Thursday, October 23, 2008



Escrita de Lindemberg Alves

Algumas características podem ser observadas na escrita:

- ligada, proporcional, legível, limpa, pausada e organizada.

Todas estas características mais a avaliação do movimento – controlado - levam a crer que não existe nenhum tipo de patologia aparente na escrita.

Embora se deva notar que não foi possível avaliar o traço; um dos componentes mais importantes no perfil grafológico.


Devido às condições (logo após a prisão); a avaliação precisa ser encarada com algumas reservas.

A inteligência é estruturado – limpa, ligada; legível. Mas não acima da média, ao contrário.


A direção das linhas é o gênero mais importante a ser observado.

Podem ser observados os seguintes traços:

- imbricadas descendentes; linhas sinuosas, traços ascendentes e escalonados.

Vamos observar apenas a interpretação da escola italiana do Padre Moretti. Ver livro Trattato di Grafologia. Ed. La Prora; Milão. 1944. Edizioni Messaggero Padova. XV Edição 2006.


A escrita Desprendida (do italiano Scattante) trata-se de um signo substancial da vontade e do intelecto, indica impetuosidade, nervosismo, repentinos saltos na ação e no pensamento.


Encontra-se em um contínuo fervor de sentimentos e passa rapidamente da benevolência para o enfrentamento, do nojo para a doçura e da ira para a calma.


É essencialmente passional porque seus impulsos são imediatos que a razão tem dificuldades para controlá-los.


Não tem sentido de medida e de moderação, não se preocupa com os riscos e reage as solicitações instintivamente.


Posteriormente observa seus erros e se propõe a não repeti-los, mas na primeira oportunidade volta a fazer mesmo, não por maldade e sim por sua natureza instintiva e impetuosa.


Seu defeito é não refletir preventivamente, não conservar o pleno domínio de si e deixar-se levar pelos impulsos.


Geralmente é sincero e leal podendo resultar em agressivo e brutal ao expressar o que pensa.


Sob o perfil intelectual tem capacidade para expressar suas idéias, com rapidez para passar das premissas para as conclusões.

O Padre Moretti costuma traçar perfis da constituição corporal da pessoal – suas doses de acertos não foram transmitas aos discípulos.

Somaticamente os nervos e tendões são tensos e quase sempre pronto para as reações, musculatura tônica e carnosa, olhos vivos, móveis e sobressalentes. Andar saltitante e irregular.

Como nota não grafológica, das quais sempre procurei me fixar.

Sequestro é um "desastre controlado". Os negociadores conduzem um elefante correndo dentro de uma loja de cristais. Em determinado momento algo vai dar errado; é a natureza da ocorrência. Parabéns a Polícia Militar de São Paulo.

Wednesday, October 15, 2008

Perfil Grafológico

Uma das grandes dificuldades dos grafólogos em traçar perfis é a de ser repetitivo.
O nome de alguns grafológos na praça é "Controlcê". Não fui eu quem inventei.
O certo é que muito perfis se não são parecidos são iguais.

Isto se deve em função:
- do vocabulário do grafólogo
- das vivências
- conhecimentos psicológicos
- pouca leitura
- quantidade de perfis realizado em um só dia etc.

Como fazer para não repetir frases?
Ao longo dos anos desenvolvi várias técnicas que são passada aos alunos. A mais recente depois de quatro anos de pesquisas será relatada em breve. Potencializa o perfil em dezenas de vezes.

Hoje vou me ater aos articuladores; processo utilizado com muita propriedade pelos palestrantes.

Articuladores
Conhecidos como conjunções, nexos ou conectivos, os articuladores possibilitam estabelecer uma relação de sentido entre as idéias.


Veja os exemplos

a) Paulo não jogou bem. Ele estava cansado.
b) Joana estudou muito. Ela não passou de série.
c) Chuva amanhã. Passeio cancelado.

a) Paulo não jogou bem porque estava cansado.(relação de explicação/ causalidade)
b)Joana estudou muito, mas não passou de série. (relação de oposição/ concessão)
c) Se houver chuva amanhã, o passeio será cancelado. (relação de condição)


ARTICULADORES

PRIORIDADE, RELEVÂNCIA
Em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo, principalmente, primordialmente.

SEMELHANÇA, CONFORMIDADE , COMPARAÇÃO
Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, analogicamente, de acordo com, segundo, conforme.

