Wednesday, November 26, 2008

Escrita e Caráter
Crépieux-Jamin.

Encontrei em um sebo o livro L´écriture et caractere". Quinta Edição. 1909.
Muito bem conversado, com capa dura.

Pertenceu a grafóloga Jovina Ribeiro Gonçalves.
Morava em Paris:
Fonds
10. Rue Monsieur Le Prince.
A rua fica perto da Universidade Descartes e por de vista no Google Maps.
Atualmente abriga o
Groupe d'Anthropologie Historique de l'Occident Médiéval (GAHOM).

A referida grafóloga tinha inteligência acima da média; vontade e era bastante minuciosa.
As informações foram tiradas de sua escrita.
Provavelmente deve ter lido o livro algumas vezes, pois as anotações feitas com lápis tomam conta de todo o livro e se extendem até o final.

O livro em si:
Ter um livro de grafologia há um ano de seu centenário em mãos é um verdadeiro presente para os apaixonados por grafologia .

Foi com este livro que Klages iniciou seus conhecimentos em Grafologia.
Traduzido pelo poeta Hans Busse para o alemão em 1902; com a colaboração de Hertha Merckle.

La escritura y el Caractè. Em espanhol. 1908. Traduzido por M. Anselmo Gonzalez, Editado em Madrid.

A edição mais atual é em inglê HANDWRITING AND EXPRESSION
translated by John Holt-Schooling. Introduced by Nigel Bradley.


No Brasil foi publicado em 1935 pela editora Flores&Mano que ficava na Rua do Ouvidor; 145. no Rio de Janeiro. A tradução é do Dr. Elias Davidovich.

O Dr. Elias iniciou a tradução ds obras de Freud em 1933 com uma equipe composta de médicos e psicanalistas como Odilon Gallotti, Porto-Carrero, Elias Davidovich e Moysés Gikovate. Mais de 50 títulos são publicados ao longo da década.


Paulo Sergio de Camargo
Grafologia - Linguagem não-verbal
http://grafonautas.blogspot.com/
http://www.lingcorporal.com.br/

Excelência pelo conhecimento.

Friday, November 07, 2008


Pessoal
A capa do livro "O que é Grafologia" a ser lançado no dia 13 de Dezembro em São Paulo é uma homenagem ao grafólogo francês Crépieux- Jamin.
A caneta está em tons verde-amarelo - isto se auto-explica.
O livro traça um panorama da grafologia e como é utilizada atualmente de forma moderna.
Muito de Jamin se foi, mas seu espírito permanece.
No livro, de forma direta ou indireta faça citações do grandes grafólogos brasileiros e das pessoas que trabalham para a evolução do método do Brasil.
Trata-se de uma revisão total de meu primeiro livro. Poderia chamar O que é grafologia 2.
Paulo Sergio de Camargo
Grafologia - Linguagem não-verbal
Excelência pelo conhecimento.

Thursday, October 23, 2008



Escrita de Lindemberg Alves

Algumas características podem ser observadas na escrita:

- ligada, proporcional, legível, limpa, pausada e organizada.

Todas estas características mais a avaliação do movimento – controlado - levam a crer que não existe nenhum tipo de patologia aparente na escrita.

Embora se deva notar que não foi possível avaliar o traço; um dos componentes mais importantes no perfil grafológico.


Devido às condições (logo após a prisão); a avaliação precisa ser encarada com algumas reservas.

A inteligência é estruturado – limpa, ligada; legível. Mas não acima da média, ao contrário.


A direção das linhas é o gênero mais importante a ser observado.

Podem ser observados os seguintes traços:

- imbricadas descendentes; linhas sinuosas, traços ascendentes e escalonados.

Vamos observar apenas a interpretação da escola italiana do Padre Moretti. Ver livro Trattato di Grafologia. Ed. La Prora; Milão. 1944. Edizioni Messaggero Padova. XV Edição 2006.


A escrita Desprendida (do italiano Scattante) trata-se de um signo substancial da vontade e do intelecto, indica impetuosidade, nervosismo, repentinos saltos na ação e no pensamento.


Encontra-se em um contínuo fervor de sentimentos e passa rapidamente da benevolência para o enfrentamento, do nojo para a doçura e da ira para a calma.


É essencialmente passional porque seus impulsos são imediatos que a razão tem dificuldades para controlá-los.


Não tem sentido de medida e de moderação, não se preocupa com os riscos e reage as solicitações instintivamente.


Posteriormente observa seus erros e se propõe a não repeti-los, mas na primeira oportunidade volta a fazer mesmo, não por maldade e sim por sua natureza instintiva e impetuosa.


Seu defeito é não refletir preventivamente, não conservar o pleno domínio de si e deixar-se levar pelos impulsos.


Geralmente é sincero e leal podendo resultar em agressivo e brutal ao expressar o que pensa.


Sob o perfil intelectual tem capacidade para expressar suas idéias, com rapidez para passar das premissas para as conclusões.

O Padre Moretti costuma traçar perfis da constituição corporal da pessoal – suas doses de acertos não foram transmitas aos discípulos.

Somaticamente os nervos e tendões são tensos e quase sempre pronto para as reações, musculatura tônica e carnosa, olhos vivos, móveis e sobressalentes. Andar saltitante e irregular.

Como nota não grafológica, das quais sempre procurei me fixar.

Sequestro é um "desastre controlado". Os negociadores conduzem um elefante correndo dentro de uma loja de cristais. Em determinado momento algo vai dar errado; é a natureza da ocorrência. Parabéns a Polícia Militar de São Paulo.

Wednesday, October 15, 2008

Perfil Grafológico

Uma das grandes dificuldades dos grafólogos em traçar perfis é a de ser repetitivo.
O nome de alguns grafológos na praça é "Controlcê". Não fui eu quem inventei.
O certo é que muito perfis se não são parecidos são iguais.

Isto se deve em função:
- do vocabulário do grafólogo
- das vivências
- conhecimentos psicológicos
- pouca leitura
- quantidade de perfis realizado em um só dia etc.

Como fazer para não repetir frases?
Ao longo dos anos desenvolvi várias técnicas que são passada aos alunos. A mais recente depois de quatro anos de pesquisas será relatada em breve. Potencializa o perfil em dezenas de vezes.

Hoje vou me ater aos articuladores; processo utilizado com muita propriedade pelos palestrantes.

Articuladores
Conhecidos como conjunções, nexos ou conectivos, os articuladores possibilitam estabelecer uma relação de sentido entre as idéias.


Veja os exemplos

a) Paulo não jogou bem. Ele estava cansado.
b) Joana estudou muito. Ela não passou de série.
c) Chuva amanhã. Passeio cancelado.

a) Paulo não jogou bem porque estava cansado.(relação de explicação/ causalidade)
b)Joana estudou muito, mas não passou de série. (relação de oposição/ concessão)
c) Se houver chuva amanhã, o passeio será cancelado. (relação de condição)


ARTICULADORES

PRIORIDADE, RELEVÂNCIA
Em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo, principalmente, primordialmente.

SEMELHANÇA, CONFORMIDADE , COMPARAÇÃO
Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, analogicamente, de acordo com, segundo, conforme.

ADIÇÃO, CONTINUAÇÃO
Além disso, por outro lado, vale lembrar, de modo geral, por iguais razões, é inevitável, em outras palavras, sobremais, além desse fator.

CERTEZA, ÊNFASE
De certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, com toda certeza.

ILUSTRAÇÃO, ESCLARECIMENTO
Por exemplo, Isto é, a saber, de fato, aliás, ou melhor, como se nota, daí porque, por isso, como se observa, como vimos, ou seja, em outras palavras.

RESUMO, RECAPITULAÇÃO, CONCLUSÃO
Em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, em suma, por conseguinte, concluindo, por fim, finalmente, por tais razões, do exposto, por tudo isso, em razão disso, assim, conseqüentemente.

NEGAÇÃO E OPOSIÇÃO
Entretanto, mas, porém, no entanto, ao contrário disso, por outro lado, por outro enfoque, contudo, diversamente disso.

CONCESSÃO
Embora, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, apesar de que, por mais que, por melhor que.

CONDIÇÃO
Caso, se, contanto que, salvo se, exceto se, desde que, a menos que.

PROPORÇÃO
À proporção que, à medida que, quanto mais, quanto menor.

CAUSA CONSEQÜÊNCIA
Porque, porquanto, pois, visto que, já que, uma vez que, por causa de, em virtude de, daí, por conseqüência, como resultado.

TEMPO (FREQÜÊNCIA, DURAÇÃO, ORDEM, SUCESSÃO, ANTERIORIDADE, POSTERIORIDADE, SIMULTANEIDADE, EVENTUALIDADE)
Então, logo, logo depois, imediatamente, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, finalmente, hoje, freqüentemente, constantemente, às vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim.


Façam bom uso deles.



Exemplos:
http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1721203-estudo-da-coes%C3%A3o-articuladores/

Friday, October 10, 2008

Pessoal
Vejam o Artigo do biólogo Fernando Reinach. Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" no dia 16 de Agosto de 2007.
http://www.reinach.com/Estado/index-estado.htm

É fácil fazer algumas inferências com o gesto gráfico e a imagem antecipadora descrita por Klages em seus livros.
Tenho ciência da pouca familiaridade de alguns grafólogos com este conceito de Klages; voltarei a escrever sobre isto mais adiante.

Também podemos fazer inferências porque a grafologia não é um teste com base no experimento descrito. Inferências; porque necessitaríamos de pesquisas diretas com a escrita para provar realmente isto.



A possibilidade de prever decisões e o livre arbítrio

Faz milhares de anos que a humanidade se preocupa em saber se possuímos livre arbítrio. Será que quando decidimos conscientemente praticar um ato esta decisão se origina unicamente em nossa consciência e portanto é impossível de prever ou será que as leis da natureza e os fatos que ocorreram no passado determinam cada um de nossos atos e a impressão de liberdade é somente uma ilusão? Faz alguns anos um neurologista chamado Benjamin Libet realizou um experimento que coloca mais lenha na fogueira do debate sobre o livre arbítrio.

Libet pediu para voluntários se sentarem e colocarem a mão sobre uma mesa. Depois pediu a eles que em algum momento, que eles poderiam decidir quando, movessem a mão. Nenhum sinal externo sinalizava quando a mão deveria ser movida. A decisão de mover a mão deveria ser totalmente voluntária. Além disso em frente destes voluntários Libet colocou um relógio em que o ponteiro de segundos ficava girando constantemente e que o voluntário ficava observando. No momento que o voluntário decidia mover a mão ele deveria observar onde estava o ponteiro do relógio e depois deveria comunicar esta posição aos pesquisadores. Além disso Libet instalou sensores na mão dos voluntários que permitiam saber exatamente quando a mão se mexia e eletrodos na cabeça que permitiam medir a atividade cerebral. Feito tudo isso as pessoas ficavam ali e mexiam a mão quando quisessem.

