
Como veremos mais adiante; o movimento Fluído; sem esforço, deriva deste tipo de continuidade. A personalidade pode ser traduzida como simples e espontânea; sem afetações. O contato social é realizado sem afetações e de maneira natural. Em termos de inteligência o escritor é aberto a novos procedimentos e não tem grandes resistências as novidades.


Rítmica
O dinamismo interior da pessoa é produto de tensões e suas interdependências que se liberam de sua energia e produzem um movimento de ordem vital. Este movimento é solto, composto, tranqüilo; freado, desorganizado, excitado; segundo o grau de equilíbrio interior que consciente ou não; canaliza aquela energia em determinado sentido. (Torbidoni)
Para Jamin trata-se de uma espécie que mistura outras. O ritmo é simétrico na distribuição de seus movimentos, existe alternância nas espécies do grafismo. O movimento se torna pessoal; único. Para Vels existem três conceitos difíceis de serem avaliado na escrita; o ritmo é um deles, ao lado de desigualdade metódica de Moretti e Harmonia de Jamin.
Para Klages é uma sucessão de movimentos e pode ser considerada como particularidade de ordem vital; depende da motricidade interior e individualizada do escritor; mas também de expressão dele, enquanto é um movimento criador. O ritmo gráfico chega a ser a resultante dos impulsos como são recebidos e canalizados pelo temperamento do escritor.
Existem pequenas, mas perceptíveis variações de tamanho, velocidade, inclinação, pressão etc.
A rapidez é mais evidente quando existe alto grau de espontaneidade
Indica plena utilização da estrutura morfológica das letras; mas também a prontidão e o desenvolvimento das manifestações expressivas.


Em outros artigos voltaremos a escrita Rítmica.
Este estudo pode visto de maneira mais profunda no livro
"Psicodinâmica do Espaço na Grafologia". Ed. Vetor.

segunda-feira, março 10, 2008

CONTINUIDADE

Pessoal;
Continuamos a atualização dos conceitos grafológicos:


A continuidade mostra como o traçado é executado; como as letras e palavras são ligadas em si; registra o ritmo pessoal, como a escrita flui pelo campo gráfico.
A continuidade pode ser vista em apenas uma letra, por exemplo, quando ela é divide em dois o traçado é fragmentado; a continuidade é prejudicada.
É na continuidade que o grafólogo observa como a onde gráfica caminha no papel; como as letras; palavras são articuladas.
Qualquer problema de motricidade na criança e no adulto certamente vai afetar a continuidade do traçado e influir de modo decisivo no ritmo da escrita.

Progressão da escrita
Segundo as palavras da brilhante grafóloga espanhola Amparo Botella; o Movimento como gênero é um contraponto da Forma e saca seu significado principal desta contraposição; tanto na grafologia francesa como na alemã.
Não é um gênero por si só que identifica os movimentos de escrever; isto se faz da Continuidade e da Velocidade. Assim por dizer: como e quanto progride a escrita.

Neste sentido, a progressão pode estar Inibida (Inhibée), ser totalmente regular (Monótona), ter pequenas desigualdades, Rítmica (Rythmée – ou para os italianos: desiguale metodicamente) e outras.

A Progressão na escrita se divide em:
- Inibida
- Contida
- Monótona
- Cadenciada
- Rítmica.

Vamos estudar a INIBIDA:

Inibida
Manifesta-se pela diminuição ou interrupção, mais ou menos bruscas dos movimentos. (Jamin)
Esta espécie divide com a dinâmica e com sua associada, a agitada o privilégio de afetar todos os modos de expressão da escrita. Estas três espécies devem estar fixas no pensamento do grafólogo.
Existem muitos signos de inibição, como pingos nas letras ii e barras do t à esquerda; escrita pequena, traços regressivos etc.; invertida, suspensa, retocada, inacabada sóbria etc.
Para Jamin a inibição deveria ser um meio de dominar-se; não de se sujeitar.
O grafólogo deve observar o maior ou menos grau de inibição na escrita.

Sempre que a progressão da escrita estive em ambientes gráficos confusos; sem homogeneidade e pouco espontâneo; a interpretação é de artificialismo; dissimulação; que se amplia ou diminui frente ao maior o menor grau de inibição ou contração.

Nas próximas postagem vamos observar demais espécies.

Dúvidas grafonauta@br.inter.net