ADIÇÃO, CONTINUAÇÃO
Além disso, por outro lado, vale lembrar, de modo geral, por iguais razões, é inevitável, em outras palavras, sobremais, além desse fator.

CERTEZA, ÊNFASE
De certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, com toda certeza.

ILUSTRAÇÃO, ESCLARECIMENTO
Por exemplo, Isto é, a saber, de fato, aliás, ou melhor, como se nota, daí porque, por isso, como se observa, como vimos, ou seja, em outras palavras.

RESUMO, RECAPITULAÇÃO, CONCLUSÃO
Em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, em suma, por conseguinte, concluindo, por fim, finalmente, por tais razões, do exposto, por tudo isso, em razão disso, assim, conseqüentemente.

NEGAÇÃO E OPOSIÇÃO
Entretanto, mas, porém, no entanto, ao contrário disso, por outro lado, por outro enfoque, contudo, diversamente disso.

CONCESSÃO
Embora, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, apesar de que, por mais que, por melhor que.

CONDIÇÃO
Caso, se, contanto que, salvo se, exceto se, desde que, a menos que.

PROPORÇÃO
À proporção que, à medida que, quanto mais, quanto menor.

CAUSA CONSEQÜÊNCIA
Porque, porquanto, pois, visto que, já que, uma vez que, por causa de, em virtude de, daí, por conseqüência, como resultado.

TEMPO (FREQÜÊNCIA, DURAÇÃO, ORDEM, SUCESSÃO, ANTERIORIDADE, POSTERIORIDADE, SIMULTANEIDADE, EVENTUALIDADE)
Então, logo, logo depois, imediatamente, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, finalmente, hoje, freqüentemente, constantemente, às vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim.


Façam bom uso deles.



Exemplos:
http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1721203-estudo-da-coes%C3%A3o-articuladores/

Friday, October 10, 2008

Pessoal
Vejam o Artigo do biólogo Fernando Reinach. Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" no dia 16 de Agosto de 2007.
http://www.reinach.com/Estado/index-estado.htm

É fácil fazer algumas inferências com o gesto gráfico e a imagem antecipadora descrita por Klages em seus livros.
Tenho ciência da pouca familiaridade de alguns grafólogos com este conceito de Klages; voltarei a escrever sobre isto mais adiante.

Também podemos fazer inferências porque a grafologia não é um teste com base no experimento descrito. Inferências; porque necessitaríamos de pesquisas diretas com a escrita para provar realmente isto.



A possibilidade de prever decisões e o livre arbítrio

Faz milhares de anos que a humanidade se preocupa em saber se possuímos livre arbítrio. Será que quando decidimos conscientemente praticar um ato esta decisão se origina unicamente em nossa consciência e portanto é impossível de prever ou será que as leis da natureza e os fatos que ocorreram no passado determinam cada um de nossos atos e a impressão de liberdade é somente uma ilusão? Faz alguns anos um neurologista chamado Benjamin Libet realizou um experimento que coloca mais lenha na fogueira do debate sobre o livre arbítrio.

Libet pediu para voluntários se sentarem e colocarem a mão sobre uma mesa. Depois pediu a eles que em algum momento, que eles poderiam decidir quando, movessem a mão. Nenhum sinal externo sinalizava quando a mão deveria ser movida. A decisão de mover a mão deveria ser totalmente voluntária. Além disso em frente destes voluntários Libet colocou um relógio em que o ponteiro de segundos ficava girando constantemente e que o voluntário ficava observando. No momento que o voluntário decidia mover a mão ele deveria observar onde estava o ponteiro do relógio e depois deveria comunicar esta posição aos pesquisadores. Além disso Libet instalou sensores na mão dos voluntários que permitiam saber exatamente quando a mão se mexia e eletrodos na cabeça que permitiam medir a atividade cerebral. Feito tudo isso as pessoas ficavam ali e mexiam a mão quando quisessem.

