Wednesday, January 27, 2010


Gabinete Grafológico Prof. Eduardo Evangelista


Prezados colegas,


comunico a todos a realização, aqui em Salvador, dias 17 a 19 de Setembro de 2010 do Simpósio Internacional de Grafologia - Panorama e Perspectivas da Grafologia, organizado pelo meu Gabinete com o apoio de colegas, alunos e ex-alunos de grafologia.

O evento vai comemorar os 110 anos da publicação de "A Graphologia em Medicina Legal" do ilustre médico baiano Doutor José de Aguiar Costa Pinto e os meus 20 anos como Professor de Grafologia.

Será realizado no Auditório da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência (com capacidade para duzentos participantes) e na abertura teremos a presença honrosa do Doutor José Mário Peixoto Costa Pinto, neto de José de Aguiar Costa Pinto e de outros membros da tradicional família Costa Pinto.

Oportunamente lhes daremos mais informações a respeito, inclusive sobre inscrição, temário, palestrantes, pacotes de viagens com hospedagem, etc.

Desde já convido a todos para virem congregar na Bahia, terra pioneira dos estudos da grafologia no Brasil, sobre os rumos da grafologia.

Cordialmente,

Prof. Eduardo Evangelista
Grafólogo Profissional e Professor Oficial de Grafologia
Sociedade Brasileira de Grafologia - Sobrag
Tel. 55 71 33 56 41 79 * 91 09 68 65


Wednesday, January 20, 2010

Unha do criminoso V parte



No exemploa acima quando o traço é por demais curto e em paralelo com a linha de base; temos o traço da hipocrisia descrito por Sílvia Ras e Angelina Ladron de Guevara, grafólogas espanholas, no livro Grafologia Morfologica. Ed. Paraninfo. Madrid, 1972.



Caso o sinal comece na zona média, a escrita é ao revés. Nos dois casos a interpretação tem variações. Em escritas de língua portuguesa é comum este sinal “escondido” debaixo da letra s. Também se nota a variação que a atenua com um laço no final.
O escritor se sabota por achar que não merece que algo bom aconteça a ele. Com isto muitas vezes evita tomar decisões de maneira responsável; tem pouca assertividade, mas não quer demonstrar isto aos demais. Procrastina decisões sem motivos aparentes e dá mais importância a si do que aos demais; deseja se colocar no centro das atenções, mas não tem capacidade e/ou habilidade para tal.
A consciência é estreita, focada apenas naquilo que observa; mas quase sempre de maneira subjetiva; contudo para que está última interpretação se confirme são necessários outros traços que corroborem decididamente com isto.

Letra A
O sinal ainda pode ser visto na letra a; neste caso a escrita tem a mesma interpretação dada a letra d; com pequenas variações. Contudo aqui a legibilidade muitas vezes fica comprometida. Nas pesquisas tenho encontrado em escrita de pessoas ligadas a crimes financeiros, trapaças etc.; mas dificilmente naqueles em que a agressividade esteja presente. Especialmente porque a letra traçada desta maneira também indica inteligência, vivência, perspicácia.


Escrita do carrasco nazista alemão Mengele. O traço está encoberto e bastante dissimulado. No segundo caso o arpão sobreposto acentua a agressividade.



O traço é encoberto na final da palavra. Contudo o tamanho do gesto nem sempre tem importância. Gestos menos vistosos no espaço são mais reveladores que os amplos.


No exemplo acima existe tensão com dinheiro; os sinais aparecem somente nos números.

Escrita de um assassino que cometeu seus atos sob efeito de drogas. Na letra C existe mudança brusca de direção bem como a oval final executada de forma regressiva. Este tipo de oval não é raro entre prisoneiros homossexuais.

A biografia será colocada no post final.

Paulo Sergio de Camargo - http://www.lingcorporal.com.br/

Thursday, January 14, 2010

Especificación de la fuente: Diario Última Hora. Martes 19 de agosto de 2008.
Año 35. Número 11.860. Asunción. Paraguay.


Gentileza do Perito e Grafólogo paraguaio Rubén Dario Avalos.

Wednesday, January 06, 2010

Unha do criminoso IV parte


É comum em pessoas que procuram “carinhos negativos”; ou seja, provocar os demais para obter e responder os estímulos que enviou. Mas como faz isto de forma complexa e agressiva; quando recebe o retorno, seu estado de prontidão está ligado a emitir respostas agressivas e desproporcionais.


Assim; desta forma, conseguem por algum tempo, aliviar suas tensões e as ansiedades relacionadas com culpa; pois por alguns momentos ficam totalmente envolvidas e focadas somente naquilo que estão fazendo. O alívio é apenas momentâneo, pois certamente voltará a realizar tudo como antes; basta qualquer pausa para “recarregar as baterias” no estado de tensão anterior.


