sexta-feira, janeiro 23, 2009




Barack Obama
Características gerais da escrita
Organizada
Legível
Combinada
Variações na direção das linhas
Variações na inclinação das letras
Ligeiras desproporções no tamanho das letras
Assinatura desproporcional
Os traços negativos são minimizados ou anulados pela limpeza e equilíbrio do texto.

Alguns traços da personalidade podem ser mais visíveis na combinação entre as variações na direção das linhas e as variações na inclinação das letras

A interpretação de Moretti para as variações na inclinação das letras.
Escrita Sinuosa - Quando a hastes das letras se inclinam docemente até que se cheguem próximas.
Signo substancial da inteligência e da vontade.
Talento psicológico, penetração intelectual, compreensão do ânimo e dos sentimentos dos demais.
Penetra na verdade dos problemas, avalia todos os aspectos diferentes das questões, principalmente os mais profundos, valoriza os dados e a situação não só pelo seu reflexo mais imediato, mas também com a implicações que eles terão aos demais.
É um observador atento que vê as particularidades em relação ao conjunto, ao essencial.
Tem disposição habitual para reconhecer todos os elementos, indicações e sugestões que considera válidas para ampliar e se aprofundar nos conceitos.
Tem o dom do diagnóstico profundo e preciso das pessoas, fatos ou situações.
Habilidade para encontrar os meios mais profundos e eficazes para estudar o espírito humano e compreender sua constituição psíquica e intelectual.
Não é fácil de cari em adulações, porque compreende o significado escondido em cada comportamento das pessoas. Desta capacidade pode chegar a induzir os demais a aceitar as suas conclusões.
Caso deseje enganar, tem capacidade para organizar-se do melhor modo para explorar as disposições dos demais em seu próprio proveito. Isto é auxiliado por sua grande habilidade de tocar nos argumentos que melhor atinjam os interesses psíquicos e afetivos de quem deseja utilizar-se para os seus fins.


Avalição individual dos traços no sentido anti-horário

Traço do Subjetivismo
Quando os traços finais de uma palavra são alargados na base em linha horizontal e executados com esmero e segurança.
Traço do Subjetivismo expressa a tendência a formar juízos sobre as pessoas, fatos ou coisas não segundo a realidade, senão seus próprios sentimentos ou interesse próprio; indica pretensão, sentido de superioridade.
Apresenta-se como exemplo ou modelo, exige obediência e respeito absolutos. No andar e nos gestos traduz a atitude do patrão, ostenta segurança de quem tem autoridade, tem os olhos com expressão de firmeza. Distinguindo-se sempre segundo um critério pessoal, tem sonhos de imposição e certa prepotência. (Moretti)

Traço do Procurador
De acordo com Klages; prudência desconfiada. Defesa ativa contra o medo do desconhecido (Faideau). Vontade de ter informações privilegiadas. (Camargo)

Arpão final
Capacidade de levar as idéias até o final.

Traço de reafirmação
Capacidade de impor suas posições. Quer ter a última palavra nos debates. Com escrita curvas, sabe escutar os demais, contudo mantém suas idéias até o final. Conciliação.

Ligações na z. superior
Inteligência acima da média. Capacidade de concatenar e trabalhar com duas ou mais idéias ao mesmo tempo.

Triângulo -
Golpes de sabre. Capacidade de impor sua vontade. Liderança ativa e participativa.

Traço de Mitomania – Alguns.
Quando os traços, sobretudo nos finais das palavras são alargados com lançamento em baixo das letras da palavra seguinte, ou marcados e tirados em linha reta quase abaixo da mesma letra.
Expressa a tendência a fixar-se em uma idéia, a inventar fatos imaginários, a dar uma interpretação subjetiva a fatos reais. Comum em advogados ou pessoas que precisam convencer outras por meio de palavras.

A síndrome gráfica mostra uma personalidade carismática e com capacidade intelectual e física acima da média.
Boa sorte.

terça-feira, janeiro 20, 2009

domingo, janeiro 18, 2009

Livros Obrigatórios:

Pessoal
Estou lendo o livro:

Esame, prevenzione, rieducazione
CRISTOFANELLI P., LENA S. (a cura di), DisGRAFIE.
(Ed. Libreria Moretti – Urbino)


Trata-se de uma compilação de diversos artigos de grandes especíalistas em grafologia da Europa, principalmente da Itália.

O prefácio de Robert Oliveaux; especialista em Grafoterapia.
Trata-se de um livro obrigatório para quem estuda escrita infantil. Poderia ser utilizado por professores de escolas primárias e secundárias.

O livro se divide em vários temas (estão destacado ao longo do índice)

Indice
PACIFICO CRISTOFANELLI, SILVIO LENA
Introduzione 5


Alia base deila rieducazione

ROBERT OLIVAUX
Lezione magistrale 7

LORETTA BALDUCCI
Rieducazione deila scrittura: la questione etica prima dei metodo 11

ROBERT OLIVAUX
A proposito deile “doti” dei rieducatore grafoterapeuta 15
Sistema nervoso e scrittura

LUIGI CORDELLA
Neurologia delia scrittura 17
L’insegnamento delia scrittura e prevenzione della disgrafia

ALESSANDRA VENTURELLI
Come prevenire ia disgrafia. Un esperimento sulL’insegnamento delia scrittura 41

TIZIANA ZORLONI
Insegnamento della scrittura e prevenzione deiie difficoltà grafomotorie 62

PACIFICO CRISTOFANELLI
Modello scolastico e personalizzazione della scrittura 67
Evoluzione del linguaggio e della scrittura

EUGENIO LAMPACRESCIA
L’apprendimento del linguaggio: stadi e sviiuppo 75

SILVIO LENA
Evoluzione e personalizzazione della scrittura 101


L’esame del bambino disgrafico e la rieducazione della scrittura

ELETTA TRUCCO BORGOGNO
L’osservazione psicomotoria in caso di disgrafia 119

ANNE DE COLLONGUE
Osservazione della scrittura dei bambino. Diagnosi, situazione e contesto 130

MONICA PRATELLI
Le difficoltà di scrittura: diagnosi, prevenzione e recupero 141

LUCILLA TONUCCI
Individuazione deiie difficoltà grafomotorie 161

LUCILLA TONUCCI
Rieducazione della scrittura: modalità e criteri 165

MONIQUE PACAUD Esame dei bambino disgrafico. Metodologie per la rieducazione della scrittura. 177
Gli adolescenti disgrafici.