O que Libet observou foi que era possível detectar atividade cerebral quase um segundo antes da mão se mexer. Isto era esperado, pois o comando vindo do cérebro demora um tempo para chegar aos músculos da mão. O inesperado foi a observação que o momentos em que a pessoa conscientemente decidia mexer a mão (determinada pela posição do ponteiro do relógio que ela comunicava ao pesquisador) ocorria sempre 0,3 segundos antes da mão mexer, mas 0,7 segundos depois da atividade cerebral. Em todos os voluntários a seqüência de eventos era a seguinte: primeiro se detecta a atividade cerebral, 0,7 segundos depois a pessoa decide mover a mão e 0,3 segundos depois do ato consciente de mover a mão ela se move. O fato da atividade cerebral ocorrer antes da decisão “aparecer” na consciência indica que a primeira parte da decisão de mover a mão ocorre de maneira inconsciente (durante os primeiros 0,7 segundos) e somente depois a consciência toma “conhecimento” de que vai mover a mão.

Durante os últimos 8 anos uma série enorme de experimentos foram feitos para verificar possíveis fontes de erro neste experimento mas nenhum erro foi detectado. Tudo indica que realmente cada uma de nossas decisões se inicia de forma inconsciente. Mas se isto é verdade, então existe um intervalo de 0,7 segundos no qual um observador que esteja monitorando nossa atividade cerebral já sabe o que vamos decidir antes de nossa consciência ter acesso a esta decisão. Em outra palavras, medindo a atividade cerebral um observador pode saber o que uma pessoa vai decidir antes desta pessoa ter conscientemente decidido.

Este resultado claramente não exclui a possibilidade do livre arbítrio existir, mas sua interpretação tem provocado muita discussão entre os filósofos e cientistas que tentam compreender como se forma a consciência e se realmente existe o livre arbítrio. Por outro lado este experimento demonstra claramente que a consciência é o resultado da atividade cerebral, tornando improvável a hipótese, ainda defendida por muitos, que cérebro e mente são entes distintos.

Mais informações em: B. Libet, Do We Have Free Will? J. Consc. Studies vol. 6 pag. 47 1999

Fernando Reinach (fernando@reinach.com)

Thursday, October 02, 2008

Pessoal
Ao longo dos últimos sete anos pesquiso de forma intensa a organização dos gêneros e espécies para um estudo mais direcionado e dinâmico da grafologia.

Parte deste estudo está na livro Grafologia Expressiva, Ed. Ágora e Psicodinâmica do Espaço na Grafologia. Ed. Vetor.

Observei em todo o mundo que o único consenso que existe é que se faz necessário uma classificação racional.
Como minhas pesquisas são com escritas brasileiras, o método se ajusta as nossas necessidades.

Existem espaços para serem aprimorados e certamente serão ao longo do tempo. As alteração estarão no livro Grafologia Expressiva II Ed. Ágora.

Os alunos do corrente ano receberão em PP e no novo Caderno de Exercícios as alterações.
Os conceitos da escola Morettiana estão em itálico e verde. Em breve serão acrescentados outros.

Observe o acréscimo da Condução do Traçado; Movimento, Continuidade etc.

Disto se origina o Método de Grafologia Expressiva Paulo Sergio de Camargo.


INVENTÁRIO

1. Observação Geral do Traçado – Dinâmica e integração do movimento espaço-organizacional

Espaço Forma Movimento Traço

2. Síntese de orientação
Evolução (Jamin)
1. Inorganizada 2. Desorganizada 3. Combinada 4. Organizada

Harmonia 1. Harmônica 2. Inarmônica.

Síntese entre Forma e Movimento -


3. Síndromes
1. Inibição 4. Relaxamento do traço 7. Impessoalidade
2. Expansão 6. Deterioração gráfica
3. Impulsividade 5. Rigidez do traço


04. Distribuição
1. Clara 5. Ilegível 09. Organizada
2. Arejada 6. Concentrada 10. Desorganizada
3. Confusa 7. Condensada 11. Limpa
4. Legível 8. Espaçada 12. Suja
13. Invasiva

Largura/Estreiteza – Escola Italiana
1. Entre as letras 2. Entre as palavras 3. Larga nas letras 4. Tríplice Largura


Estudo das margens - 1. Direita 2. Esquerda 3. Superior 4. Inferior 5. Variações

05. Dimensão Zona média – Eixo Vertical
1. Grande 2. Pequena 3. Crescente 4. Decrescente

Zona média – Eixo Horizontal - Amplitude
5. Estreita 6. Extensa

Zona média
7. Baixa 8. Alta 9. Rebaixada 10. Sobressaltada

11. Uniforme 12. Dilatada 13. Sóbria 14. Compensada

Proporção Divisão inter-zonal
1. Proporcional 2. Desproporcional 3. Mista

06. Pressão
1. Espécies de acordo com ao apoio do instrumento no papel. (pressão no sentido estrito do termo)
1. Apoiada 5. Deslocada 09. Fusiforme
2. Leve 6. Espasmódica 10. Profunda
3. Em relevo 7. Acerada 11. Superficial
4. Sem revelo 8. Massiva 12. Em sulcos

2. Espécies de acordo com a qualidade dos traços. (o interior e as bordas)
13. Nítida 16. Desnutrida 19. Empastada
14. Pastosa 17. Seca 20. Filiforme
15. Nutrida 18. Congestionada 21. Frouxa


07. Condução do traçado
1. Hipotensa 2. Flexível 3. Firme 4. Contraída
5. Hipertensa 6. Desigualdades de Tensão.

08. Forma
Execução
1. Caligráfica 6. Angulosa 11. Ornada 16. Inflada
2. Redonda 7. Simples 12. Extravagante 17. Infantil
3. Sistemat/Monomorfa 8. Simplificada 13. Complicada 18. Ovóide/ovalada.
4. Estilizada 9. Seca 14. Artificial
5. Polimorfa 10. Ríspida 5. Tipográfica



09. Continuidade
Progressão da escrita
1. Inibida 2. Contida 3. Monótona 4. Cadenciada 5. Rítmica.

Ligação 1. Ligada 2. Desligada 3. Agrupada 4. Combinada

Deficiências de continuidade
5. Fragmentada 6.Ligações desiguais 7. Lapsus de ligação 8. Retocada
9. Pontilhada/Em bastão 10.Sacudida 11.Suspensa 12. Inacabada

10. Ligação
1. Em ângulos 4. Anelada 7. Dupla curva -
2. Arcada 5. Filiforme Duplo ângulo
3. Guirlanda 6. Mista

11. Movimento
1. Estático ou imóvel 5. Fluído 9. Retardado
2. Flutuante 6. Vibrante/efervescente 10. Revirados para a esquerda
3. Inibido/contido 7. Dinâmico
4. Controlado 8. Propulsivo

12. Velocidade
1. Lenta 4. Precipitada 7. Desigualdades
2. Pausada 5. Lançada de velocidade
3. Rápida 6. Acelerada

13. Inclinação
1. Inclinada 4. Invertida 7. Sinuosa
2. Tombada 5. Oscilante (variável) 8. Contorcionada
3. Vertical 6. Paralela 9. Hastes Conc/Convexa

14. Direção das linhas
1. Retilínea 6. Linhas convexas 11. Em saltos
2. Rígida 7. Sinuosa 12. Colas de Zorro
3. Ascendente 8. Imbricadas ascendentes 13. Mista
4. Descendente 9. Imbricadas descendentes 14. Em leque
5. Linhas côncavas 10. Escalonada

Orientação geral do traço
1. Escrita progressiva 3. Escrita mista. 5. Escrita com torções

2. Regressiva 4. Escrita ao revés

15. Discordâncias
1. Forma 4. Direção 7. Continuidade
2. Tamanho 5. Velocidade
3. Pressão 6. Inclinação

16. Signos gráficos
1. Guirlanda 5. Serpentina 09. Nó 13. R. Escorpião
2. Arco 6. Espiral 10. Torções 14. Facas
3. Bucle 7. Triângulo 11. Dente de tubarão 16. Letra D e S
4. Laço 8. Arpão 12. Unha do criminoso 17. Estereotipias


Ângulo de Moretti 1. Ângulo A 2. Ângulo B 3. Ângulo C

17. Assinaturas – Letra M – G –
Estudo das ovais ( Ab/embaixo – occ. Doppi; etc.)


18. Signos livres
1. Pontuação e acentuação 3. Barras dos T 5. Pingos nos I
2. Traço inicial, traço final 4. Estudo Til


19. Traços da Escola Italiana
1. Subjetivismo 4. Traço do desprezo 7. Traço da independência
2. Traço da Afetação 5. Traços de mitomania 8. Traço da insegurança material
3. Traço da fleugma 6. Traço da confusão



Paulo Sergio de CamargoGrafologia -
Linguagem Corporal
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Excelência pelo conhecimento.

Wednesday, September 17, 2008

Escrita em leque invertido

A escrita em leque invertido do garoto assassinado pela madrastra e pai foi escrita quando estava sob a guarda da justiça.


Escrita em leque
Gênero: Direção

Trata-se de uma escrita com direção mista; ou seja, estão reunidos no mesmo grafismo várias direções.

Este tipo de espécie grafológica ocorre da seguinte maneira:
A escrita começa ascendente, se torna retilínea e depois descendente.

Foi descrita em 1905 por J. Rogues de Fursac (“Les Écrits et les Dessins dans Le Maladies Nerveuses e Mentales”) e estudada por Jacques Salce e Pierre Faideau. Gille-Maisani cita como indicativo de esquizofrenia paranóica.
Os leques podem ser parciais ou completos e são encontrados em esquizofrênicos, refletem entre outras coisas, a perda da noção do espaço no campo gráfico, uma falta de conexão saudável com o mundo. Pode indicar estados depressivos.

Em grafismo de pessoas “saudáveis” a interpretação é muito fácil: forte impulso inicial, seguido acomodação e desânimo.

A escrita analisada se constitui em um leque invertido como pode ser facilmente observado.
A interpretação deve levar em conta as palavras de Pulver no livro “Simbolismo da Escritura”: o consciente escreve; o inconsciente dita.

Nas primeiras linhas o gesto é intencional; depois ao longo do tempo o inconsciente age de modo pleno. Isto é fácil de ser observado em um caderno novo; depois do controle inicial, os textos tomam a forma de sempre, por mais que o aluno tente se controlar.
Esta “lei” é muito utilizada por peritos na coleta de assinatura; a pessoa assina dezenas de vezes; até que o gesto sai de forma “solta”.

Portanto:
As linhas iniciais descendentes:
Pessimismo, angústia; tristeza e falta de confiança. Conflitos profundos, falta de motivação.
De forma consciente o garoto sabia de sua situação.


Linhas finais ascendente:
Entusiasmo, bom humor e otimismo. Grande energia. Ardor e atividade constante, imaginação e fantasia. Boa saúde física (reforçada pelos traços sem borrões; torções; quebras etc.).

