terça-feira, junho 03, 2008



Pessoal

O comentário abaixo foi publicado na Revista Gramma 67.

Agradecemos as gentis palavras de Carolina Vidal Santiago



No final os dados para os interressados no livro.



RESEÑA DE LIBROS
PSICODINÁMICA DEL ESPACIO EN GRAFOLOGÍA Paulo Sergio de Camargo Editado por VETOR, Editora Psico-Pedagógica. CEP 04013-000-SP


Inevitable hacer, aunque breve, un comentario sobre sus palabras en ei prólogo. Porque expone la línea de desarrolio del libro: estudiar la Grafología por medio de la dinámica del espacio «como han hecho la mayoría de los grandes maestros», especificando que su trabajo ha consistido en unir gran parte de esas teorías acrecentándolas con sus experiencias y observaciones durante muchos años de trabajo.

También justifica que cuando se refiere al estudioso o profesional de la Grafología utiliza el término grafóloga «en justo homenaje a ellas pues constituyen ia mayoría de los profesionales de todo el mundo.» Agradecemos la consideración.

Aconseja, en principio, situarse, observar atentamente el espacio gráfico para tener una idea completa, global, de ese espacio a fin de no realizar interpretaciones fragmentadas. Muestra, como ejemplo, las dos maneras de realizar esta observación según consejo de Gourhan Leroy en su libro El gesto y la palabra. La primera, en una visión itinerante, activa y lineal como la de un coche iluminando la carretera con sus faros. La segunda, una visión de gran extensión, que correspondería a ia “vista de pájaro”, en forma receptiva, circular y global, inmóvil: observación pasiva.

Estos preparativos dan paso a una comprensión técnica que comienza a funcionar permitiendo que afloren en su máxima intensidad los procesos intuitivos de la grafóloga.
Con abundantes figuras y cuadros va mostrando los planteamientos (Ritmos), de Heiss, Hans Knoblok, Roda Wieser (sus pros y contras) etc.; el Simbolismo del Espacio de Max Pulver (Cruz de Pulver) etcétera (escuela alemana). Pasa posteriormente a «Tipos de movimiento en el espacio» (Crépieux-Jamin) con su posible equilibrio Forma-Movimiento (más cuadros, más muestras); relación de tipos de escritura (de Estático a Propulsivo). Dos grupos: vital, no vital. Y ilega después a la escuela italiana por Moretti («que publicó su primer libro 14 añios antes que la obra de Pulver.») En quien no aparece de manera explícita la noción de simbolismo espacial pero si lo define como simbolismo gráfico”. No tiene duda sobre la amplitud, sorprendentes conexiones y analogías con la obra de Pulver. A Moretti dedica, luego, atención y espacio mostrando sus investigaciones y teorías. Expone, como es su costumbre, honestamente, minuciosamente y a pesar del espacio medido de que dispone, el desarrollo de estas teorías con entreverado de otras ajenas y de sus propias conciusiones. Nos remitimos al índice de la obra a partir de aquí: El espacio en la escuela morettiana, Ligaduras espaciales (también invisibles, o inmateriales según Curt Honroth y otros), Espacios entre palabras, Espacios entre líneas, Espacios entre letras (que resume como espacios entre palabras, líneas, letras, márgenes, etcétera con alusiones a Pulver, Klages, Marchesan, Crépieux-Jamim...) la Triple Amplitud.
Esto incluye la valoración de las escrituras según su proyección en ei espacio (Zona Superior, Media e Inferior, mencionando El simbolismo de Ia escritura de Max Pulver), tambíén a Duparchy Jaennez, Maslow (necesidades primarias), Jung, Szondi (inconsciente freudiano, colectivo, familiar), etcétera.
Sigue con los márgenes y comenta que «los simbolistas dan gran importancia a los márgenes, ai contrario que la escuela italiana de Moretti» y su opinión es que ambas metodologias se complementan fácilmente. Da un significado general para extenderse en la valoración grafológica de su mayor o menor amplitud y su situación.
En definitiva Paulo S. de Camargo nos proporciona un “viaje programado y comentado” por la Grafología, desde sus más importantes iniciadores hasta él mismo en nuestros dias, por él camino de las aportaciones englobadas en un todo, que hicieron más valiosa y profunda esta disciplina.
Esta visual de la Grafología a vista de pájaro, como recomendaba en su prólogo para impregnarse de la esencia de las escrituras, puede ser de gran ayuda para ei grafólogo que se pierde en dicotomizaciones, ayudándole a no abandonar él objetivo único que es la totalidad del ser humano que escribe.
Es un libro interesante y útil.
Comentario de Carolina Vidal Santiago



Psicodinâmica do Espaço na Grafologia
Como encontrar o livro:

Caminho 01 -Editora Vetor - mais rápido e confiável.

http://www.vetoreditora.com.br/catalogoDetalhe.asp?id=340&param=liv

Caminho 02
Autor grafonauta@terra.com.br

segunda-feira, maio 05, 2008

GRAFOLOGIA FORENSE III

Para realizar uma análise grafologia devemos nos ater no estudo dos quatro elementos Movimento, Espaço; Forma e Traço e as respectivas interações entre os mesmos.
Pode parecer simples; contudo é bem mais complexo do que se possa imaginar.

O estudo do Movimento é bastante abrangente; mesmo após avaliar de acordo com os 10 tipos de Movimentos já descritos em artigos anteriores; o grafólogo pode estudar este item de acordo como o Ritmo de Movimento proposto por Klages; oriundos da tríplice divisão (Espaço – Forma e Movimento).