DONATELLA PLACIDI
Riflessioni sulla rieducazione della scrittura. 191
La prevenzione delle difficoltà grafomotorie

MARIE-FRANCE EYSSETTE
La scrittura del mancini 209


Tecniche e strumenti per ia rieducazione delia scrittura

FLORENCE WITKOWSKI
Tecniche di riLassamento e di visualizzazione. 223
Metafore terapeutiche nel bambino e nell’adolescente

SOFHIE LOMBARD
Riflessioni sulla rieducazione deila scrittura. 1 tracciati scivolati 229

FRANÇOISE FONTAINE, SUZEL BEILLARD, LUCIA COLISTRA
Schede per un percorso di rieducazione delia scrittura 232

FRANCESCA TURRA
Suggerimenti per ia rieducazione fisico-muscolare 240
Temi correia ti

WILLIAM ROVELLI
Lo studio come spazio fisico: descrizione tecnica di un ipotetico 246
ambiente per la riabilitazione

PACIFICO CRISTOFANELLI
Problemi psicologici e riflessi sulla scrittura 255
IDA MORI
Ii bambino iperattivo e la sua scrittura 267

LUCILLA TONUCCI
Rieducatore della scrittura, ragazzo disgrafico e insegnanti 276

MELISSA BRIZZOLA
Strutturazione di corso di aggiornamento sulle difficoltà grafo-motorie 280
Casi

CARMELA BERTOLINO
Le difficoltà di scrittura di un bambino audioleso 286

RITA PELLEGRINI
Storia della scrittura di Luca 291


Paulo Sergio de Camargo
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Excelência pelo conhecimento.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Escrita e Caráter
Crépieux-Jamin.

Encontrei em um sebo o livro L´écriture et caractere". Quinta Edição. 1909.
Muito bem conversado, com capa dura.

Pertenceu a grafóloga Jovina Ribeiro Gonçalves.
Morava em Paris:
Fonds
10. Rue Monsieur Le Prince.
A rua fica perto da Universidade Descartes e por de vista no Google Maps.
Atualmente abriga o
Groupe d'Anthropologie Historique de l'Occident Médiéval (GAHOM).

A referida grafóloga tinha inteligência acima da média; vontade e era bastante minuciosa.
As informações foram tiradas de sua escrita.
Provavelmente deve ter lido o livro algumas vezes, pois as anotações feitas com lápis tomam conta de todo o livro e se extendem até o final.

O livro em si:
Ter um livro de grafologia há um ano de seu centenário em mãos é um verdadeiro presente para os apaixonados por grafologia .

Foi com este livro que Klages iniciou seus conhecimentos em Grafologia.
Traduzido pelo poeta Hans Busse para o alemão em 1902; com a colaboração de Hertha Merckle.

La escritura y el Caractè. Em espanhol. 1908. Traduzido por M. Anselmo Gonzalez, Editado em Madrid.

A edição mais atual é em inglê HANDWRITING AND EXPRESSION
translated by John Holt-Schooling. Introduced by Nigel Bradley.


No Brasil foi publicado em 1935 pela editora Flores&Mano que ficava na Rua do Ouvidor; 145. no Rio de Janeiro. A tradução é do Dr. Elias Davidovich.

O Dr. Elias iniciou a tradução ds obras de Freud em 1933 com uma equipe composta de médicos e psicanalistas como Odilon Gallotti, Porto-Carrero, Elias Davidovich e Moysés Gikovate. Mais de 50 títulos são publicados ao longo da década.


Paulo Sergio de Camargo
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Excelência pelo conhecimento.

sexta-feira, novembro 07, 2008


Pessoal
A capa do livro "O que é Grafologia" a ser lançado no dia 13 de Dezembro em São Paulo é uma homenagem ao grafólogo francês Crépieux- Jamin.
A caneta está em tons verde-amarelo - isto se auto-explica.
O livro traça um panorama da grafologia e como é utilizada atualmente de forma moderna.
Muito de Jamin se foi, mas seu espírito permanece.
No livro, de forma direta ou indireta faça citações do grandes grafólogos brasileiros e das pessoas que trabalham para a evolução do método do Brasil.
Trata-se de uma revisão total de meu primeiro livro. Poderia chamar O que é grafologia 2.
Paulo Sergio de Camargo
Grafologia - Linguagem não-verbal
Excelência pelo conhecimento.

quinta-feira, outubro 23, 2008



Escrita de Lindemberg Alves

Algumas características podem ser observadas na escrita:

- ligada, proporcional, legível, limpa, pausada e organizada.

Todas estas características mais a avaliação do movimento – controlado - levam a crer que não existe nenhum tipo de patologia aparente na escrita.

Embora se deva notar que não foi possível avaliar o traço; um dos componentes mais importantes no perfil grafológico.


Devido às condições (logo após a prisão); a avaliação precisa ser encarada com algumas reservas.

A inteligência é estruturado – limpa, ligada; legível. Mas não acima da média, ao contrário.


A direção das linhas é o gênero mais importante a ser observado.

Podem ser observados os seguintes traços:

- imbricadas descendentes; linhas sinuosas, traços ascendentes e escalonados.

Vamos observar apenas a interpretação da escola italiana do Padre Moretti. Ver livro Trattato di Grafologia. Ed. La Prora; Milão. 1944. Edizioni Messaggero Padova. XV Edição 2006.