Os traços são observados nas zonas inferiores e médias. Outros traços conexos colaboram com a finalização do perfil. Ângulos agudos de Moretti na base; arpões iniciais; angulosa.


A curva
Como a curva é um gesto ameno, depois da tensão feita pelo ângulo, existe a tentativa de relaxamento, ainda que aparente.


Portanto muitas vezes, contra a própria natureza, a pessoa tenta agradar aos demais de modo artificial e pouco espontâneo, para tal surge o sentimento de baixa-estima; principalmente se os traços forem na assinatura e a mesma for diferente do texto.

O sentimento de inferioridade pode ser notado. Assim, mesmo com o traço presente na escrita, a pessoa muitas vezes de mostra amena, dócil nas entrevistas; trata-se de uma fachada que pode durar longos períodos de tempo – basta que as circunstâncias sejam favoráveis.

Pela falta de assertividade que o sinal apresenta, o escritor não sabe dizer não, cede para evitar conflitos e tende a fazer aquilo que os outros desejam; mesmo que de forma simulada.
Quanto mais frouxa for a pressão na escrita, mas fácil a pessoa tende a se tornar alvo dos demais e aceitar tudo que impõem a ela. Trata-se de uma forma de submissão. A incapacidade de dizer “não” está relacionada com a culpa e a vontade de expiá-las; mesmo que de forma espúria.



Em formas mais amenas. Prontas respostas; certa dissimulação.



Na letra d
Quando ocorre na letra d; o grafólogo precisa interpretar o sinal de acordo com a forma; muitas vezes ao começar pela zona superior trata-se da escrita suspensa ou inacabada de acordo com a projeção do traço no grafismo. Portanto teríamos aqui deficiências na continuidade da escrita.
Os traços inacabados podem ocorrer no início da palavra, no meio e no fim, sendo que em cada caso as interpretações sofrem pequenas mudanças.
Torna-se inacabada quando a curva se completa e faz a volta; ou seja, completa a metade da oval.
Interpretação; indecisão antes de iniciar as atividades. No meio das palavras: Inseguro durante o desenvolvimento de suas atividades. No final das palavras; Insegurança para saber se aquilo que realizou é certo ou não. Falta de precisão, pressa, visão superficial, pouca profundidade naquilo que realiza, mentira; insinceridade defensiva etc. Incapacidade para responder os estímulos de forma completa. Falta de qualidade no trabalho. Ação sem direção. Indecisão. Inconsistente.

Escrita Suspensa
Os finais suspensos em arcadas são sempre negativos; especialmente os regressivos. Pouca espontaneidade. Desconfiança instintiva. Pudor, prudência nos contatos afetivos, sociais e profissionais. Apreensão diante de novos estímulos ou desafios. Sentimentos delicados. Inibição nos contatos com o exterior. Mentira, dissimulação das intenções. Falta de escrúpulos. Medo, insegurança. Incapacidade de completar de modo adequado aquilo que iniciou.




A forma do traço inacabado é atenuada pela curva. A pastosidade está presente na escrita.


Iniciando debaixo para cima
Neste caso teríamos as escrita ao revés, tal qual citada por Gille-Maisani no livro Psicologia da Escrita; Ed. Pensamento.
Aqui na realizada a interpretação não se distância das outras.
Quando os traços ou letras se formam no sentido contrário do modelo caligráfico. A face mais visível deste tipo de escrita é a inclinação à esquerda no texto.
Gille-Maisani diz que está noção pode ser aplicada a todas as categorias gráficas, sendo assim deve ser considerada uma “espécie qualitativa”.
“Aquela em que pelo menos em um aspecto, é sistematicamente contrária à prática da caligrafia comum.”
Segundo Gille; de acordo com o axioma básico da grafologia, admite-se que a escrita revela sua maneira de viver, a escrever ao revés deve ser interpretada como tendência de agir de modo diferente de todas as outras.
Jamin a considera antônimo da escrita progressiva, já que para nós ocidentais, o gesto gráfico caminha para a direita.
Pulver encontrou escritas reversas em ladrões e vigaristas e escreve que são signos de falsidade.



Neste caso a escrita mostra evidentes sinais na letra s.


Embora existam várias maneiras pelas quais a escrita é reversa na forma, a mais importante é na inversão do movimento da escrita. Para interpretar corretamente temos que relacionar as outras espécies (artificial, regressiva; simplificada, seca, desenhada etc.), isto pode representar desde a originalidade até a bizarrice.
A interpretação se torna negativa de maneira decisiva quando a pressão é invertida. Não só no caso da letra d, mas em todos os demais; mesmo que exista o laço no final; aqui a dissimulação é ampliada de maneira total.

A bibiografia será colocada no final dos artigos.