Monday, August 16, 2010

Pressão ao Revés - Deslocada -

O contrário da pressão deslocada é a pressão em relevo.

A tendência natural é que a pressão nos traços descendentes seja maior do que nos traços ascendentes (eixo vertical).

Quando ocorre o inverso temos a escrita deslocada.

Para melhor compreender, existem vários tipos de escrita deslocadas, quando o deslocamento ocorre de forma específica nos traços ascendente, é chamado de ao revés. Quando ocorre no final das letras terminando em ponta quadrada, o deslocamento é chamado de em clava (massa).

Os traços ascendentes (perfis) representam um alívio no ato de escrever, existe o relaxamento, diminuímos um pouco nossa resistência ao meio. A pressão (maior) na descida é contraposta pela soltura no ascender da caneta. Este diminuição de pressão significa um equilíbrio; provavelmente as tensões internas do escritor se ajustam ao meio. Quando isto não ocorre a escrita perde ritmo, fluidez.

Aumentar a pressão nos traços horizontais significa colocar um freio no impulso. O deslocamento da pressão se faz do eixo vertical para o horizontal, a fluxo de energia passa a ser mal utilizado. O gesto gráfico passa a ser contraído, tende a perder ritmo, velocidade e fluidez.

A distribuição da pressão não é natural, isto nunca ocorre espontaneamente, trata-se do esforço e resistencia em um lugar onde os mesmos não são encontrados naturalmente. (Pulver)

O deslocamento é um estado de tensão que se instala em alguns traços onde o relaxamento deveria existir.

O escritor metaboliza mal suas emoções. Os estímulos que recebe dificilmente são tratados de forma adequada. É como os mesmos sofressem dentro do escritor uma transformação sempre para o pior.

Isto eleva o indivíduo ao eterno estado de insatisfação consigo e com o meio que vive.

Suas respostas não encontram eco, ao contrário ampliam mais o conflito com o entorno, desta forma aqueles que estão ao seu redor se sentem mal, e o estímulo volta ao escritor com uma carga negativa maior. A retroalimentação do processo parece que nunca tem fim.

É comum que o escritor procure gratificações que atenuem seu modo de ser, por isto pode ser por demais submisso (escrita frouxas, descendentes, traços iniciais pequenos, assinatura menor que o texto etc.)

Também é comum se tornar bajulador; tendo em vista agradar os demais. Neste caso é evidente que nem sempre percebe que seu comportamento não é aceitável.

Pode se utilizar da fofoca como meio de chegar ao demais. O desconforto que causa é sempre visível no entorno que transita.

Dificilmente a capacidade de trabalho a perseverança nas ações são constante.

Quase sempre gasta energias de forma inadequada para resolver os problemas. Diante deles as atitudes são díspares, algumas vezes aceita sem contestação outra utiliza de grande resistência. Relaxa e deixar acontecer, para não utilizar um termo pejorativo.

Em outras palavras,, sua vontade é falha. Portanto em escritas frouxas, em determinados momentos é possível encontrar pessoas com forte resistência ao meio.

De forma constante o escritor se fragiliza diante da situação; em outros momentos pode criar uma couraça defensiva. Em ambos os casos dificilmente consegue ser assertivo nos relacionamentos.

Também é comum em pessoas que praticam o auto-engano de forma constante. Descola seus problemas e situações para outros.

O escritor utiliza seus recursos instintivos fundamentais de maneira inadequada. Não saber trabalhar de forma correta com as tensões internas.

Pulver diz que existe “emprego errado das forças vitais”.

As tensões interiores inibem e prejudicam o ritmo. Responde de forma preocupada e tensa a qualquer estímulo. Os obstáculos que encontra, muitas vezes são frutos de suas próprias inibições. Não tem capacidade para enfrentar exigências de ordem moral e social, por isto pode se tornar agressivo. Sinal de conflitos interiores. O ajuste ao meio se faz de maneira confusa.

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