O que Libet observou foi que era possível detectar atividade cerebral quase um segundo antes da mão se mexer. Isto era esperado, pois o comando vindo do cérebro demora um tempo para chegar aos músculos da mão. O inesperado foi a observação que o momentos em que a pessoa conscientemente decidia mexer a mão (determinada pela posição do ponteiro do relógio que ela comunicava ao pesquisador) ocorria sempre 0,3 segundos antes da mão mexer, mas 0,7 segundos depois da atividade cerebral. Em todos os voluntários a seqüência de eventos era a seguinte: primeiro se detecta a atividade cerebral, 0,7 segundos depois a pessoa decide mover a mão e 0,3 segundos depois do ato consciente de mover a mão ela se move. O fato da atividade cerebral ocorrer antes da decisão “aparecer” na consciência indica que a primeira parte da decisão de mover a mão ocorre de maneira inconsciente (durante os primeiros 0,7 segundos) e somente depois a consciência toma “conhecimento” de que vai mover a mão.

Durante os últimos 8 anos uma série enorme de experimentos foram feitos para verificar possíveis fontes de erro neste experimento mas nenhum erro foi detectado. Tudo indica que realmente cada uma de nossas decisões se inicia de forma inconsciente. Mas se isto é verdade, então existe um intervalo de 0,7 segundos no qual um observador que esteja monitorando nossa atividade cerebral já sabe o que vamos decidir antes de nossa consciência ter acesso a esta decisão. Em outra palavras, medindo a atividade cerebral um observador pode saber o que uma pessoa vai decidir antes desta pessoa ter conscientemente decidido.

Este resultado claramente não exclui a possibilidade do livre arbítrio existir, mas sua interpretação tem provocado muita discussão entre os filósofos e cientistas que tentam compreender como se forma a consciência e se realmente existe o livre arbítrio. Por outro lado este experimento demonstra claramente que a consciência é o resultado da atividade cerebral, tornando improvável a hipótese, ainda defendida por muitos, que cérebro e mente são entes distintos.

Mais informações em: B. Libet, Do We Have Free Will? J. Consc. Studies vol. 6 pag. 47 1999

Fernando Reinach (fernando@reinach.com)

Thursday, October 02, 2008

Pessoal
Ao longo dos últimos sete anos pesquiso de forma intensa a organização dos gêneros e espécies para um estudo mais direcionado e dinâmico da grafologia.

Parte deste estudo está na livro Grafologia Expressiva, Ed. Ágora e Psicodinâmica do Espaço na Grafologia. Ed. Vetor.

Observei em todo o mundo que o único consenso que existe é que se faz necessário uma classificação racional.
Como minhas pesquisas são com escritas brasileiras, o método se ajusta as nossas necessidades.

Existem espaços para serem aprimorados e certamente serão ao longo do tempo. As alteração estarão no livro Grafologia Expressiva II Ed. Ágora.

Os alunos do corrente ano receberão em PP e no novo Caderno de Exercícios as alterações.
Os conceitos da escola Morettiana estão em itálico e verde. Em breve serão acrescentados outros.

Observe o acréscimo da Condução do Traçado; Movimento, Continuidade etc.

Disto se origina o Método de Grafologia Expressiva Paulo Sergio de Camargo.


INVENTÁRIO

1. Observação Geral do Traçado – Dinâmica e integração do movimento espaço-organizacional

Espaço Forma Movimento Traço

2. Síntese de orientação
Evolução (Jamin)
1. Inorganizada 2. Desorganizada 3. Combinada 4. Organizada

Harmonia 1. Harmônica 2. Inarmônica.

Síntese entre Forma e Movimento -


3. Síndromes
1. Inibição 4. Relaxamento do traço 7. Impessoalidade
2. Expansão 6. Deterioração gráfica
3. Impulsividade 5. Rigidez do traço


04. Distribuição
1. Clara 5. Ilegível 09. Organizada
2. Arejada 6. Concentrada 10. Desorganizada
3. Confusa 7. Condensada 11. Limpa
4. Legível 8. Espaçada 12. Suja
13. Invasiva

Largura/Estreiteza – Escola Italiana
1. Entre as letras 2. Entre as palavras 3. Larga nas letras 4. Tríplice Largura


Estudo das margens - 1. Direita 2. Esquerda 3. Superior 4. Inferior 5. Variações

05. Dimensão Zona média – Eixo Vertical
1. Grande 2. Pequena 3. Crescente 4. Decrescente

Zona média – Eixo Horizontal - Amplitude
5. Estreita 6. Extensa

Zona média
7. Baixa 8. Alta 9. Rebaixada 10. Sobressaltada

11. Uniforme 12. Dilatada 13. Sóbria 14. Compensada

Proporção Divisão inter-zonal
1. Proporcional 2. Desproporcional 3. Mista

06. Pressão
1. Espécies de acordo com ao apoio do instrumento no papel. (pressão no sentido estrito do termo)
1. Apoiada 5. Deslocada 09. Fusiforme
2. Leve 6. Espasmódica 10. Profunda
3. Em relevo 7. Acerada 11. Superficial
4. Sem revelo 8. Massiva 12. Em sulcos

