Vieses na Avaliação Grafológica
A avaliação das espécies e dos gêneros é uma
etapa crucial na análise grafologia, mas as evidências nas quais os grafólogos confiam
e a forma como as interpretam são influenciadas por diversos fatores externos.
Dificilmente uma
grafóloga trabalha somente com a escrita. Alguns grafólogos argentinos, por
exemplo, fazem análises somente se estiverem presentes na coleta da escrita.
(desmontei isto um simples argumento: se o objeto da grafologia é a escrita,
necessariamente não precisamos de escritor presente.)
Informações
apresentadas nos currículos frequentemente têm um impacto indevido, tanto para
mais ou para menos.
Nos contatos pessoais,
nas entrevistas muitas vezes formamos de imediato uma imagem do candidato. Esta
percepção pode estar errada e quando o grafólogo observa a escrita, a surpresa
é grande. Qual dos dois estaria mais certo, a percepção ou a grafologia?
Outro dado que considero relevante: muitas vezes não damos importância capital a ausência de evidências. Ao avaliar lideranças a ausência de evidência deve ser o foco principal da análise. Caso não apareçam gêneros, espécies e sinais ligados a liderança, provavelmente ela não existe.
Em suma: A grafóloga procura o que não existe para ver se existe, ou vice-versa se você desejar.
A mente humana é sensível à consistência das evidências e insuficientemente sensível à sua confiabilidade. Finalmente, impressões muitas vezes permanecem mesmo depois que as evidências em que se baseavam foram totalmente desacreditadas. Muitos grafólogos acreditam mais nos currículos do que na escrita.
Reconhecer e
evitar vieses nessas circunstâncias é particularmente difícil.
A maioria dos
vieses discutidos neste texto não está relacionada entre si, pois os vieses
cognitivos podem surgir de formas diferentes e independentes, mas todos
afetam a maneira como interpretamos e julgamos a escrita.
Os principais vieses na avaliação de gêneros e espécies
- Impacto
indevido das vivências
Detalhes concretos, entrevista, currículos tendem a influenciar mais do que dados grafológicos, mesmo quando estes últimos têm maior valor probatório.
- Desconsiderar
a ausência de evidência
Muitas vezes não levamos em conta o que não foi observado ou relatado, embora isso possa ser tão significativo quanto a presença de dados.
- Sensibilidade
excessiva à consistência
A mente humana valoriza demais quando diferentes fontes parecem concordar, mesmo que todas sejam pouco confiáveis.
- Sensibilidade
insuficiente à confiabilidade
O peso dado às evidências costuma depender mais da coerência interna do que da qualidade ou credibilidade da fonte.
- Persistência
de impressões
Mesmo quando uma evidência é totalmente desacreditada, a impressão inicial que ela causou tende a permanecer.
Nos próximos artigos estudaremos cada um deles individualmente.
Os principais vieses na avaliação de gêneros e espécies aqui descritos
são baseados no livro Psychology of Intelligence Analysis.Richards J. Heuer.
Paulo Sergio de
Camargo
Grafologia -
Linguagem Corporal -Consciência Situacional
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