De forma inconsciente o garoto tinha potencial e energia para sair da situação em que se encontrava.

Ao longo do leque a escrita é “sinuosa”; fato que reforça a instabilidade por qual passava. Revela grande sensibilidade e emotividade. Visão focada no presente; incapacidade de pensar e trabalhar com dados e fatos de longo prazo.

A assinatura é legível, vontade de ser compreendido. A descendência final reforça o pessimismo.

A palavra “policial” deve ser considerada como “palavra reflexa” de acordo com as teorias de C. Honroth. A palavra “bicicleta” idem. Como é ascendente revela um desejo; um sonho.

Paulo Sergio de Camargo
Outubro
Curso de Grafologia no RJ.
grafonauta@terra.com.br

Tuesday, August 26, 2008

Livros
Neste artigo vamos analisar o livro "NOÇÕES DE GRAFOLOGIA" de Frederico Kosin.
A edição é de 1957. Publicada pelo próprio autor.

Trata-se de um livro essencialmente focado na obra de Pulver; como mostra a bibiografia abaixo.

O autor mostra-se profundo conhecedor da obra de Pulver e tece críticas consistantes a ela.

Para muitos grafólogos brasileiros que apenas ouviram falar de Pulver de modo fragmentado; trata-se de uma ótima oportunidade de conhecer mais de perto o mestre do simbolismo.

No final existe a literatura é bastante consistente e ao que consta praticamente desconhecida em nosso país.

O texto de abertura é uma peróla e serve como exemplo para todos nós. Procuramos nos dias de hoje, aquilo que Kosin escreveu em 1957.
Alguma coisa deve está errada e portanto isto serve de incentivo para mudar o "modelo mental" que temos da grafologia em nosso país.

Certamente Kosin merece os parabéns.



PREFÁCIO DO AUTOR
O presente libreto tem. por fim a divulgação de rudimentos de Grafologia em base rigorosamente cientifica, com o aproveitamento do simbolismo de Max Pulver, doutor em Filosofia, e grafólogo suíço. Trata-se de uma coletânea de lições semana mente publicadas pela FOLHA DA TARDE durante os anos de 1954 e 1955, graças à generosa cooperação da Empresa FOLHA DA MANHÃ S.A.

Segundo informações colhidas, quer nos parecer, é o primeiro livrinho de Grafologia de autor brasileiro, editado no Brasil, que representa uma etapa modesta, é verdade, no longo caminho que esta ciência terá a percorrer em nossa terra, para escoimá-la dos resquícios da “macumba”, das “ciganices” ou das maléficas influencias das “madamas” através de seus “consultórios” e também objetiva colocá-la em seu justo lugar, em nível de ensino superior.

O progresso feito pela Grafologia entre nós, já se evidencia pelo simples fato de termos recebido no começo de nossas publicações na FOLHA DA TARDE, em princípios de 1948, mais de 90% de pedidos para fica, razão porque formulamos votos para que muito breve chegue o dia do reconhecimento legal da Grafologia e seja ela introduzida nos programas escolares ao lado da Psicologia e da Pedagogia.

Não somente se tornaria elemento auxiliar nesses ramos do ensino, como também seria imediato amparo à Grafotécnica e aos seus cultores, os chamados grafotécnicos, que são convocados nas lides judiciárias como peritos e expendem juízos sujeitos a injustiças uma vez que os métodos empregados têm por base o empirismo das comparações, hoje superados e anacrônicos.
-----------------------------------------------------------------------------
Com este libreto vai também o nosso desejo último de alertar o leitor contra mistificações e transmitir- lhe um mínimo de conhecimentos científicos que lhe permitirão, com prudente limitação e devida cautela no uso deles, a compreensão e condições caracterológicas do ambiente.


MAX PULVER; Symbolik der Handschrift
Orelil Fuessli Verlag, Zurique

MAX PULVER: Trieb und Verbrein der Handschrift
Mesma editora

MAX PULVER: Intelligenz in Schriftausdruck
mesma editora

MAX PULVER: Person, Charakter, Schicksal
mesma editora

RUDOLPH POPHAL: Die Handschrift als Gehirnschrift, Greifenverlag, Rudolfstadt.

RUDOLPH POPHAL: Zur Psychologie der Spannungen in der Handschrift
mesma editora

H. J. JACOB’, Analysis of Handwriting, George Alen & Unwin Ltd., London

CRISTIANSEN UND ELISABETH CARNAP, Lehrbuch der Handschriftendeutung, Reclam-
veriag, Stuttgart

PETER WORMSER, Die Beurteilung der Handschrift in der Psychiachen
trie, Rascher Verlag, Zurique

WERNER SCHNEEBERGER, Die Schriftexpertise in der Gerichtsftausdruck,
und Anwaltspraxis, Verlag Paul Haupt; Bern

Monday, August 11, 2008

LE TRAIT EN GRAPHOLOGIE
Indice constitutionnel
Fanchette Lefebure, Claude Van Den Broek D'Obrenan
ISBN : 2-296-01878-5 • 236 páginas.

Trata-se de um livro importante porque analisa o traço em toda sua essência. Este fundamento é praticamente desconhecido na grafologia de língua portuguesa.

Atualmente alguns capítulos são perfeitamente dispensáveis, em especial aqueles que falam das tipologias; assunto afastado dos meios acadêmicos brasileiros e de grande parte dos grafólogos europeus.


Sumário

Différentes caractéristiques de la qualité du trait
Introduction La trace graphique, principe constitutionnel de base.

1. L’observation graphologique pression, trait, rythme, forme

La pression
Le trait
L’observation graphologique
Conclusion : but et plan du livre

2. Graphométrie
Pourquoi une graphométrie ? Qu’est-ce qu’une graphométrie
Graphométrie de Zubin et Lewinson
Graphométrie française de Jacques Salce
Étude du trait• dans la graphométrie française — conclusion

3. Le trait selon Hegar
Objet de l’étude du trait de Hegar, fondement des interprétations
Les éléments du trait et leurs interprétations
Répartition des traits, zones, liaisons dans l’espace

4. La qualite dui trait . Significations générales

5. Les bords dutrait


6. La conduite du trait, alternance rythmique des blancs et des noirs
Généralités sur la conduite du trait : son symbolisme Blancs de l’ordonnance 7
Blancs entre les mots 58
Blancs à l’intérieur des mots 61
Aspects du trait, interprétations 64
Rythme fondamental, tension du trait 75
Le rythme fondamental de Roda Wieser 75
La tension du trait, théories neuro-physiologiques de Pophal 79

8. Historique des constitutions, typologie de Kretschmer 89
Historique des constitutions 89
Constitution psychosomatique kretschmérienne 93

9. Trait et classifications d’Hippocrate, Heymans-Le Senne, Jung 97
Introduction 97
Les tempéraments d’Hippocrate-Galien 101
Types caractérologiques de Le Senne 108
Types psychologiques de Jung 125

10. Trait et système pulsionnel de Szondi 141
Généralités sur le système pulsionnel de Szondi 141
Pulsion de contact C 143
Pulsion sexuel S 150
Pulsion paroxysmale P 159
Pulsion du moi Sch 168

11. Différents types de constitutions psychiatriques 177
Le trait dans la classification de Kretschmer 178
La constitution paranoïaque 180
La constitution émotive 182
La structure obsessionnelle des anxieux 183
La personnalité hystérique et l’hystérie 185

12. Trait et dessin d’enfant
Le trait dans le dessin Le trait dans le dessin et l’écriture

13. Trait et typologie planétaire


BIBLIOGRAPHIE
INDEX ALPHABÉTIQUE DES MATIÊRES

Obs:
Precisamos avançar e esquecer o modelo mental de grafologia da década de 80 que ainda permeia a grafologia brasileira.
A boa notícia é que muitos grafólogos estão estudando e aderindo novos conceitos.

Sunday, August 03, 2008

Revista Liderança

Reportagem sobre grafologia

Alguns trechos da reportagem na revista Liderança
Agosto 2008 Ano IV - 48. http://www.lideronline.com.br/
RECONHECIMENTO E CREDIBILIDADE —
Apesar de atestada por centenas de empresas e profissionais em todo o mundo, a grafologia não é reconhecida pelo Conselho Regional de Psicologia.
Para Paulo Sergio de Camargo, um dos mais conceituados grafólogos brasileiros, isso não tira a credibilidade da ferramenta.
“A grafologia é um instrumento autônomo e não tem relação alguma com o conselho. No entanto, vale ressaltar que centenas de psicólogos trabalham com grafologia, especialmente no Brasil”, afirma.

Por falar em credibilidade, não é difícil encontrar empresas e líderes que acreditam que a grafologia não passa de “achismo”. No entanto, embora ainda faltem estatísticas mais consistentes, várias pesquisas já comprovaram sua eficiência. “Existem empresas que tiveram diminuição de mais de 35% no turnover após adotar essa ferramenta em seus processos. Isso representa lucro e confiabilidade. Tanto que quando abandonaram a ferramenta, a rotatividade voltou ao patamar anterior.
Existem pesquisas estatísticas feitas pelo psicólogo Alfred Binet na Universidade de Sorbonne, em Paris, em que a grafologia atinge acertos de 90%. Ninguém conseguiu refutar tais dados até hoje”, assegura Camargo.

Veja o caso de Simone Maia, diretora da High Profile Consultoria em RH, do Rio de Janeiro.
Ela trabalha com essa ferramenta há sete anos, aplicando a análise em quase todos os processos seletivos, principalmente em cargos estratégicos. “A grafologia é fundamental no processo decisório, pois avalia o potencial do candidato e indica se ele corresponde aos objetivos da organização”, justifica.
BENEFÍCIOS
Está claro que a escolha de profissionais competentes e candidatos com potencial a ser explorado é o principal benefício da grafologia para empresas e líderes.
“Qualquer característica psicológica pode ser observada na escrita: cultura, inteligência, liderança, agressividade, ambição, depressão, conflitos, insinceridade e maturidade.
Contudo, muitos desses aspectos precisam de mais estudos e comprovações.
O grafólogo, por exemplo, toma extremo cuidado quando se depara com depressão. Não se faz diagnóstico com a grafologia”, explica Camargo
Sabemos que existem candidatos especialistas em mostrar um bom desempenho em entrevista muitas vezes passando o recrutador para trás. Mas é possível que o candidato também “trapaceie” na grafologia?
Camargo afirma que sim. Entretanto na maioria das vezes, o grafólogo consegue observar isso, especialmente no estudo da insinceridade.

“Existem técnicas que avaliam as personalidades de risco por meio da escrita, O recrutador deve ter em mente que quando está tudo certo com o candidato é porque certamente existe alguma coisa errada”, relata.