A escrita Desprendida (do italiano Scattante) trata-se de um signo substancial da vontade e do intelecto, indica impetuosidade, nervosismo, repentinos saltos na ação e no pensamento.


Encontra-se em um contínuo fervor de sentimentos e passa rapidamente da benevolência para o enfrentamento, do nojo para a doçura e da ira para a calma.


É essencialmente passional porque seus impulsos são imediatos que a razão tem dificuldades para controlá-los.


Não tem sentido de medida e de moderação, não se preocupa com os riscos e reage as solicitações instintivamente.


Posteriormente observa seus erros e se propõe a não repeti-los, mas na primeira oportunidade volta a fazer mesmo, não por maldade e sim por sua natureza instintiva e impetuosa.


Seu defeito é não refletir preventivamente, não conservar o pleno domínio de si e deixar-se levar pelos impulsos.


Geralmente é sincero e leal podendo resultar em agressivo e brutal ao expressar o que pensa.


Sob o perfil intelectual tem capacidade para expressar suas idéias, com rapidez para passar das premissas para as conclusões.

O Padre Moretti costuma traçar perfis da constituição corporal da pessoal – suas doses de acertos não foram transmitas aos discípulos.

Somaticamente os nervos e tendões são tensos e quase sempre pronto para as reações, musculatura tônica e carnosa, olhos vivos, móveis e sobressalentes. Andar saltitante e irregular.

Como nota não grafológica, das quais sempre procurei me fixar.

Sequestro é um "desastre controlado". Os negociadores conduzem um elefante correndo dentro de uma loja de cristais. Em determinado momento algo vai dar errado; é a natureza da ocorrência. Parabéns a Polícia Militar de São Paulo.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Perfil Grafológico

Uma das grandes dificuldades dos grafólogos em traçar perfis é a de ser repetitivo.
O nome de alguns grafológos na praça é "Controlcê". Não fui eu quem inventei.
O certo é que muito perfis se não são parecidos são iguais.

Isto se deve em função:
- do vocabulário do grafólogo
- das vivências
- conhecimentos psicológicos
- pouca leitura
- quantidade de perfis realizado em um só dia etc.

Como fazer para não repetir frases?
Ao longo dos anos desenvolvi várias técnicas que são passada aos alunos. A mais recente depois de quatro anos de pesquisas será relatada em breve. Potencializa o perfil em dezenas de vezes.

Hoje vou me ater aos articuladores; processo utilizado com muita propriedade pelos palestrantes.

Articuladores
Conhecidos como conjunções, nexos ou conectivos, os articuladores possibilitam estabelecer uma relação de sentido entre as idéias.


Veja os exemplos

a) Paulo não jogou bem. Ele estava cansado.
b) Joana estudou muito. Ela não passou de série.
c) Chuva amanhã. Passeio cancelado.

a) Paulo não jogou bem porque estava cansado.(relação de explicação/ causalidade)
b)Joana estudou muito, mas não passou de série. (relação de oposição/ concessão)
c) Se houver chuva amanhã, o passeio será cancelado. (relação de condição)


ARTICULADORES

PRIORIDADE, RELEVÂNCIA
Em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo, principalmente, primordialmente.

SEMELHANÇA, CONFORMIDADE , COMPARAÇÃO
Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, analogicamente, de acordo com, segundo, conforme.

ADIÇÃO, CONTINUAÇÃO
Além disso, por outro lado, vale lembrar, de modo geral, por iguais razões, é inevitável, em outras palavras, sobremais, além desse fator.

CERTEZA, ÊNFASE
De certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, com toda certeza.

ILUSTRAÇÃO, ESCLARECIMENTO
Por exemplo, Isto é, a saber, de fato, aliás, ou melhor, como se nota, daí porque, por isso, como se observa, como vimos, ou seja, em outras palavras.

RESUMO, RECAPITULAÇÃO, CONCLUSÃO
Em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, em suma, por conseguinte, concluindo, por fim, finalmente, por tais razões, do exposto, por tudo isso, em razão disso, assim, conseqüentemente.

NEGAÇÃO E OPOSIÇÃO
Entretanto, mas, porém, no entanto, ao contrário disso, por outro lado, por outro enfoque, contudo, diversamente disso.

CONCESSÃO
Embora, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, apesar de que, por mais que, por melhor que.

CONDIÇÃO
Caso, se, contanto que, salvo se, exceto se, desde que, a menos que.

PROPORÇÃO
À proporção que, à medida que, quanto mais, quanto menor.

CAUSA CONSEQÜÊNCIA
Porque, porquanto, pois, visto que, já que, uma vez que, por causa de, em virtude de, daí, por conseqüência, como resultado.

TEMPO (FREQÜÊNCIA, DURAÇÃO, ORDEM, SUCESSÃO, ANTERIORIDADE, POSTERIORIDADE, SIMULTANEIDADE, EVENTUALIDADE)
Então, logo, logo depois, imediatamente, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, finalmente, hoje, freqüentemente, constantemente, às vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim.


Façam bom uso deles.



Exemplos:
http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1721203-estudo-da-coes%C3%A3o-articuladores/

sexta-feira, outubro 10, 2008

Pessoal
Vejam o Artigo do biólogo Fernando Reinach. Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" no dia 16 de Agosto de 2007.
http://www.reinach.com/Estado/index-estado.htm

É fácil fazer algumas inferências com o gesto gráfico e a imagem antecipadora descrita por Klages em seus livros.
Tenho ciência da pouca familiaridade de alguns grafólogos com este conceito de Klages; voltarei a escrever sobre isto mais adiante.

Também podemos fazer inferências porque a grafologia não é um teste com base no experimento descrito. Inferências; porque necessitaríamos de pesquisas diretas com a escrita para provar realmente isto.



