Inteligência Grafológica
“Satisficing”
Por experiência pessoal e na observação dos
alunos, posso dizer que a maior parte das análises é conduzida de maneira muito
semelhante ao modo "satisficing" (selecionar a primeira alternativa identificada
que pareça “boa o suficiente”).
O grafólogo identifica aquilo que parece ser
a intepretação mais provável do gênero ou espécie analisada. Esta avaliação inicial
é a que parece ser a mais precisa e que provavelmente irá ser utilizada no
perfil grafológico.
Os gênero ou espécie são observados e
organizados de acordo de acordo com uma hierárquica de importâncias, inclusive
na visualização das DOMINANTES.
A grafóloga cuidadosa
fará então uma rápida revisão, retornando a todos as espécies encontradas na
escrita. Certamente vai procurar aquelas possam ter sido deixadas de lado. Aqui
há de se notar que muitos grafólogos são “apaixonados” por determinados gêneros
e espécies, alguns rejeitam de imediato olhar àqueles que não gostam. Como disse
uma aluna iniciante: “Odeio a pressão, mas ou apaixonada pela forma.” Não preciso dizer que ela está errada, mas se
faz necessário pontuar que isto é lugar comum para muitos grafólogos. (Não posso e nem devo declarar
minhas intrínsecas preferências pelo MOVIMENTO.)
Todavia a abordagem “Satisficing” possui três grandes fraquezas:
Ø A percepção seletiva que resulta do foco em uma única hipótese.
Ø A falha em gerar um conjunto completo de hipóteses concorrentes.
Ø O foco em evidências que confirmam, em vez de refutar, hipóteses.
O “Satisficing”
leva a atalhos cognitivos que podem comprometer a objetividade da análise
grafológica.
Impacto das três
fraquezas do satisficing na análise de inteligência
- Percepção
seletiva
- Quando o grafólogo
foca em poucas espécies ou observações rasas, tende a interpretá-las de
forma enviesada, presta mais atenção às informações que reforçam a
escolha inicial.
- Isso reduz a
objetividade e aumenta o risco de ignorar espécies ou traços importantes (...”odiar
a pressa e ficar apaixonada pela forma”...) que poderiam apontar para outras
interpretações mais precisas.
- Falha em
gerar hipóteses concorrentes
- A ausência
de uma observação do conjunto completo de alternativas limita a
capacidade de comparação e avaliação crítica.
- Sem procurar
várias interpretações psicológica que podem ser utilizadas, o grafólogo fica
preso a uma visão estreita da escrita, deixa de considerar outras
(interpretações) que poderiam alterar significativamente a compreensão mais
refinada a personalidade do escritor.
- Foco em
evidências confirmatórias
- Buscar
apenas intepretações que gosta e que confirmem a preferência pela espécie
ou gênero escolhido leva ao chamado confirmation bias.
- Isto
enfraquece o rigor analítico, pois o método científico exige justamente o
contrário: tentar refutar hipóteses para testar sua robustez.
- O resultado
é uma análise menos confiável, que pode sustentar conclusões frágeis ou
equivocadas.
Em resumo, essas
três fraquezas tornam a análise grafológica mais vulnerável a erros
sistemáticos, reduzem a capacidade de antecipar surpresas e comprometem a
credibilidade das conclusões.
O desafio da
grafóloga é resistir ao impulso de aceitar a interpretação que faz como “boa ou
suficiente” e adotar práticas mais próximas do método científico, mesmo sob
pressão de tempo.
Paulo Sergio
de Camargo
Grafologia -
Linguagem Corporal - Consciência Situacional
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