Mas atenção! Faz parte da ética do grafólogo dizer ao seu cliente que vai ser traçado um perfil
por meio de sua escrita.
Portanto, nada de fazer análise sem o consentimento do candidato. Aliás, nas empresas em que Camargo presta assessoria, os candidatos dão autorização por escrito.
TESTAMOS!
Decidimos verificar na prática a eficiência da grafologia. Como Paulo.
Sergio de Camargo — o grafólogo entrevistado não tem contato comigo nem me conhece
pessoalmente, pedi que traçasse meu perfil. A idéia era que depois meus colegas de trabalho
avaliassem a análise.

O resultado é que 75% das pessoas consultadas acham que o perfil apresentado reflete o Cleverson que elas conhece e apresenta minhas principais características.
Outras 25% acreditam que representa o Cleverson que elas conhecem, mas não apresenta minhas principais características. No entanto, ninguém declarou que aquele perfil não tinha nada a ver comigo o que mostra que é possível sim identificar habilidades e atitudes por meio da escrita.

Outro dado interessante é que 75% dos colegas consultados acham a grafologia um recurso interessante, mas com algumas ressalvas. Isso reforça que esse não deve ser um processo isolado, e sim uma ferramenta adicional no processo de avaliação e identificação de talentos.

“O candidato deve ser submetido à entrevita, testes e principalmente à grafologia porque geralmente currículos amplia a capacidade do candidato e a grafologia pode ajudar a dirimir algumas dúvidas” conclui Camargo.

Wednesday, July 16, 2008

Scritura e Cervelo -
La Grafologia alla luce dela teoria stratigrafica
Rudolf Pophal .
Edizioni Messagero Padova
.

Trata-se da tradução do livro Die Handschrift als Gehirnschrift Die Graphologie im Lichte des Schichtgedankens Rudolstadt: Der Greifenverlag, 1949. 295 pag.

A edição italiana tem 366 páginas. Divididas em seis capítulos.

Algumas partes do livro estão datadas; como por exemplo a Tipologia de Spranger e os tipos (homem ético, estético; religioso etc.).

Contudo trata-se de uma obra importante para quem deseja diferenciar-se no estudo da grafologia.

PRESENTAZIONE pag. 7
1. L’uomo e lo scienziato » 7
2. Concezione neurofisiologica » 7
3. Concezione psicologica . » 8
4. Neurotipologia grafica » 10
5. Attualità » 12
Note bibliografiche » 14
Prefazione » 17
Aggiunta alia prefazione » 19

1. LA SCRTTTURA COME IMMAGINE E TRACCIA DEL MOVIMENTO. LA GRAFOLOGIA COME SPIEGAZIONE DELL’IMMAGINE (EIDETICA) E CONSIDERAZIONI ANALITICO-GENETICHE DELL’ESPRESSIONE GESTUALE (CINETICA) . . . . » 21

II. IL CERVELLO QUALE CENTRO DELLA VITA DI MOVIMENTO » 37

III. LA CONCEZIONE STRATIGRAFICA NELLA FORMAZIONE
DELLA PERSONA » 81


IV. ESPRESSIONE DEL GESTO GRAFICO E IMMAGINE GRAFICA » 123

V. TIPOLOGIA NEUROFISIOLOGICA DEL GESTO GRÁFICO . » 149
La grafia pallidaria » 152
La grafia striaria » 187
La grafia corticale » 202
1. L ‘uomo scientifico, teoretico (logico) » 238
2. L’uomo estetico, dell’autosviluppo » 241
3. L’uomo deli’autorappresentazione e cleli’autorisalto. L’uomo istrionico » 243
4. Luomo etico, dell’autoeducazione pag. 245
5. L’uomo religioso » 248
6. Luomo politico, dei potere » 249
7. L’uomo economico, deil’utilità » 252
Tipi misti » 255
Campioni di scritture » 267
La grafia cerebroradicale » 283
Esempi di grafie » 288
Esempi grafici » 294
La grafia armoniosa, equilibrata » 294

VI. GRADO DI PECULIARITÀ: DOPPIO SIGNIFICATO E LIVELLO
DELLÀ PERSONALITÀ » 301

» 320
Bibliografia » 321
Saggi grafici » 331

Thursday, July 10, 2008

Grafologia ou Grafoanálise

Muitos grafólogos no Brasil ministram cursos de Grafoanálise e se dizem Grafonalistas. A maioria talvez desconheça por completo o significado dos termos.

Vamos esclarecer:
No Exterior
O termo “Graphoanalysis” foi criado pelo americano Milton N Bunker; é patenteado no EUA e privativo dos membros dos IGAS; International Graphoanalysis Society.
O sistema foi criado com a American Grapho Analysis Society no ano de 1929.
Desta forma não pode ser usado sem a permissão dos detentores dos direitos autorais.

No ano de 1949, o Professor Espanhol Augusto Vels, criou na Espanha um interessante sistema de grafologia no qual deu o nome de Grafonálisis.
Apesar do nome é totalmente diferente daquele proposto por Bunker nos EUA. O método aparece em vários livros do mestre espanhol; contudo, ao que se sabe, não é utilizado por grafólogos brasileiros, pois necessita de um Sof e trabalha com percentagens complexas.

No Brasil
Inicialmente Agostinho Minuccuci, brilhante grafólogo já falecido; reenvindicou a criação do nome Grafoanálise. Todavia o seu livro GRAFOANÁLISE: A Nova Abordagem da Grafologia. Ed. Atlas; é uma boa compilação dos métodos de grafologia utilizados em todo o mundo.

Há anos recebi uma educada carta do grafólogo Edison Bellintani; nele acompanhava o livro “Análise Grafo-Escritural”.; Ed. Personalística; 1980. Nele o autor “cria” o termo GRAFO-ANÁLISE. Junto vinham algumas correspondências de Agostinho Minuccuci (ético como sempre) reconhecendo a criação do termo ser anterior.
O livro de Bellintani é bem preciso, mas um estudo de grafologia jaminiana, sem nada com grafoanálise.

Este fato é muito comum quando pessoas pesquisam de forma isolada; não havendo por parte dos envolvido qualquer tipo de imitação, apenas criaram o termo de forma distinta.

Conclusão:
O termo grafoanálise é patenteado nos EUA. Ao que se sabe os grafólogos brasileiros que se dizem Grafoanalistas e realizam cursos de Grafoanálise; ficam apenas no nome. A quase totalidade usa partes do método jaminiano com noções de Pulver e Klages.

Talvez não exista nada errado; apenas a terminologia empregada é bastante imprecisa.

Friday, July 04, 2008

Falsificação de assinaturas em Cartão de Crédito

Dicas:

Ao ter a assinatura falsificada cabe a operadora do cartão o ônus da prova, ou seja; são eles – por força de lei - que necessitam provar que a assinatura é sua ou foi falsificada.
Portanto no contato com a operadora; deve ser exigido isto. Envie um fax solicitando.

O tamanho do papel para a assinatura é muito pequeno. Ao assinar não faça rubricas, pois elas contém poucos elementos gráficos para serem avaliados pelos peritos em Grafotécnica.

Em linhas gerais, quando mais escrever no boleto, mas fica fácil de ser provada a eventual falsificação.

Algumas pessoas escrevem o nome atrás do boleto; colocar o nome completo também fornece dados para serem avaliados.

Não é a assinatura confusa que evita a fraude; ela sempre vai existir. Contudo é a quantidade de elementos gráficos fornecidos que provam a autenticidade da assinatura. Por isto evite as rubricas somente com um traço.

Caso a operadora insistir na cobrança, faça um Boletim de Ocorrência em uma delegacia relatando que seu cartão foi falsificado.

Em última estância contrate um perito. Recorrer ao peritos do estado pode levar meses, anos.

Thursday, June 26, 2008

Livros


Variazioni naturali e artificiose della grafia.
Libreria "Moretti"; Sulla rotta Del Sole – Mesagne. 2205. 224 páginas.
Primeira Edição – Urbino 1998.

O livro é composto por seis capítulos no qual o autor demonstra as variações da escrita.

Capítulo I – INTRODUZIONE ALL’ANALISI DELLE SCRITTURE
Escreve sobre os métodos de Pulver, Klages, Morreti; fala dos indicativos da velocidade de cada autor, inclusive de Saudek.
A Velocidade é bastante interessante, especialmente no momento que a SFG não a considera mais como um dos gêneros clássicos da grafologia.

Capítulo II – LE VARIAZIONI NATURALI DELLA GRAFIA
Fala das variações e estuda a fenomenologia gráfica de modo bastante científico. Pois muito do assunto interessa diretamente aos peritos em grafotécnica. Os estudos dos tremores gráficos e fragmentação são partes importantes deste capítulo que termina que a desestruturação do traço.

Capítulo III – LA ESPONTANEITÀ GRAFICA
Neste capítulo é estudada a espontaneidade gráfica e sua neurofisiologia. O movimento e o ritmo gráfico individual. São citados os requisitos para a espontaneidade.

Capítulo IV – LA DISSIMULAZIONE
Definição e os traços ligados a escola italiana.

Capítulo V – L’IMITAZIONE
Capacidade de copiar e as técnicas utilizadas. Capítulo obrigatório para o peritos em grafotécnica.

Capítulo VI – VARIZIONE DEI SEGNI GRAFOLOGICI
Neste capítulo é realizado um extenso estudo dos signos morettianos, como ângulos A, B, C; e os mais diversos traços do mestre italiano.
No momento em que a grafologia precisa de mais pesquisas e estudo, trata-se de um manual bastante atualizado e útil, tanto ao grafólogo como ao perito em grafotécnica.




ALBERTO BRAVO é docente de Grafologia –pericial – judiciária e Metodologia da da Universidade de Urbino. Fundador e presidente do “Istituto Superiore di Grafologia di Roma” . Perito grafólogo da “Camera di Commercio e Tribunale”; Itália.
http://www.studiografologicobravo.it/



Curso de Grafologia Pericial na Itália
http://www.grafologia-asergraf.it/programma-corso1.php


No Brasil Paulo Sergio Rodrigues é especialista na área.
Eu sou de Camargo, não confunda.
Livros
Variazioni naturali e artificiose della grafia.

Libreria "Moretti"; Sulla rotta Del Sole – Mesagne. 2205. 224 páginas.
Primeira Edição – Urbino 1998.


O livro é composto por seis capítulos no qual o autor demonstra as variações da escrita.
Capítulo I – INTRODUZIONE ALL’ANALISI DELLE SCRITTURE
Escreve sobre os métodos de Pulver, Klages, Morreti; fala dos indicativos da velocidade de cada autor, inclusive de Saudek.
A Velocidade é bastante interessante, especialmente no momento que a SFG não a considera mais como um dos gêneros clássicos da grafologia.

Capítulo II – LE VARIAZIONI NATURALI DELLA GRAFIA
Fala das variações e estuda a fenomenologia gráfica de modo bastante científico. Pois muito do assunto interessa diretamente aos peritos em grafotécnica. Os estudos dos tremores gráficos e fragmentação são partes importantes deste capítulo que termina que a desestruturação do traço.

Capítulo III – LA ESPONTANEITÀ GRAFICA
Neste capítulo é estudada a espontaneidade gráfica e sua neurofisiologia. O movimento e o ritmo gráfico individual. São citados os requisitos para a espontaneidade.