A possibilidade de prever decisões e o livre arbítrio

Faz milhares de anos que a humanidade se preocupa em saber se possuímos livre arbítrio. Será que quando decidimos conscientemente praticar um ato esta decisão se origina unicamente em nossa consciência e portanto é impossível de prever ou será que as leis da natureza e os fatos que ocorreram no passado determinam cada um de nossos atos e a impressão de liberdade é somente uma ilusão? Faz alguns anos um neurologista chamado Benjamin Libet realizou um experimento que coloca mais lenha na fogueira do debate sobre o livre arbítrio.

Libet pediu para voluntários se sentarem e colocarem a mão sobre uma mesa. Depois pediu a eles que em algum momento, que eles poderiam decidir quando, movessem a mão. Nenhum sinal externo sinalizava quando a mão deveria ser movida. A decisão de mover a mão deveria ser totalmente voluntária. Além disso em frente destes voluntários Libet colocou um relógio em que o ponteiro de segundos ficava girando constantemente e que o voluntário ficava observando. No momento que o voluntário decidia mover a mão ele deveria observar onde estava o ponteiro do relógio e depois deveria comunicar esta posição aos pesquisadores. Além disso Libet instalou sensores na mão dos voluntários que permitiam saber exatamente quando a mão se mexia e eletrodos na cabeça que permitiam medir a atividade cerebral. Feito tudo isso as pessoas ficavam ali e mexiam a mão quando quisessem.

O que Libet observou foi que era possível detectar atividade cerebral quase um segundo antes da mão se mexer. Isto era esperado, pois o comando vindo do cérebro demora um tempo para chegar aos músculos da mão. O inesperado foi a observação que o momentos em que a pessoa conscientemente decidia mexer a mão (determinada pela posição do ponteiro do relógio que ela comunicava ao pesquisador) ocorria sempre 0,3 segundos antes da mão mexer, mas 0,7 segundos depois da atividade cerebral. Em todos os voluntários a seqüência de eventos era a seguinte: primeiro se detecta a atividade cerebral, 0,7 segundos depois a pessoa decide mover a mão e 0,3 segundos depois do ato consciente de mover a mão ela se move. O fato da atividade cerebral ocorrer antes da decisão “aparecer” na consciência indica que a primeira parte da decisão de mover a mão ocorre de maneira inconsciente (durante os primeiros 0,7 segundos) e somente depois a consciência toma “conhecimento” de que vai mover a mão.

Durante os últimos 8 anos uma série enorme de experimentos foram feitos para verificar possíveis fontes de erro neste experimento mas nenhum erro foi detectado. Tudo indica que realmente cada uma de nossas decisões se inicia de forma inconsciente. Mas se isto é verdade, então existe um intervalo de 0,7 segundos no qual um observador que esteja monitorando nossa atividade cerebral já sabe o que vamos decidir antes de nossa consciência ter acesso a esta decisão. Em outra palavras, medindo a atividade cerebral um observador pode saber o que uma pessoa vai decidir antes desta pessoa ter conscientemente decidido.

Este resultado claramente não exclui a possibilidade do livre arbítrio existir, mas sua interpretação tem provocado muita discussão entre os filósofos e cientistas que tentam compreender como se forma a consciência e se realmente existe o livre arbítrio. Por outro lado este experimento demonstra claramente que a consciência é o resultado da atividade cerebral, tornando improvável a hipótese, ainda defendida por muitos, que cérebro e mente são entes distintos.

Mais informações em: B. Libet, Do We Have Free Will? J. Consc. Studies vol. 6 pag. 47 1999

Fernando Reinach (fernando@reinach.com)

quinta-feira, outubro 02, 2008

Pessoal
Ao longo dos últimos sete anos pesquiso de forma intensa a organização dos gêneros e espécies para um estudo mais direcionado e dinâmico da grafologia.

Parte deste estudo está na livro Grafologia Expressiva, Ed. Ágora e Psicodinâmica do Espaço na Grafologia. Ed. Vetor.

Observei em todo o mundo que o único consenso que existe é que se faz necessário uma classificação racional.
Como minhas pesquisas são com escritas brasileiras, o método se ajusta as nossas necessidades.

Existem espaços para serem aprimorados e certamente serão ao longo do tempo. As alteração estarão no livro Grafologia Expressiva II Ed. Ágora.

Os alunos do corrente ano receberão em PP e no novo Caderno de Exercícios as alterações.
Os conceitos da escola Morettiana estão em itálico e verde. Em breve serão acrescentados outros.

Observe o acréscimo da Condução do Traçado; Movimento, Continuidade etc.

Disto se origina o Método de Grafologia Expressiva Paulo Sergio de Camargo.


INVENTÁRIO

1. Observação Geral do Traçado – Dinâmica e integração do movimento espaço-organizacional

Espaço Forma Movimento Traço

2. Síntese de orientação
Evolução (Jamin)
1. Inorganizada 2. Desorganizada 3. Combinada 4. Organizada

Harmonia 1. Harmônica 2. Inarmônica.

Síntese entre Forma e Movimento -


3. Síndromes
1. Inibição 4. Relaxamento do traço 7. Impessoalidade
2. Expansão 6. Deterioração gráfica
3. Impulsividade 5. Rigidez do traço


04. Distribuição
1. Clara 5. Ilegível 09. Organizada
2. Arejada 6. Concentrada 10. Desorganizada
3. Confusa 7. Condensada 11. Limpa
4. Legível 8. Espaçada 12. Suja
13. Invasiva

Largura/Estreiteza – Escola Italiana
1. Entre as letras 2. Entre as palavras 3. Larga nas letras 4. Tríplice Largura


Estudo das margens - 1. Direita 2. Esquerda 3. Superior 4. Inferior 5. Variações

05. Dimensão Zona média – Eixo Vertical
1. Grande 2. Pequena 3. Crescente 4. Decrescente

Zona média – Eixo Horizontal - Amplitude
5. Estreita 6. Extensa

Zona média
7. Baixa 8. Alta 9. Rebaixada 10. Sobressaltada

11. Uniforme 12. Dilatada 13. Sóbria 14. Compensada

Proporção Divisão inter-zonal
1. Proporcional 2. Desproporcional 3. Mista

06. Pressão
1. Espécies de acordo com ao apoio do instrumento no papel. (pressão no sentido estrito do termo)
1. Apoiada 5. Deslocada 09. Fusiforme
2. Leve 6. Espasmódica 10. Profunda
3. Em relevo 7. Acerada 11. Superficial
4. Sem revelo 8. Massiva 12. Em sulcos

