segunda-feira, maio 18, 2026

Porcos Assados e RH: A Fábula que Revela o Futuro das Organizações.

 


Porcos Assados e RH:

A Fábula que Revela o Futuro das Organizações.

 

A Fábula dos Porcos Assados

A narrativa começa quando um incêndio acidental em floresta assou centenas de porcos. Até então os habitantes que comiam a carne crua,  para não morrerem de fome, experimentaram a carne assada e bingo: deliciosa. A partir desse dia, a solução encontrada para repetir o feito foi incendiar florestas inteiras sempre que queriam comer porco assado.

Com o passar do tempo, o “sistema” começou a apresentar falhas: animais queimavam demais, outros ficavam crus. Em vez de repensar o processo, a sociedade profissionalizou o erro.

Foram criados institutos (Do Porco Assado, do Porco Frito, Do Animal não Porco etc.), comissões, cargos de “especialistas em ventos”, diretores de assamento e uma infraestrutura gigantesca para gerenciar os incêndios que incluía GPFB (Grupo de Bombeiros do Fogo Baixo) e GBFL (Grupo de Bombeiros do Fogo Alto).

Sem contar a ampliação do Departamento de RH, que pasmem, tinha até engenheiros nucleares envolvidos na contratação de pessoal.

Até que certo dia, o funcionário chamado Zeca Carvão (ou Zezinho Carvoeiro)  abordou o Gerente de Plantação de Florestas, Dr. Elizóide Castanheiras. Seguiu-se, ao que se sabe, o seguinte diálogo:

- Dr. Castanhal (sic) me permita importuná-lo. É que tive uma ideia.

- Ora, ora, Sr. José. Ideias são sempre bem-vindas. A política de nossa empresa é estar sempre aberta as mais variadas inovações. Especialmente e repito, especialmente àquelas vidas de seus colaboradores.

 - É que... é que... lá em casa fiz uma experiência...

- Continue, continue, está muito interessante sua ideia.

- Construí dois muros laterais de quase 1,20 metros, um ao lado do outro, separados por um metro. Coloquei uma grade em cima e carvão embaixo e acendi o fogo. Depois coloquei o porco em acima da grade. Controlei o fogo e tempo. O porco ficou delicioso.

- Brilhante, espetacular ideia. Inovadora em sua essência, vou encaminhá-la a Seção de Triagem do Departamento Novas e Velhas Ideias. Creio que em torno de 180 dias darão um parecer inicial.

- Doutor, obrigado. Espero ter ajudado um pouco.

- Ajudou muito Seu... Seu...  

- Zezinho Carvoeiro.

- Muito mesmo, porém aviso de antemão. Vai se difícil a aprovação, teríamos que criar departamentos, como a Dep. Construção de Muros, Dep. Transportes de Tijolos, Dep. de Grelhas, Dep. de Engenharia, Dep. Treinamento de Pedreiros, Dep. Estoque de Carvão.  Inclusive uma nova diretoria para gerenciar tudo isto.

- Mas fique tranquilo seu Zezinho “Carbonara”, no final tudo vai dar certo.

 

Relevância para o RH

A fábula, atribuída a Thomas Carlyle, é uma metáfora poderosa sobre como tradições e processos podem ser mantidos sem reflexão crítica. Para o RH, compreender essa história é essencial: muitas práticas de gestão de pessoas são mantidas apenas porque “sempre foi assim”, mesmo quando já não fazem sentido. O papel do especialista em RH é justamente questionar, propor alternativas e evitar que a organização se torne refém de estruturas obsoletas. 


Tecnologia e Gerentes sem Visão

Assim como na fábula, novas tecnologias frequentemente são rejeitadas por gestores que não conseguem enxergar além do modelo tradicional. Essa resistência ceifa a inovação e impede que empresas evoluam. O RH deve ser protagonista na adoção de ferramentas digitais que otimizem processos e promovam experiências mais humanas e estratégicas.

 

     Leituras sobre o Tema

·  “A Quinta Disciplina” – Peter Senge

    Mostra como organizações que aprendem conseguem romper ciclos viciosos e           ..    reinventar  práticas.

·  “Organizações Exponenciais” – Salim Ismail

Explica como empresas que abraçam tecnologia e inovação crescem de forma acelerada, enquanto as que resistem ficam para trás.

 

Conclusão

A fábula dos porcos assados nos lembra que repetir processos sem reflexão é como incendiar florestas inteiras esperando resultados mágicos. O verdadeiro papel do RH é ser guardião da inovação, questionando tradições e abrindo espaço para soluções simples e eficazes. Afinal, o futuro das organizações não será construído com incêndios do passado, mas com a chama da visão estratégica e da coragem de simplificar.

 

Paulo Sergio de Camargo

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