Capítulo IV – LA DISSIMULAZIONE
Definição e os traços ligados a escola italiana.

Capítulo V – L’IMITAZIONE
Capacidade de copiar e as técnicas utilizadas. Capítulo obrigatório para o peritos em grafotécnica.

Capítulo VI – VARIZIONE DEI SEGNI GRAFOLOGICI
Neste capítulo é realizado um extenso estudo dos signos morettianos, como ângulos A, B, C; e os mais diversos traços do mestre italiano.
No momento em que a grafologia precisa de mais pesquisas e estudo, trata-se de um manual bastante atualizado e útil, tanto ao grafólogo como ao perito em grafotécnica.

ALBERTO BRAVO é docente de Grafologia –pericial – judiciária e Metodologia da da Universidade de Urbino. Fundador e presidente do “Istituto Superiore di Grafologia di Roma” . Perito grafólogo da “Camera di Commercio e Tribunale”; Itália.
www.studiografologicobravo.it



Curso de Grafologia Pericial na Itália
http://www.grafologia-asergraf.it/programma-corso1.php
No Brasil Paulo Sergio Rodrigues é especialista na área.
Eu sou de Camargo, não confunda.

Sunday, June 08, 2008




Escrita Convolvoli



Desde os primórdios da grafologia, a dicotomia entre o ângulo e a curva nas escritas sempre chamou a atenção dos grafólogos.
No livro "Système de Graphologie", 1875; Michon dizia que estes dois movimentos da caneta constituem a essência da escrita. O religioso interpretava as letras “a e o” minúsculas e a parte superior do g; como natureza propensa a dissimulação e a desonestidade.





Inicialmente Michon usou o termo laço; especialmente em assinaturas. Desde então, as mais diversas escolas foram apresentado suas interpretações; contudo aparentemente a essência é a mesma de sua criação.


A escola italiana tem várias interpretações sobre este tipo de escrita realizada com curvas.
O termo italiano “Convolvoli” é oriundo da botânica, mostra uma espécie de planta cuja forma é espiral. A tradução literal convolvoli seria enrolada.


Na Itália; Marchesan (1) chama de ritornante. Vels (2) falta em “coligamento em bucle”; os alemães, Durchegeschleifte Girlande. (3)
Marchesan chama de Occhieli doppi – dupla oval; mas inserido dentro de seu próprio sistema grafológico. Necessidade de colocar um véu entre o escritor os demais, para não ser observado diretamente.

No livro "Psicologia da Escrita"; Ed.Pensamento, Gille-Maisani faz um estudo da escrita “encaracolada” (fr. Enrouleé).
O próprio Gille fala da escrita convolvoli no capítulo dedicado a Anelada (fr. Anneleé). Os alemães interpretam a guirlanda anelada (Durchgeschleifte guirlande) como signo de amabilidade interesseira.

Para o Padre Moretti (4) e depois Torbidoni (5); trata-se de um termo genérico feito por um movimento em forma de voluta. (O nome dado é “lettere a convolvolo”; uma espécie particular da escrita “Vezzosa” (graciosa – na tradução para o português). Interpretada como hipocrisia da adulação.

O grafólogo italiano Nazzareno Palaferri (6) classifica em três tipos a escrita Convolvoli:

Tipo I
O movimento progressivo-regressivo que se produz na oval. Indica vivacidade, simpatia. Habilidade de sedução e cortejar. Caráter amável, mas carente de energia. Amabilidade carente de sinceridade, normalmente visa aos próprios interesses em detrimento dos demais. Astúcia, gratificação narcisista.

Tipo II
O segundo tipo se assemelha a jointoyée de Crépieux-Jamin. As ovais e suas derivadas se fecham em volutas. Neste tipo de “convolvolo” entram os signos de Flessuosa, Accarticciata, Spigliata (signos clássicos da escola Morettiana).
Controle dos próprios sentimentos. Ocultação, precaução exagerada. Habilidade para evitar conflitos com os demais. Falta de lealdade; capacidade para se evadir dos problemas. Habilidade para negociar com astúcia e envolver o outros com objetivos de ganhos escusos. Falta de lealdade e clareza de intenções.

Tipo III
Este tipo é constituído por uma pequena voluta; em particular no topo da na letra C minúscula, mas não obrigatoriamente. Dificuldade para definir e descriminar com precisão o pensamento. Complicação psicológica e mental.

Exemplos:


Fig. 01 - Os dois laço na letra u da terceira palavra - Convolvoli do Tipo I. Na letra o de "foi" e no a de Cadastrados - são Convolvoli do Tipo II - jointoyée de Crépieux-Jamin.



Fig. 03 - A letra c das palavras velocidade e pouco - Convolvoli Tipo III. Na letra ainda obsermos a Occhieli doppi – dupla oval.


O assunto é amplo; Torbidoni fala em dois signos distintos de enrolamentos:
– Embolada –, it.; aggrovigliata - esp.; embrollada - fr.; enchevêtrée – ing.; entangled – al.; verkäkelte zeileu.

- Encaracolada – it.; accartocciata - esp.; Enrolladas - fr.; enroulée – Ing.; enrolled, spiralled – al.; eingerollt.

Nos próximo artigo falaremos delas.


Bibliografia
(1)
MARCHESAN; Marco. Dalla grafologia alla GRAFOPSICOLOGIA, La Prora 1947.

(2)
VELS. Augusto. Escritura y Personalidad. Ed. Herder, Barcelona, 1991.

(3)
BRADELY, Nigel. - A multi-lingual dictionary of graphology - 4rd edition,
Great Britain, 2001.

(4)
MORETTI; Girolamo. Trattado di Grafologia – Intelligenza – Sentimento. E. Messagero Padova. 2006. Primeira Edição. Scarponi Ozimo, 1914.


(5)
Torbidoni, L. - Zanin, l. Grafologia. Texto Teórico práctico. Ediciones Tantin, (1991):

(6)
PALAFERRI; Nazzareno. Dizionario Grafologico. Istituto Grafologico G. Moretti, Urbino,1980.

grafonauta

Tuesday, June 03, 2008



Pessoal

O comentário abaixo foi publicado na Revista Gramma 67.

Agradecemos as gentis palavras de Carolina Vidal Santiago



No final os dados para os interressados no livro.



RESEÑA DE LIBROS
PSICODINÁMICA DEL ESPACIO EN GRAFOLOGÍA Paulo Sergio de Camargo Editado por VETOR, Editora Psico-Pedagógica. CEP 04013-000-SP


Inevitable hacer, aunque breve, un comentario sobre sus palabras en ei prólogo. Porque expone la línea de desarrolio del libro: estudiar la Grafología por medio de la dinámica del espacio «como han hecho la mayoría de los grandes maestros», especificando que su trabajo ha consistido en unir gran parte de esas teorías acrecentándolas con sus experiencias y observaciones durante muchos años de trabajo.

También justifica que cuando se refiere al estudioso o profesional de la Grafología utiliza el término grafóloga «en justo homenaje a ellas pues constituyen ia mayoría de los profesionales de todo el mundo.» Agradecemos la consideración.

Aconseja, en principio, situarse, observar atentamente el espacio gráfico para tener una idea completa, global, de ese espacio a fin de no realizar interpretaciones fragmentadas. Muestra, como ejemplo, las dos maneras de realizar esta observación según consejo de Gourhan Leroy en su libro El gesto y la palabra. La primera, en una visión itinerante, activa y lineal como la de un coche iluminando la carretera con sus faros. La segunda, una visión de gran extensión, que correspondería a ia “vista de pájaro”, en forma receptiva, circular y global, inmóvil: observación pasiva.

Estos preparativos dan paso a una comprensión técnica que comienza a funcionar permitiendo que afloren en su máxima intensidad los procesos intuitivos de la grafóloga.
Con abundantes figuras y cuadros va mostrando los planteamientos (Ritmos), de Heiss, Hans Knoblok, Roda Wieser (sus pros y contras) etc.; el Simbolismo del Espacio de Max Pulver (Cruz de Pulver) etcétera (escuela alemana). Pasa posteriormente a «Tipos de movimiento en el espacio» (Crépieux-Jamin) con su posible equilibrio Forma-Movimiento (más cuadros, más muestras); relación de tipos de escritura (de Estático a Propulsivo). Dos grupos: vital, no vital. Y ilega después a la escuela italiana por Moretti («que publicó su primer libro 14 añios antes que la obra de Pulver.») En quien no aparece de manera explícita la noción de simbolismo espacial pero si lo define como simbolismo gráfico”. No tiene duda sobre la amplitud, sorprendentes conexiones y analogías con la obra de Pulver. A Moretti dedica, luego, atención y espacio mostrando sus investigaciones y teorías. Expone, como es su costumbre, honestamente, minuciosamente y a pesar del espacio medido de que dispone, el desarrollo de estas teorías con entreverado de otras ajenas y de sus propias conciusiones. Nos remitimos al índice de la obra a partir de aquí: El espacio en la escuela morettiana, Ligaduras espaciales (también invisibles, o inmateriales según Curt Honroth y otros), Espacios entre palabras, Espacios entre líneas, Espacios entre letras (que resume como espacios entre palabras, líneas, letras, márgenes, etcétera con alusiones a Pulver, Klages, Marchesan, Crépieux-Jamim...) la Triple Amplitud.
Esto incluye la valoración de las escrituras según su proyección en ei espacio (Zona Superior, Media e Inferior, mencionando El simbolismo de Ia escritura de Max Pulver), tambíén a Duparchy Jaennez, Maslow (necesidades primarias), Jung, Szondi (inconsciente freudiano, colectivo, familiar), etcétera.
Sigue con los márgenes y comenta que «los simbolistas dan gran importancia a los márgenes, ai contrario que la escuela italiana de Moretti» y su opinión es que ambas metodologias se complementan fácilmente. Da un significado general para extenderse en la valoración grafológica de su mayor o menor amplitud y su situación.
En definitiva Paulo S. de Camargo nos proporciona un “viaje programado y comentado” por la Grafología, desde sus más importantes iniciadores hasta él mismo en nuestros dias, por él camino de las aportaciones englobadas en un todo, que hicieron más valiosa y profunda esta disciplina.
Esta visual de la Grafología a vista de pájaro, como recomendaba en su prólogo para impregnarse de la esencia de las escrituras, puede ser de gran ayuda para ei grafólogo que se pierde en dicotomizaciones, ayudándole a no abandonar él objetivo único que es la totalidad del ser humano que escribe.
Es un libro interesante y útil.
Comentario de Carolina Vidal Santiago



Psicodinâmica do Espaço na Grafologia
Como encontrar o livro:

Caminho 01 -Editora Vetor - mais rápido e confiável.

http://www.vetoreditora.com.br/catalogoDetalhe.asp?id=340&param=liv

Caminho 02
Autor grafonauta@terra.com.br

Monday, May 05, 2008

GRAFOLOGIA FORENSE III

Para realizar uma análise grafologia devemos nos ater no estudo dos quatro elementos Movimento, Espaço; Forma e Traço e as respectivas interações entre os mesmos.
Pode parecer simples; contudo é bem mais complexo do que se possa imaginar.