2. Espécies de acordo com a qualidade dos traços. (o interior e as bordas)
13. Nítida 16. Desnutrida 19. Empastada
14. Pastosa 17. Seca 20. Filiforme
15. Nutrida 18. Congestionada 21. Frouxa


07. Condução do traçado
1. Hipotensa 2. Flexível 3. Firme 4. Contraída
5. Hipertensa 6. Desigualdades de Tensão.

08. Forma
Execução
1. Caligráfica 6. Angulosa 11. Ornada 16. Inflada
2. Redonda 7. Simples 12. Extravagante 17. Infantil
3. Sistemat/Monomorfa 8. Simplificada 13. Complicada 18. Ovóide/ovalada.
4. Estilizada 9. Seca 14. Artificial
5. Polimorfa 10. Ríspida 5. Tipográfica



09. Continuidade
Progressão da escrita
1. Inibida 2. Contida 3. Monótona 4. Cadenciada 5. Rítmica.

Ligação 1. Ligada 2. Desligada 3. Agrupada 4. Combinada

Deficiências de continuidade
5. Fragmentada 6.Ligações desiguais 7. Lapsus de ligação 8. Retocada
9. Pontilhada/Em bastão 10.Sacudida 11.Suspensa 12. Inacabada

10. Ligação
1. Em ângulos 4. Anelada 7. Dupla curva -
2. Arcada 5. Filiforme Duplo ângulo
3. Guirlanda 6. Mista

11. Movimento
1. Estático ou imóvel 5. Fluído 9. Retardado
2. Flutuante 6. Vibrante/efervescente 10. Revirados para a esquerda
3. Inibido/contido 7. Dinâmico
4. Controlado 8. Propulsivo

12. Velocidade
1. Lenta 4. Precipitada 7. Desigualdades
2. Pausada 5. Lançada de velocidade
3. Rápida 6. Acelerada

13. Inclinação
1. Inclinada 4. Invertida 7. Sinuosa
2. Tombada 5. Oscilante (variável) 8. Contorcionada
3. Vertical 6. Paralela 9. Hastes Conc/Convexa

14. Direção das linhas
1. Retilínea 6. Linhas convexas 11. Em saltos
2. Rígida 7. Sinuosa 12. Colas de Zorro
3. Ascendente 8. Imbricadas ascendentes 13. Mista
4. Descendente 9. Imbricadas descendentes 14. Em leque
5. Linhas côncavas 10. Escalonada

Orientação geral do traço
1. Escrita progressiva 3. Escrita mista. 5. Escrita com torções

2. Regressiva 4. Escrita ao revés

15. Discordâncias
1. Forma 4. Direção 7. Continuidade
2. Tamanho 5. Velocidade
3. Pressão 6. Inclinação

16. Signos gráficos
1. Guirlanda 5. Serpentina 09. Nó 13. R. Escorpião
2. Arco 6. Espiral 10. Torções 14. Facas
3. Bucle 7. Triângulo 11. Dente de tubarão 16. Letra D e S
4. Laço 8. Arpão 12. Unha do criminoso 17. Estereotipias


Ângulo de Moretti 1. Ângulo A 2. Ângulo B 3. Ângulo C

17. Assinaturas – Letra M – G –
Estudo das ovais ( Ab/embaixo – occ. Doppi; etc.)


18. Signos livres
1. Pontuação e acentuação 3. Barras dos T 5. Pingos nos I
2. Traço inicial, traço final 4. Estudo Til


19. Traços da Escola Italiana
1. Subjetivismo 4. Traço do desprezo 7. Traço da independência
2. Traço da Afetação 5. Traços de mitomania 8. Traço da insegurança material
3. Traço da fleugma 6. Traço da confusão



Paulo Sergio de CamargoGrafologia -
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quarta-feira, setembro 17, 2008

Escrita em leque invertido

A escrita em leque invertido do garoto assassinado pela madrastra e pai foi escrita quando estava sob a guarda da justiça.


Escrita em leque
Gênero: Direção

Trata-se de uma escrita com direção mista; ou seja, estão reunidos no mesmo grafismo várias direções.

Este tipo de espécie grafológica ocorre da seguinte maneira:
A escrita começa ascendente, se torna retilínea e depois descendente.

Foi descrita em 1905 por J. Rogues de Fursac (“Les Écrits et les Dessins dans Le Maladies Nerveuses e Mentales”) e estudada por Jacques Salce e Pierre Faideau. Gille-Maisani cita como indicativo de esquizofrenia paranóica.
Os leques podem ser parciais ou completos e são encontrados em esquizofrênicos, refletem entre outras coisas, a perda da noção do espaço no campo gráfico, uma falta de conexão saudável com o mundo. Pode indicar estados depressivos.

Em grafismo de pessoas “saudáveis” a interpretação é muito fácil: forte impulso inicial, seguido acomodação e desânimo.

A escrita analisada se constitui em um leque invertido como pode ser facilmente observado.
A interpretação deve levar em conta as palavras de Pulver no livro “Simbolismo da Escritura”: o consciente escreve; o inconsciente dita.

Nas primeiras linhas o gesto é intencional; depois ao longo do tempo o inconsciente age de modo pleno. Isto é fácil de ser observado em um caderno novo; depois do controle inicial, os textos tomam a forma de sempre, por mais que o aluno tente se controlar.
Esta “lei” é muito utilizada por peritos na coleta de assinatura; a pessoa assina dezenas de vezes; até que o gesto sai de forma “solta”.