2. Espécies de acordo com a qualidade dos traços. (o interior e as bordas)
13. Nítida 16. Desnutrida 19. Empastada
14. Pastosa 17. Seca 20. Filiforme
15. Nutrida 18. Congestionada 21. Frouxa


07. Condução do traçado
1. Hipotensa 2. Flexível 3. Firme 4. Contraída
5. Hipertensa 6. Desigualdades de Tensão.

08. Forma
Execução
1. Caligráfica 6. Angulosa 11. Ornada 16. Inflada
2. Redonda 7. Simples 12. Extravagante 17. Infantil
3. Sistemat/Monomorfa 8. Simplificada 13. Complicada 18. Ovóide/ovalada.
4. Estilizada 9. Seca 14. Artificial
5. Polimorfa 10. Ríspida 5. Tipográfica



09. Continuidade
Progressão da escrita
1. Inibida 2. Contida 3. Monótona 4. Cadenciada 5. Rítmica.

Ligação 1. Ligada 2. Desligada 3. Agrupada 4. Combinada

Deficiências de continuidade
5. Fragmentada 6.Ligações desiguais 7. Lapsus de ligação 8. Retocada
9. Pontilhada/Em bastão 10.Sacudida 11.Suspensa 12. Inacabada

10. Ligação
1. Em ângulos 4. Anelada 7. Dupla curva -
2. Arcada 5. Filiforme Duplo ângulo
3. Guirlanda 6. Mista

11. Movimento
1. Estático ou imóvel 5. Fluído 9. Retardado
2. Flutuante 6. Vibrante/efervescente 10. Revirados para a esquerda
3. Inibido/contido 7. Dinâmico
4. Controlado 8. Propulsivo

12. Velocidade
1. Lenta 4. Precipitada 7. Desigualdades
2. Pausada 5. Lançada de velocidade
3. Rápida 6. Acelerada

13. Inclinação
1. Inclinada 4. Invertida 7. Sinuosa
2. Tombada 5. Oscilante (variável) 8. Contorcionada
3. Vertical 6. Paralela 9. Hastes Conc/Convexa

14. Direção das linhas
1. Retilínea 6. Linhas convexas 11. Em saltos
2. Rígida 7. Sinuosa 12. Colas de Zorro
3. Ascendente 8. Imbricadas ascendentes 13. Mista
4. Descendente 9. Imbricadas descendentes 14. Em leque
5. Linhas côncavas 10. Escalonada

Orientação geral do traço
1. Escrita progressiva 3. Escrita mista. 5. Escrita com torções

2. Regressiva 4. Escrita ao revés

15. Discordâncias
1. Forma 4. Direção 7. Continuidade
2. Tamanho 5. Velocidade
3. Pressão 6. Inclinação

16. Signos gráficos
1. Guirlanda 5. Serpentina 09. Nó 13. R. Escorpião
2. Arco 6. Espiral 10. Torções 14. Facas
3. Bucle 7. Triângulo 11. Dente de tubarão 16. Letra D e S
4. Laço 8. Arpão 12. Unha do criminoso 17. Estereotipias


Ângulo de Moretti 1. Ângulo A 2. Ângulo B 3. Ângulo C

17. Assinaturas – Letra M – G –
Estudo das ovais ( Ab/embaixo – occ. Doppi; etc.)


18. Signos livres
1. Pontuação e acentuação 3. Barras dos T 5. Pingos nos I
2. Traço inicial, traço final 4. Estudo Til


19. Traços da Escola Italiana
1. Subjetivismo 4. Traço do desprezo 7. Traço da independência
2. Traço da Afetação 5. Traços de mitomania 8. Traço da insegurança material
3. Traço da fleugma 6. Traço da confusão



Paulo Sergio de CamargoGrafologia -
Linguagem Corporal
http://grafonautas.blogspot.com/
www.grafo.nauta.nom.br

Excelência pelo conhecimento.