O estudo do Movimento é bastante abrangente; mesmo após avaliar de acordo com os 10 tipos de Movimentos já descritos em artigos anteriores; o grafólogo pode estudar este item de acordo como o Ritmo de Movimento proposto por Klages; oriundos da tríplice divisão (Espaço – Forma e Movimento).

Os estudos de Heiss se ampliam, o autor fala das imagens da forma, do espaço e movimento. Estes estudos foram criticados por Klages e Roda Wieser; pois não utilizavam o conceito da bipolaridade positivo/negativo na escrita. Conceito este praticamente abandonado nos dias atuais pelas escolas de grafologia moderna.

Posteriormente a grafóloga Ursula Ave'-Lallemant's mostra que o ritmo pode mudar de qualidade; revelando assim características de determinada fase da vida; ou estado da pessoa. Agrega um ritmo do traço aso três descritos anteriormente. (Espaço – Forma e Movimento).

O ritmo espacial de Heiss pode ser:
Pouco Evoluído Acentuado Perturbado

Para o grafólogo que trabalha com estas teorias, o perfil será mais preciso. Aquele que fica procurando pequenos sinais...


Gêneros Gráficos
No estudo dos gêneros gráficos se destacam a Inclinação das Letras e a Direção das Linhas, já que a avaliação mais precisa da pressão fica comprometida na reprodução.

Direção das Linhas
A direção das linhas no campo gráfico reflete, antes de tudo, as variações de humor e da vontade de quem escreve.
Mesmo com a folha sendo pautada; as variações são visíveis. Existem várias palavras imbricadas ao longo do texto.

Direção Imbricadas Ascendente
As palavras ou as letras finais são ascendentes. Alternância entre estados de excitação e depressão. Imprudência (Klages). Descargas emotivas mal dominadas pela vontade.

Direção Escalonada
As palavras sobem e descem na linha. (Ex: palavra “foi” terceiro parágrafo – ao longo do texto existem outras)
Parece que existem duas linhas de bases na execução do grafismo.
Sobressalto na forma de agir e atuar. Inconstância e insegurança. Necessidade de ser notado pelos demais através de seus enormes esforços. Perturbação de ânimo. Critérios vacilantes.

É lógico que estas interpretações devem ser avaliadas com o Ritmo Perturbado.

No próximo artigo vamos falar sobre a Inclinação.

Thursday, April 24, 2008


GRAFOLOGIA FORENSE I I

Ao analisar qualquer escrita no âmbito da grafologia forense o grafólogo teve ter em mente; além da idade, escolaridade, estado cível etc.; os seguintes parâmetros:
- Condições da execução material da escrita
- Tempo decorrido do acontecimento
- Observar se possível se a escrita foi passada a limpo
- Se a escrita pertence realmente a pessoa

Há anos observei uma escrita totalmente tipográfica e perfeita, atribuída ao traficante Fernandinho Beira-Mar. Estava recém operado e com a parte superior praticamente imobilizada. Não havia um sinal de tremor; a escrita é firme, com pressão bem estruturada. Provavelmente não era do próprio punho.
O grafólogo deve se ater aos sinas observados na escrita e não fazer conclusões além deles; especialmente se o caso estiver com grande intensidade na mídia. Quando fui solicitado por um jornalista para mostrar todos os sinais de criminoso na escrita de Guilherme de Pádua, recusei. Para começar não existiam sinais de criminosos.

Na escrita que vamos analisar primeiro; do pai de Isabella; temos que levar em conta o estado emocional que foi escrito, portanto muitos sinais de agitação devem ser considerados normais dentro do contexto que está sendo observado.

O grafólogo analisa o movimento, o traço; o espaço e a forma. Integra estes quatro elementos entre si para chegar a conclusão final.
Os pequenos sinais não devem ser analisados exclusivamente. Concluir dados da personalidade somente pela letra M; por exemplo, é um estudo muito pobre, por assim dizer – já foi abandonado há muitos anos pelos grafólogos modernos.

Com dissemos em outro artigo, o Movimento deve ser compreendido; não só em si, mas sua dinâmica em relação aos demais elementos da escrita. Trata-se do aspecto mais instintivo do gesto gráfico; nele estão contidas as motivações do escritor.
Isto não quer dizer que vamos encontrar a motivação do crime, ao contrário.

No caso da escrita da escrita do pai de Isabella, existem sinais consistentes do movimento Inibido/Contido e Controlado, mas o centro dele está focado no primeiro caso.

Movimento Inibido
Manifesta-se por uma diminuição ou interrupção, mais ou menos bruscas dos movimentos. (Crépieux-Jamin no livro “ABC da grafologia” Ed. Ariel , Barcelona, 1957)
Jamin nem sempre vê neste tipo de escrita um aspecto negativo, para ele a inibição deveria ser um meio de controlar-se e não de sujeitar-se. Quando exagerado, pode se constituir em um signo patológico.
Dentre as dominantes gráficas da inibição se destacam as escritas indecisas, inacabada, pequena, invertida, pontuada, massiva, lenta/pausada, retocada, sóbria suspensa.
Cada uma destas particularidades representa uma das características do caráter inibido, sito quer dizer que se a pessoa se inibe com alguma coisa pode não se inibir diante de outras.
Como resumo: a Síndrome de Inibição que se manifesta através da soltura ou contração do gesto permite observar inibições de ordem afetiva.

Um estudo completo dos movimentos pode ser encontrado no livro “Psicodinâmica do Espaço na Grafologia” Ed. Vetor.
http://www.vetoreditora.com.br/catalogoDetalhe.asp?id=340&param=liv

No próximo artigo vamos estudar os gêneros.




Monday, April 21, 2008

GRAFOLOGIA FORENSE - Parte I

Grafologia forense é o ramo da grafologia que estuda a personalidade de criminosos por meio de sua escrita. Está é uma definição simplificada.
Para que o grafólogo se especialize nisto são necessários conhecimentos de psiquiatria, direito, medicina legal, criminologia etc. Além de vasto conhecimento de grafologia no que diz respeito as escritas de criminosos.

A grafologia forense é aceita em muitos países e maneira oficial, como na Espanha, Argentina e Itália. No Brasil os trabalhos nesta aera são praticamente escassos.
Odette Serpa Loevy fez intensas pesquisas com escrita de criminosos no Carandiru. Alguns grafólogos pesquisaram a escrita de criminosos, mas sem resultados consistentes.

De nossa parte temos centenas de escrita de presidiários e há anos estudo os mais diversos traços. Contudo ainda são necessários mais pesquisas para que os resultados se mostrem confiáveis.
Para o grafólogo, as escrita mostradas pela mídia no Brasil tem muito mais objetivo de chamar a atenção, contudo muitas vezes pouca qualidade no que diz respeito a pesquisa científica.

O grafólogo ao avaliar a escrita de criminosos (ou prováveis), deve levar em conta três fatores principais:
  1. Aparecimento de poucas características gráficas ou subjetivas. Isto não permite ao grafólogo qualquer tipo de conclusão. Características de personalidade nem sempre pode se concluir capacidade de cometer um crime.
  2. Traços gráficos que nos mostram indícios de potencial para determinados atos. Contudo eles nem sempre podem ser concretizados.
  3. Características gráficas consistentes e altamente relevantes que levam a concluir que existe potencial para cometer determinado delito.

Em todos os casos o grafólogo deve ser isento e não realizar prognósticos. No último caso deve trabalhar com “perspectiva de prognóstico”.

Observações
Especialmente no terceiro caso o grafólogo deve encontrar nos gêneros e nas espécies as características que o levem a conclusão final. Pelo menos um gênero deve estar em discordância; pressão forte, fraca – lenta e rápida etc.
Normalmente três ou quatro espécies se destacam para que o perfil seja executado com precisão.
Além das espécies (ou gêneros); os traços individuais devem aparecer em quantidade significativa. Ou seja, por exemplo, no caso da “unha do criminoso”; deve estar presente no mínimo três vezes; mas sempre acompanhadas de outros traços ao longo da escrita. São significativos quando aparecem mais de quatro sinais diferentes (arpão, mitomania, unha do criminoso; ovais aberta embaixo; por ex.)
Ao longo do texto devem aparecer algumas “Palavras Reflexas”; elas são fortes indícios da situação da pessoa, especialmente do momento em que vive. De certa maneira podem “entregar” o escritor.
É lógico que estamos falando principalmente no terceiro caso; pois nos anteriores muitas vezes fica difícil, senão impossível de realizar qualquer conclusão.

Com isto no próximo artigo vamos analisar a escrita do casal acusado de matar a menina Isabella.

Tuesday, April 01, 2008

Pessoal
Acompanhando da evolução da grafologia e com objetivo de atualizar os conceitos, refiz alguns pontos do inventário de grafologia.
O início deste estudo começou no ano de 2003 e teve a primeira parte finalizada com o livro "Grafologia Expressiva". Ed. Ágora.
Com as novas pesquisas da SFG, agrego mais algumas modificações. Elas estarão na nova edição do livro "Grafologia Expressiva II"; sem data para lançamento.

A idéia chave é ATUALIZAÇÃO. Gostaria de discutir isto com todos vocês; portanto podem enviar sugestões.
Argumentos como sempre fiz assim e deu certo; dogmas; sou fã de carteirinha de Desbarolles, fulano disse etc. Estão fora de cogitação.

2. Síntese de orientação
Evolução (Jamin) 1. Inorganizada 2.Desorganizada 3. Combinada 4. Organizada

Harmonia 1.Harmônica 2.Inarmônica.

Nível de Forma (Klages) -

Síntese entre Forma e Movimento

3. Síndromes:
1. Inibição 2. Expansão 3. Impulsividade 4. Relaxamento do traço
5. Rigidez do traço 6. Deterioração gráfica 7. Impessoalidade

04. Ordem - Distribuição
1. Clara 2. Arejada 3. Confusa 4. Legível 5. Ilegível 6. Concentrada
7. Condensada 8. Espaçada 10. Organizada 10. Desorganizada
11. Limpa 12. Suja 13. Invasiva*


05. Dimensão Zona média – Eixo Vertical
1. Grande 2. Pequena 3. Crescente 4. Decrescente

Zona média – Eixo Horizontal - Amplitude
5. Estreita 6. Extensa

Zona média –
7. Baixa 8. Alta 9.Rebaixada 10.Sobressaltada 11.Uniforme

Zona média – Extensão - Amplitude
12. Dilatada 13. Sóbria 14.Compensada

Proporção – Divisão interzonal
1. Proporcional 2. Desproporcional 3. Mista


06. Pressão
1. Espécies de acordo com ao apoio do instrumento no papel. (pressão no sentido estrito do termo)
1. Apoiada 2. Leve 3.Em relevo 4. Sem revelo 5. Deslocada 6. Espasmódica 7. Acerada 8. Massiva 9. Fusiforme 10. Profunda 11. Superficial 12. Em sulcos

2. Espécies de acordo com a qualidade dos traços. (neste caso o interior e as bordas)
13. Nítida 14. Pastosa 15. Nutrida 16. Desnutrida 17. Seca
18. Congestionada 19. Empastada 20. Filiforme 21. Frouxa 22. Aveludada

07. Condução do traçado
1. Hipotensa 2. Flexível 3. Firme 4. Contraída 5. Hipertensa
6. Desigualdades de Tensão.


08. Forma
Execução
1. Caligráfica 2. Redonda 3. Sistematizada ou monomorfa 4. Estilizada
5. Polimorfa 6. Angulosa 7. Simples 8. Simplificada 9. Seca, 10. Ríspida
11. Ornada 12. Extravagante 13. Complicada 14. Artificial
15. Tipográfica 6. Inflada 17. Infantil 18. Ovóide/ovalada.