Portanto:
As linhas iniciais descendentes:
Pessimismo, angústia; tristeza e falta de confiança. Conflitos profundos, falta de motivação.
De forma consciente o garoto sabia de sua situação.


Linhas finais ascendente:
Entusiasmo, bom humor e otimismo. Grande energia. Ardor e atividade constante, imaginação e fantasia. Boa saúde física (reforçada pelos traços sem borrões; torções; quebras etc.).

De forma inconsciente o garoto tinha potencial e energia para sair da situação em que se encontrava.

Ao longo do leque a escrita é “sinuosa”; fato que reforça a instabilidade por qual passava. Revela grande sensibilidade e emotividade. Visão focada no presente; incapacidade de pensar e trabalhar com dados e fatos de longo prazo.

A assinatura é legível, vontade de ser compreendido. A descendência final reforça o pessimismo.

A palavra “policial” deve ser considerada como “palavra reflexa” de acordo com as teorias de C. Honroth. A palavra “bicicleta” idem. Como é ascendente revela um desejo; um sonho.

Paulo Sergio de Camargo
Outubro
Curso de Grafologia no RJ.
grafonauta@terra.com.br

terça-feira, agosto 26, 2008

Livros
Neste artigo vamos analisar o livro "NOÇÕES DE GRAFOLOGIA" de Frederico Kosin.
A edição é de 1957. Publicada pelo próprio autor.

Trata-se de um livro essencialmente focado na obra de Pulver; como mostra a bibiografia abaixo.

O autor mostra-se profundo conhecedor da obra de Pulver e tece críticas consistantes a ela.

Para muitos grafólogos brasileiros que apenas ouviram falar de Pulver de modo fragmentado; trata-se de uma ótima oportunidade de conhecer mais de perto o mestre do simbolismo.

No final existe a literatura é bastante consistente e ao que consta praticamente desconhecida em nosso país.

O texto de abertura é uma peróla e serve como exemplo para todos nós. Procuramos nos dias de hoje, aquilo que Kosin escreveu em 1957.
Alguma coisa deve está errada e portanto isto serve de incentivo para mudar o "modelo mental" que temos da grafologia em nosso país.

Certamente Kosin merece os parabéns.



PREFÁCIO DO AUTOR
O presente libreto tem. por fim a divulgação de rudimentos de Grafologia em base rigorosamente cientifica, com o aproveitamento do simbolismo de Max Pulver, doutor em Filosofia, e grafólogo suíço. Trata-se de uma coletânea de lições semana mente publicadas pela FOLHA DA TARDE durante os anos de 1954 e 1955, graças à generosa cooperação da Empresa FOLHA DA MANHÃ S.A.

Segundo informações colhidas, quer nos parecer, é o primeiro livrinho de Grafologia de autor brasileiro, editado no Brasil, que representa uma etapa modesta, é verdade, no longo caminho que esta ciência terá a percorrer em nossa terra, para escoimá-la dos resquícios da “macumba”, das “ciganices” ou das maléficas influencias das “madamas” através de seus “consultórios” e também objetiva colocá-la em seu justo lugar, em nível de ensino superior.

O progresso feito pela Grafologia entre nós, já se evidencia pelo simples fato de termos recebido no começo de nossas publicações na FOLHA DA TARDE, em princípios de 1948, mais de 90% de pedidos para fica, razão porque formulamos votos para que muito breve chegue o dia do reconhecimento legal da Grafologia e seja ela introduzida nos programas escolares ao lado da Psicologia e da Pedagogia.

Não somente se tornaria elemento auxiliar nesses ramos do ensino, como também seria imediato amparo à Grafotécnica e aos seus cultores, os chamados grafotécnicos, que são convocados nas lides judiciárias como peritos e expendem juízos sujeitos a injustiças uma vez que os métodos empregados têm por base o empirismo das comparações, hoje superados e anacrônicos.
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Com este libreto vai também o nosso desejo último de alertar o leitor contra mistificações e transmitir- lhe um mínimo de conhecimentos científicos que lhe permitirão, com prudente limitação e devida cautela no uso deles, a compreensão e condições caracterológicas do ambiente.


MAX PULVER; Symbolik der Handschrift
Orelil Fuessli Verlag, Zurique

MAX PULVER: Trieb und Verbrein der Handschrift
Mesma editora

MAX PULVER: Intelligenz in Schriftausdruck
mesma editora

MAX PULVER: Person, Charakter, Schicksal
mesma editora

RUDOLPH POPHAL: Die Handschrift als Gehirnschrift, Greifenverlag, Rudolfstadt.

RUDOLPH POPHAL: Zur Psychologie der Spannungen in der Handschrift
mesma editora

H. J. JACOB’, Analysis of Handwriting, George Alen & Unwin Ltd., London

CRISTIANSEN UND ELISABETH CARNAP, Lehrbuch der Handschriftendeutung, Reclam-
veriag, Stuttgart

PETER WORMSER, Die Beurteilung der Handschrift in der Psychiachen
trie, Rascher Verlag, Zurique

WERNER SCHNEEBERGER, Die Schriftexpertise in der Gerichtsftausdruck,
und Anwaltspraxis, Verlag Paul Haupt; Bern

segunda-feira, agosto 11, 2008

LE TRAIT EN GRAPHOLOGIE
Indice constitutionnel
Fanchette Lefebure, Claude Van Den Broek D'Obrenan
ISBN : 2-296-01878-5 • 236 páginas.

Trata-se de um livro importante porque analisa o traço em toda sua essência. Este fundamento é praticamente desconhecido na grafologia de língua portuguesa.

Atualmente alguns capítulos são perfeitamente dispensáveis, em especial aqueles que falam das tipologias; assunto afastado dos meios acadêmicos brasileiros e de grande parte dos grafólogos europeus.


Sumário

Différentes caractéristiques de la qualité du trait
Introduction La trace graphique, principe constitutionnel de base.