9. Continuidade
Progressão da escrita
1.Inibida 2. Contida 3. Monótona 4. Cadenciada 5. Rítmica

Ligação
1. Ligada 2. Desligada 3. Agrupada 4. Combinada

Deficiências de continuidade
5. Fragmentada 6. Ligações desiguais 7. Lapsus de ligação 8. Retocada
9. Pontilhada/Em bastão 10. Sacudida 11. Suspensa 12. Inacabada

10. Movimento
1. Estático ou imóvel 2. Flutuante 3. Inibido/contido
4. Controlado 5. Fluído 6. Vibrante/efervescente 7. Dinâmico
8. Propulsivo 9. Retardado 10. Revirados para a esquerda

11. Ligação
Formas de ligação
1. Em ângulos 2. Arcada 3. Guirlanda 4. Anelada 5. Filiforme
6. Mista 7. Dupla curva - Duplo ângulo

12. Velocidade
1. Lenta 2. Pausada 3.Rápida 4.Precipitada 5. Lançada 6. Acelerada
7. Desigualdades de velocidade

13. Inclinação
1. Inclinada 2. Tombada 3. Vertical 4. Invertida 5. Oscilante (ou
variável) 6. Conceitos da escola italiana

14. Direção das linhas
1. Retilínea 2. Rígida 3. Ascendente 4. Descendente 5. Linhas côncavas
6. Linhas convexas 7. Sinuosa 8. Imbricadas ascendentes
9. Imbricadas sescendentes 10.Escalonada 11. Em saltos
12. Colas de Zorro 13. Mista 14. Em leque

Orientação geral do traço
1. Escrita progressiva 2. Regressiva 3. Escrita mista.
4. Escrita ao revés 5. Escrita com torções

15. Discordâncias
1. Forma 2. Tamanho 3. Pressão 4. Direção 5. Velocidade
6. Inclinação 7. Continuidade

16. Signos gráficos
1. Guirlanda 2. Arco 3. Bucle 4. Laço 5. Serpentina 6. Espiral
7. Triângulo 8. Arpão 9. Nó 10.Torções

17. Assinaturas

18. Signos livres
1. Pontuação e acentuação 2. Traço inicial, traço final 3. Barras dos T
4. Traços da Escola Italiana


Sucesso
grafonauta@br.inter.net

Saturday, March 29, 2008

NOVOS TRAÇOS I

Sem entrar em maiores considerações, desde o início da grafologia, especialmente como Michon; dezenas de traços começaram a ser estudados.
Os traços mais visíveis, como por exemplo: arpões; espirais; arcadas etc.; sempre fizeram a alegria do grafólogo iniciante e dos menos desavisados. Até os dias atuais existem “curso de grafologia avançado” que ensinam a interpretação destes sinais.
Não existe nada errado em estudá-los, contudo ao longo do tempo, o estudo isolado destes sinais e falta de metodologia em sua aplicação acabou resultando em grafologia de farmácia; são aqueles livros com dicionários de letras que passam ao leigo a informação totalmente errônea do que é o processo grafológico.

A grafologia brasileira, exceto por algumas pessoas sérias; acabou sendo mal estruturada e de modo geral não percebeu a evolução da escrita com gesto social, como novos desafios.
Por falta de conhecimento, muitos grafólogos ainda insistem em trabalhar com apenas dois ou três livros; com exemplos oriundos da década de 60.

Insisto em meus artigos, pois a escrita do brasileiro mudou ao longo dos últimos trinta anos e nós estamos trabalhando com exemplos espanhóis e franceses; das décadas de 40, 50, e 60. A maioria deles refletia a visão de mundo pós-guerra do continente europeu.

Os livros de grafologia franceses da década de 60 estão plenos das definições psicanalíticas que mostravam a debate ideológico do país. Aqui não existe valorização de juízos, de certo ou errado, é uma constatação.

Assim a grafologia praticada nunca foi brasileira em sua verdadeira essência. Até que Odette Serpa Loevy e a Dra. Cacilda Cubas Santos trazem no livro “Grafologia” Ed. Sarvier; exemplos de escritas brasileiras. Mesmo com a limitação dos grafismos; (em muitos casos, duas letras ou duas palavras como amostras) deram importante passo para a grafologia se “tornar brasileira”.

Na segunda parte deste artigo, vamos falar dos novos sinais e dos dinossauros grafológicos que muitos grafólogos e grafólogas insistem em dizer que estão vivos.

grafonauta@br.inter.net

Monday, March 17, 2008

Continuidade - Segunda Parte.


Contida
Nesta escrita os movimentos são menos livres; a inibição da progressão é mais forte. Demonstra falta de auto-suficiência ou sentimento de culpa. A pessoa não consegue chegar a bom termo o entre as tendências de internas e este desacordo a leva a um freio no gesto escrito que também pode resultar em ressentimentos.
Prudência em suas relações. Timidez e disciplina. Dificilmente se lança a novos empreendimentos, atividade e relações amorosas, pois deseja preserva a sua segurança.
Não se compromete de imediato, qualquer que seja a situação, necessita avaliar antes de decidir.
Desconfiança exagerada.


Monótona
A monotonia na escrita consiste na falta de diversidade em seus traços sendo repetitivo, na uniformidade do traçado na maioria dos gêneros. As variações são poucas, os traços de repetem de forma constante; normalmente sem qualquer tipo de originalidade, pois está é totalmente contrária a repetição.
Quanto mais sistemáticas forem as repetições, mais o grafismo normalmente tende a ter avaliação negativa. A progressão do gesto se faz de maneira automática. As interpretações de apatia e indolência, assim como de apego a rotinas, falta de criatividade; monotonia e aborrecimento são comuns nesta espécie.
Falta de sensibilidade perante aos mais diversos estímulos; o escritor pode até mesmo compreender aquilo que ocorre ao seu redor, contudo não se importa com as conseqüências dele; tanto para si como para os demais.
Falta de flexibilidade e escassa capacidade de improvisar mesmo diante daquilo que está familiarizado, mas principalmente frente ao novo. Cada estímulo que surge se torna um obstáculo difícil de ser ultrapassado.


Cadenciada
Neste caso o gesto gráfico não tem a contenção das espécies anteriores, o escritor se solta um pouco mais. O avanço do traçado tende a ser rítmico e regular. É certo que a espontaneidade ainda não se faz presente de forma completa.
A progressão do traço gráfico nesta espécie se situa entre a monótona e a rítmica. O dinamismo é pausado, controlado, mas não contido ou inibido. A organização não chega a ser natural; contudo não têm a rigidez as espécies anteriores. Poder existir a preponderância dos movimentos curvos.
A emotividade existe, mas está controlada e favorece de modo intenso a objetividade. A pessoa aceita determinada rotinas; mas sem se submeter a elas de modo rígido, precisa de momentos para relaxar.
Disto resulta da necessidade de manter tudo como está; mudando pouco ou muito pouco em sua maneira de agia. A cadência nas atitudes leva a entrar em um ciclo de progressão que não admite variações.


Ágil
Aisée para os franceses. As formas fluem de maneira espontânea, são progressivas sem discordância. Aqui a variações existem; são percebidas com certa facilidade, contudo jamais chegam ao exagero, ao contrário, o gesto tende a se simplifica, algumas vezes dotado de pequenas hesitações, mas sempre progressivo.
A escrita não chega a ter ritmo, mas algumas vezes se aproxima dele; mas as variações personalizadas não o permitem.
Como veremos mais adiante; o movimento Fluído; sem esforço, deriva deste tipo de continuidade. A personalidade pode ser traduzida como simples e espontânea; sem afetações. O contato social é realizado sem afetações e de maneira natural. Em termos de inteligência o escritor é aberto a novos procedimentos e não tem grandes resistências as novidades.


Rítmica
O dinamismo interior da pessoa é produto de tensões e suas interdependências que se liberam de sua energia e produzem um movimento de ordem vital. Este movimento é solto, composto, tranqüilo; freado, desorganizado, excitado; segundo o grau de equilíbrio interior que consciente ou não; canaliza aquela energia em determinado sentido. (Torbidoni)
Para Jamin trata-se de uma espécie que mistura outras. O ritmo é simétrico na distribuição de seus movimentos, existe alternância nas espécies do grafismo. O movimento se torna pessoal; único. Para Vels existem três conceitos difíceis de serem avaliado na escrita; o ritmo é um deles, ao lado de desigualdade metódica de Moretti e Harmonia de Jamin.
Para Klages é uma sucessão de movimentos e pode ser considerada como particularidade de ordem vital; depende da motricidade interior e individualizada do escritor; mas também de expressão dele, enquanto é um movimento criador. O ritmo gráfico chega a ser a resultante dos impulsos como são recebidos e canalizados pelo temperamento do escritor.
Existem pequenas, mas perceptíveis variações de tamanho, velocidade, inclinação, pressão etc.
A rapidez é mais evidente quando existe alto grau de espontaneidade
Indica plena utilização da estrutura morfológica das letras; mas também a prontidão e o desenvolvimento das manifestações expressivas.


Em outros artigos voltaremos a escrita Rítmica.
Este estudo pode visto de maneira mais profunda no livro
"Psicodinâmica do Espaço na Grafologia". Ed. Vetor.

Monday, March 10, 2008

CONTINUIDADE

Pessoal;
Continuamos a atualização dos conceitos grafológicos:


A continuidade mostra como o traçado é executado; como as letras e palavras são ligadas em si; registra o ritmo pessoal, como a escrita flui pelo campo gráfico.
A continuidade pode ser vista em apenas uma letra, por exemplo, quando ela é divide em dois o traçado é fragmentado; a continuidade é prejudicada.
É na continuidade que o grafólogo observa como a onde gráfica caminha no papel; como as letras; palavras são articuladas.
Qualquer problema de motricidade na criança e no adulto certamente vai afetar a continuidade do traçado e influir de modo decisivo no ritmo da escrita.

Progressão da escrita
Segundo as palavras da brilhante grafóloga espanhola Amparo Botella; o Movimento como gênero é um contraponto da Forma e saca seu significado principal desta contraposição; tanto na grafologia francesa como na alemã.
Não é um gênero por si só que identifica os movimentos de escrever; isto se faz da Continuidade e da Velocidade. Assim por dizer: como e quanto progride a escrita.

Neste sentido, a progressão pode estar Inibida (Inhibée), ser totalmente regular (Monótona), ter pequenas desigualdades, Rítmica (Rythmée – ou para os italianos: desiguale metodicamente) e outras.

A Progressão na escrita se divide em:
- Inibida
- Contida
- Monótona
- Cadenciada
- Rítmica.

Vamos estudar a INIBIDA:

Inibida
Manifesta-se pela diminuição ou interrupção, mais ou menos bruscas dos movimentos. (Jamin)
Esta espécie divide com a dinâmica e com sua associada, a agitada o privilégio de afetar todos os modos de expressão da escrita. Estas três espécies devem estar fixas no pensamento do grafólogo.
Existem muitos signos de inibição, como pingos nas letras ii e barras do t à esquerda; escrita pequena, traços regressivos etc.; invertida, suspensa, retocada, inacabada sóbria etc.
Para Jamin a inibição deveria ser um meio de dominar-se; não de se sujeitar.
O grafólogo deve observar o maior ou menos grau de inibição na escrita.

Sempre que a progressão da escrita estive em ambientes gráficos confusos; sem homogeneidade e pouco espontâneo; a interpretação é de artificialismo; dissimulação; que se amplia ou diminui frente ao maior o menor grau de inibição ou contração.

Nas próximas postagem vamos observar demais espécies.

Dúvidas grafonauta@br.inter.net

Monday, March 03, 2008

A CONDUÇÃO DO TRAÇADO - Tensão
Segunda Parte


Este gênero se divide em hipotensa; flexível, firme, contraída, hipertensa.


1. Hipotensa
Para os franceses “hypotendue”. Neste caso os gestos de relaxamento predominam claramente sobre os gestos de tensão, dando ao traçado uma idéia geral incerta e relaxada, caída, principalmente caracterizada por; inúmeras irregularidades, pouca proporção; formas imprecisas, infladas, s, filiforme; movimento flutuante.

A terminologia usada por Jacqueline Pinon para esta escrita é “lacheé” e para Pegeout “mou”.
A tensão nas escritas hipotensa é insuficiente, observa-se a ausência de rigidez na escrita e com isto ocorre a perda de estruturas das letras e o ritmo é afetado se maneira quase total. Falta “coluna vertebral” na escrita. Os traços verticais carecem de estruturas e sofrem modificações no tamanho e na pressão propriamente dita. Existe relaxamento, mas ele não possui elasticidade. Os gestos de flexão e extensão não são coordenados, daí a pouca proporção e precisão entre as formas.
A adaptação se faz sem resistência; muito mais no sentido de acomodação para não ter que enfrentar desafios ou criar conflitos, pois o escritor sabe; até mesmo de forma inconsciente, que não tem capacidade para tal. A tendência nestes casos é fugir de responsabilidades, pois a vontade não é uma de suas qualidades.
Não existe falta de convicção em suas posições, as exigências são poucas; é capaz de mudar para não se comprometer. O investimento nas ações é pouco; pois deseja preserva-se.


2. Flexível
A nomenclatura francesa a chama de “souple”. Os gestos de relaxamento predominam sobre os gestos de tensão, dando ao traçado uma idéia geral arejada e de fluidez, principalmente caracterizada por:
Para Renna Nezos a tensão flexível se origina de uma adaptação sem perder a personalidade, a possibilidade de evolução e renovação; a capacidade de assimilação consciente e boa economia de energia.
Formas simples, em curva, em guirlanda, muitas vezes proporcionais; traço leve ou nutrido sem grandes desigualdades, direção das letras homogêneas

O traçado é bem executado, elástico; a velocidade tende ser moderada, dificilmente precipitada. A energia gasta no grafismo parece ser controlada. Existe equilíbrio nos gestos de coordenação motora, entre os de flexão e extensão, fato que resulta em boa proporção no traçado. Apresenta sinais de tensão e firmeza, a base das letras tende a ser realizada em curvas.
O escritor tem controle dos gestos e por isto sabe onde colocar suas energias; assim pode variar de ritmo ao longo do traçado, evidentemente que desprovido de qualquer exagero. A pessoa tem confiança em si, se no caso anterior existia acomodação, aqui existem a assertividade e o ajustamento controlado ao meio em que vive.
Controle espontâneo das iniciativas; autenticidade nos contatos e espírito de adaptação, mas também de conciliação. Dificilmente foge da realidade.
Equilíbrio nos sentimentos e autocontrole pessoal.

3. Firme
O termo utilizado pela escola francesa é “ferme”. Os gestos de tensão se equilibram com os gestos de relaxamento, dando ao traço uma idéia geral de resolvida e medida, principalmente caracterizadas por:
Formas mais para claras, precisas e proporcionadas, nuances de irregularidades e de dimensões sem exageros; - a continuidade favorece a progressão. Movimento controlado.

Os traços são retos firmes e seguros, não existe vacilação no ato de escrever, o grafismo é dinâmico, a direção das linhas é regular e os traços são limpos, precisos e em relevo. A continuidade é estável e o grafismo apresenta coesão em toda sua estrutura.
Esta escrita associa gestos de tensão e relaxamento; a rigidez é ligeiramente mais acentuada. O traçado ainda e executado de modo fácil, contudo é mais firme e consistente que os anteriores. A pressão se eleva nos traços verticais e descendentes. Os contrastes entre os gestos de flexão e extensão se tornam mais nítidos.
Existe a nítida impressão de coesão no grafismo; a energia é bem distribuída e utilizada com determinação. A adaptação conjuga o instinto e razão. (Pinon)
Confiança em si, resolução e capacidade de decidir sem intolerância e intransigência. Vontade. Bom nível de resistência frente a influências exteriores. Predisposição para a ação. Personalidade forte. Ambição, determinação e eficácia. Espírito perseverante e sangue frio. Boa capacidade de rendimento em trabalhos que exijam esforços prolongados. Firmeza e brio em suas opiniões. Estabilidade, praticidade, vitalidade física e tenacidade.


4. Contraída
Na escrita “tendue” para a escola francesa os gestos de tensão predominam sobre os gestos de distensão, dando ao traço uma idéia geral de um esforço dominado caracterizado principalmente por:
Distensão primária ou secundária da pressão deslocada provocando uma acentuação no eixo horizontal. E/ou de estreitamentos, dos ângulos, uma pressão reforçada sobre os plenos, e/ ou sobre os distendidos, provocando uma acentuação do eixo vertical; e/ou uma acentuação da forma, direção das letras muitas vezes regular, por vezes hesitante, com direção das linhas retesada.
Nesta escrita não existe bom equilíbrio entre os gestos de flexão e extensão; na maioria das vezes predominando o primeiro; com isto a proporção dificilmente fica equilibrada. A espontaneidade do gesto gráfico desaparece, a continuidade sofre variações e o eixo vertical passa a predominar. Os traços de rigidez se sobrepõem aos de relaxamento. A pressão se torna apoiada ou paralela. O
A noção de resistência a um “obstáculo interior” é uma das mais importantes manifestações deste tipo de escrita.
A resistência e torna um empecilho a adaptação, a aceitação das idéias e pensamento dos demais; ao no nível da ação como nos de relações.
O escritor fica em permanente estado de prontidão; reação imediata a qualquer estímulo que chegue até ele. Personalidade forte, combativa, com pouca capacidade para aceitar sugestões e idéias, quando o faz é apenas aparentes, apenas para fazer valer seus pontos de vistas
Tem opiniões próprias; não é influenciado e dificilmente se aparta das mesmas, quando toma uma posição tende a não ceder.
Não sabe trabalhar com suas emoções e isto leva a frustrações, especialmente porque tem medo da rejeição dos demais. Disto pode resultar em defesa prévia para proteger os sentimentos.

A canalização das energias não se faz de modo fluído, tende a gastar mais do que necessita na maneira de atuar; em parte para resolver os problemas propriamente ditos, em outra visando manter o controle de si, de suas emoções, da exteriorização e até mesmo daqueles que estão ao seu lado.

5. Hipertensa
Na escrita “hypertendue”; os gestos de tensão predominam nitidamente sobre os gestos de distensão dando ao traçado uma idéia geral contraída, caracterizada principalmente por:
• Traço apresentando excessos
- muito apoiada ou muito leve
- irregular dentro da textura e ou do seu apoio
- plano ou em um traço longitudinal

• Associado:
Seja na presença:
- sacudidas, espasmódicas, que chocam entre si, com suspensões, incompletas, com furos,
- direção irregular das letras e das linhas.

Se um tipo dominante se desprende em certos grafismos, o mais comum de vários tipos de conduta que estão presentes no mesmo grafismo.

Por outro lado os sinais gráficos se contrastam com a idéia geral do traçado ou o tipo de conduta dominante, podem aparecer por intermitência dentro da via do traçado (ângulos, estreitamentos, retração do gesto, retoques, sacudidas, que se chocaram, suspensões, espasmos, pontos ou travessões inúteis...).
Os sinais, chamados de endurecimentos ou crispações, modificam a idéia geral do traço.
Neste tipo de escrita nota-se a falta de coordenação entre os movimentos de flexão e extensão, muitas vezes eles aparecerem de maneia aleatória no texto. As formas mais características da rigidez estão presentes; ângulos, estreitamentos; contração do movimento; organização espacial rígida etc. Caso existam curvas, nelas estão ausentes a características principal deste gesto; ou seja, a flexibilidade.
Existe a dificuldade para controlar as agitações internas e com isto a emotividade que por vezes aflora de maneira intensa. As tentativas de se relacionar de maneira espontânea não obtêm sucesso, porque a pessoas não consegue atuar desta forma.
Quanto maior o grau de rigidez na escrita; menor a resistência as frustrações; mais o sujeito está ligado em si mesmo. Peugeot chama isto de egocentrismo de tensão.
Estímulos desconhecidos elevam o permanente estado de alerta e assim os estados de inquietudes aparecem de forma mais contínua e duram maiores períodos de tempo; as descargas de ansiedades, portanto diminuem.
Nos adolescente reflete o estado de turbulência interna e insatisfação; assim como as descargas de tensões e ansiedades. Se por um lado nesta idade pode ser puramente situacional, por outros em adultos tende a ter uma avaliação mais voltada para o constitucional.
Diante de qualquer atividade a vontade se torna exasperada; exigente, impositiva e por demais rigorosa. È muito comum em profissões que necessitem de pronta resposta, rigidez e onde a autoridade tenha que ser respeitada sem contestações (militares, por exemplo).



"De la graphologie avant toute chose."