1. L’observation graphologique pression, trait, rythme, forme

La pression
Le trait
L’observation graphologique
Conclusion : but et plan du livre

2. Graphométrie
Pourquoi une graphométrie ? Qu’est-ce qu’une graphométrie
Graphométrie de Zubin et Lewinson
Graphométrie française de Jacques Salce
Étude du trait• dans la graphométrie française — conclusion

3. Le trait selon Hegar
Objet de l’étude du trait de Hegar, fondement des interprétations
Les éléments du trait et leurs interprétations
Répartition des traits, zones, liaisons dans l’espace

4. La qualite dui trait . Significations générales

5. Les bords dutrait


6. La conduite du trait, alternance rythmique des blancs et des noirs
Généralités sur la conduite du trait : son symbolisme Blancs de l’ordonnance 7
Blancs entre les mots 58
Blancs à l’intérieur des mots 61
Aspects du trait, interprétations 64
Rythme fondamental, tension du trait 75
Le rythme fondamental de Roda Wieser 75
La tension du trait, théories neuro-physiologiques de Pophal 79

8. Historique des constitutions, typologie de Kretschmer 89
Historique des constitutions 89
Constitution psychosomatique kretschmérienne 93

9. Trait et classifications d’Hippocrate, Heymans-Le Senne, Jung 97
Introduction 97
Les tempéraments d’Hippocrate-Galien 101
Types caractérologiques de Le Senne 108
Types psychologiques de Jung 125

10. Trait et système pulsionnel de Szondi 141
Généralités sur le système pulsionnel de Szondi 141
Pulsion de contact C 143
Pulsion sexuel S 150
Pulsion paroxysmale P 159
Pulsion du moi Sch 168

11. Différents types de constitutions psychiatriques 177
Le trait dans la classification de Kretschmer 178
La constitution paranoïaque 180
La constitution émotive 182
La structure obsessionnelle des anxieux 183
La personnalité hystérique et l’hystérie 185

12. Trait et dessin d’enfant
Le trait dans le dessin Le trait dans le dessin et l’écriture

13. Trait et typologie planétaire


BIBLIOGRAPHIE
INDEX ALPHABÉTIQUE DES MATIÊRES

Obs:
Precisamos avançar e esquecer o modelo mental de grafologia da década de 80 que ainda permeia a grafologia brasileira.
A boa notícia é que muitos grafólogos estão estudando e aderindo novos conceitos.

domingo, agosto 03, 2008

Revista Liderança

Reportagem sobre grafologia

Alguns trechos da reportagem na revista Liderança
Agosto 2008 Ano IV - 48. http://www.lideronline.com.br/
RECONHECIMENTO E CREDIBILIDADE —
Apesar de atestada por centenas de empresas e profissionais em todo o mundo, a grafologia não é reconhecida pelo Conselho Regional de Psicologia.
Para Paulo Sergio de Camargo, um dos mais conceituados grafólogos brasileiros, isso não tira a credibilidade da ferramenta.
“A grafologia é um instrumento autônomo e não tem relação alguma com o conselho. No entanto, vale ressaltar que centenas de psicólogos trabalham com grafologia, especialmente no Brasil”, afirma.

Por falar em credibilidade, não é difícil encontrar empresas e líderes que acreditam que a grafologia não passa de “achismo”. No entanto, embora ainda faltem estatísticas mais consistentes, várias pesquisas já comprovaram sua eficiência. “Existem empresas que tiveram diminuição de mais de 35% no turnover após adotar essa ferramenta em seus processos. Isso representa lucro e confiabilidade. Tanto que quando abandonaram a ferramenta, a rotatividade voltou ao patamar anterior.
Existem pesquisas estatísticas feitas pelo psicólogo Alfred Binet na Universidade de Sorbonne, em Paris, em que a grafologia atinge acertos de 90%. Ninguém conseguiu refutar tais dados até hoje”, assegura Camargo.

Veja o caso de Simone Maia, diretora da High Profile Consultoria em RH, do Rio de Janeiro.
Ela trabalha com essa ferramenta há sete anos, aplicando a análise em quase todos os processos seletivos, principalmente em cargos estratégicos. “A grafologia é fundamental no processo decisório, pois avalia o potencial do candidato e indica se ele corresponde aos objetivos da organização”, justifica.
BENEFÍCIOS
Está claro que a escolha de profissionais competentes e candidatos com potencial a ser explorado é o principal benefício da grafologia para empresas e líderes.
“Qualquer característica psicológica pode ser observada na escrita: cultura, inteligência, liderança, agressividade, ambição, depressão, conflitos, insinceridade e maturidade.
Contudo, muitos desses aspectos precisam de mais estudos e comprovações.
O grafólogo, por exemplo, toma extremo cuidado quando se depara com depressão. Não se faz diagnóstico com a grafologia”, explica Camargo
Sabemos que existem candidatos especialistas em mostrar um bom desempenho em entrevista muitas vezes passando o recrutador para trás. Mas é possível que o candidato também “trapaceie” na grafologia?
Camargo afirma que sim. Entretanto na maioria das vezes, o grafólogo consegue observar isso, especialmente no estudo da insinceridade.

“Existem técnicas que avaliam as personalidades de risco por meio da escrita, O recrutador deve ter em mente que quando está tudo certo com o candidato é porque certamente existe alguma coisa errada”, relata.

Mas atenção! Faz parte da ética do grafólogo dizer ao seu cliente que vai ser traçado um perfil
por meio de sua escrita.
Portanto, nada de fazer análise sem o consentimento do candidato. Aliás, nas empresas em que Camargo presta assessoria, os candidatos dão autorização por escrito.
TESTAMOS!
Decidimos verificar na prática a eficiência da grafologia. Como Paulo.
Sergio de Camargo — o grafólogo entrevistado não tem contato comigo nem me conhece
pessoalmente, pedi que traçasse meu perfil. A idéia era que depois meus colegas de trabalho
avaliassem a análise.

O resultado é que 75% das pessoas consultadas acham que o perfil apresentado reflete o Cleverson que elas conhece e apresenta minhas principais características.
Outras 25% acreditam que representa o Cleverson que elas conhecem, mas não apresenta minhas principais características. No entanto, ninguém declarou que aquele perfil não tinha nada a ver comigo o que mostra que é possível sim identificar habilidades e atitudes por meio da escrita.

Outro dado interessante é que 75% dos colegas consultados acham a grafologia um recurso interessante, mas com algumas ressalvas. Isso reforça que esse não deve ser um processo isolado, e sim uma ferramenta adicional no processo de avaliação e identificação de talentos.

“O candidato deve ser submetido à entrevita, testes e principalmente à grafologia porque geralmente currículos amplia a capacidade do candidato e a grafologia pode ajudar a dirimir algumas dúvidas” conclui Camargo.

quarta-feira, julho 16, 2008

Scritura e Cervelo -
La Grafologia alla luce dela teoria stratigrafica
Rudolf Pophal .
Edizioni Messagero Padova
.

Trata-se da tradução do livro Die Handschrift als Gehirnschrift Die Graphologie im Lichte des Schichtgedankens Rudolstadt: Der Greifenverlag, 1949. 295 pag.

A edição italiana tem 366 páginas. Divididas em seis capítulos.

Algumas partes do livro estão datadas; como por exemplo a Tipologia de Spranger e os tipos (homem ético, estético; religioso etc.).

Contudo trata-se de uma obra importante para quem deseja diferenciar-se no estudo da grafologia.

PRESENTAZIONE pag. 7
1. L’uomo e lo scienziato » 7
2. Concezione neurofisiologica » 7
3. Concezione psicologica . » 8
4. Neurotipologia grafica » 10
5. Attualità » 12
Note bibliografiche » 14
Prefazione » 17
Aggiunta alia prefazione » 19

1. LA SCRTTTURA COME IMMAGINE E TRACCIA DEL MOVIMENTO. LA GRAFOLOGIA COME SPIEGAZIONE DELL’IMMAGINE (EIDETICA) E CONSIDERAZIONI ANALITICO-GENETICHE DELL’ESPRESSIONE GESTUALE (CINETICA) . . . . » 21

II. IL CERVELLO QUALE CENTRO DELLA VITA DI MOVIMENTO » 37

III. LA CONCEZIONE STRATIGRAFICA NELLA FORMAZIONE
DELLA PERSONA » 81


IV. ESPRESSIONE DEL GESTO GRAFICO E IMMAGINE GRAFICA » 123

V. TIPOLOGIA NEUROFISIOLOGICA DEL GESTO GRÁFICO . » 149
La grafia pallidaria » 152
La grafia striaria » 187
La grafia corticale » 202
1. L ‘uomo scientifico, teoretico (logico) » 238
2. L’uomo estetico, dell’autosviluppo » 241
3. L’uomo deli’autorappresentazione e cleli’autorisalto. L’uomo istrionico » 243
4. Luomo etico, dell’autoeducazione pag. 245
5. L’uomo religioso » 248
6. Luomo politico, dei potere » 249
7. L’uomo economico, deil’utilità » 252
Tipi misti » 255
Campioni di scritture » 267
La grafia cerebroradicale » 283
Esempi di grafie » 288
Esempi grafici » 294
La grafia armoniosa, equilibrata » 294

VI. GRADO DI PECULIARITÀ: DOPPIO SIGNIFICATO E LIVELLO
DELLÀ PERSONALITÀ » 301

» 320
Bibliografia » 321
Saggi grafici » 331

quinta-feira, julho 10, 2008

Grafologia ou Grafoanálise

Muitos grafólogos no Brasil ministram cursos de Grafoanálise e se dizem Grafonalistas. A maioria talvez desconheça por completo o significado dos termos.

Vamos esclarecer:
No Exterior
O termo “Graphoanalysis” foi criado pelo americano Milton N Bunker; é patenteado no EUA e privativo dos membros dos IGAS; International Graphoanalysis Society.
O sistema foi criado com a American Grapho Analysis Society no ano de 1929.
Desta forma não pode ser usado sem a permissão dos detentores dos direitos autorais.

No ano de 1949, o Professor Espanhol Augusto Vels, criou na Espanha um interessante sistema de grafologia no qual deu o nome de Grafonálisis.
Apesar do nome é totalmente diferente daquele proposto por Bunker nos EUA. O método aparece em vários livros do mestre espanhol; contudo, ao que se sabe, não é utilizado por grafólogos brasileiros, pois necessita de um Sof e trabalha com percentagens complexas.

No Brasil
Inicialmente Agostinho Minuccuci, brilhante grafólogo já falecido; reenvindicou a criação do nome Grafoanálise. Todavia o seu livro GRAFOANÁLISE: A Nova Abordagem da Grafologia. Ed. Atlas; é uma boa compilação dos métodos de grafologia utilizados em todo o mundo.

Há anos recebi uma educada carta do grafólogo Edison Bellintani; nele acompanhava o livro “Análise Grafo-Escritural”.; Ed. Personalística; 1980. Nele o autor “cria” o termo GRAFO-ANÁLISE. Junto vinham algumas correspondências de Agostinho Minuccuci (ético como sempre) reconhecendo a criação do termo ser anterior.
O livro de Bellintani é bem preciso, mas um estudo de grafologia jaminiana, sem nada com grafoanálise.

Este fato é muito comum quando pessoas pesquisam de forma isolada; não havendo por parte dos envolvido qualquer tipo de imitação, apenas criaram o termo de forma distinta.

Conclusão:
O termo grafoanálise é patenteado nos EUA. Ao que se sabe os grafólogos brasileiros que se dizem Grafoanalistas e realizam cursos de Grafoanálise; ficam apenas no nome. A quase totalidade usa partes do método jaminiano com noções de Pulver e Klages.

Talvez não exista nada errado; apenas a terminologia empregada é bastante imprecisa.