Os estudos de Heiss se ampliam, o autor fala das imagens da forma, do espaço e movimento. Estes estudos foram criticados por Klages e Roda Wieser; pois não utilizavam o conceito da bipolaridade positivo/negativo na escrita. Conceito este praticamente abandonado nos dias atuais pelas escolas de grafologia moderna.

Posteriormente a grafóloga Ursula Ave'-Lallemant's mostra que o ritmo pode mudar de qualidade; revelando assim características de determinada fase da vida; ou estado da pessoa. Agrega um ritmo do traço aso três descritos anteriormente. (Espaço – Forma e Movimento).

O ritmo espacial de Heiss pode ser:
Pouco Evoluído Acentuado Perturbado

Para o grafólogo que trabalha com estas teorias, o perfil será mais preciso. Aquele que fica procurando pequenos sinais...


Gêneros Gráficos
No estudo dos gêneros gráficos se destacam a Inclinação das Letras e a Direção das Linhas, já que a avaliação mais precisa da pressão fica comprometida na reprodução.

Direção das Linhas
A direção das linhas no campo gráfico reflete, antes de tudo, as variações de humor e da vontade de quem escreve.
Mesmo com a folha sendo pautada; as variações são visíveis. Existem várias palavras imbricadas ao longo do texto.

Direção Imbricadas Ascendente
As palavras ou as letras finais são ascendentes. Alternância entre estados de excitação e depressão. Imprudência (Klages). Descargas emotivas mal dominadas pela vontade.

Direção Escalonada
As palavras sobem e descem na linha. (Ex: palavra “foi” terceiro parágrafo – ao longo do texto existem outras)
Parece que existem duas linhas de bases na execução do grafismo.
Sobressalto na forma de agir e atuar. Inconstância e insegurança. Necessidade de ser notado pelos demais através de seus enormes esforços. Perturbação de ânimo. Critérios vacilantes.

É lógico que estas interpretações devem ser avaliadas com o Ritmo Perturbado.

No próximo artigo vamos falar sobre a Inclinação.

quinta-feira, abril 24, 2008


GRAFOLOGIA FORENSE I I

Ao analisar qualquer escrita no âmbito da grafologia forense o grafólogo teve ter em mente; além da idade, escolaridade, estado cível etc.; os seguintes parâmetros:
- Condições da execução material da escrita
- Tempo decorrido do acontecimento
- Observar se possível se a escrita foi passada a limpo
- Se a escrita pertence realmente a pessoa

Há anos observei uma escrita totalmente tipográfica e perfeita, atribuída ao traficante Fernandinho Beira-Mar. Estava recém operado e com a parte superior praticamente imobilizada. Não havia um sinal de tremor; a escrita é firme, com pressão bem estruturada. Provavelmente não era do próprio punho.
O grafólogo deve se ater aos sinas observados na escrita e não fazer conclusões além deles; especialmente se o caso estiver com grande intensidade na mídia. Quando fui solicitado por um jornalista para mostrar todos os sinais de criminoso na escrita de Guilherme de Pádua, recusei. Para começar não existiam sinais de criminosos.

Na escrita que vamos analisar primeiro; do pai de Isabella; temos que levar em conta o estado emocional que foi escrito, portanto muitos sinais de agitação devem ser considerados normais dentro do contexto que está sendo observado.

O grafólogo analisa o movimento, o traço; o espaço e a forma. Integra estes quatro elementos entre si para chegar a conclusão final.
Os pequenos sinais não devem ser analisados exclusivamente. Concluir dados da personalidade somente pela letra M; por exemplo, é um estudo muito pobre, por assim dizer – já foi abandonado há muitos anos pelos grafólogos modernos.

Com dissemos em outro artigo, o Movimento deve ser compreendido; não só em si, mas sua dinâmica em relação aos demais elementos da escrita. Trata-se do aspecto mais instintivo do gesto gráfico; nele estão contidas as motivações do escritor.
Isto não quer dizer que vamos encontrar a motivação do crime, ao contrário.

No caso da escrita da escrita do pai de Isabella, existem sinais consistentes do movimento Inibido/Contido e Controlado, mas o centro dele está focado no primeiro caso.

Movimento Inibido
Manifesta-se por uma diminuição ou interrupção, mais ou menos bruscas dos movimentos. (Crépieux-Jamin no livro “ABC da grafologia” Ed. Ariel , Barcelona, 1957)
Jamin nem sempre vê neste tipo de escrita um aspecto negativo, para ele a inibição deveria ser um meio de controlar-se e não de sujeitar-se. Quando exagerado, pode se constituir em um signo patológico.
Dentre as dominantes gráficas da inibição se destacam as escritas indecisas, inacabada, pequena, invertida, pontuada, massiva, lenta/pausada, retocada, sóbria suspensa.
Cada uma destas particularidades representa uma das características do caráter inibido, sito quer dizer que se a pessoa se inibe com alguma coisa pode não se inibir diante de outras.
Como resumo: a Síndrome de Inibição que se manifesta através da soltura ou contração do gesto permite observar inibições de ordem afetiva.

Um estudo completo dos movimentos pode ser encontrado no livro “Psicodinâmica do Espaço na Grafologia” Ed. Vetor.
http://www.vetoreditora.com.br/catalogoDetalhe.asp?id=340&param=liv

No próximo artigo vamos estudar os gêneros.




segunda-feira, abril 21, 2008

GRAFOLOGIA FORENSE - Parte I

Grafologia forense é o ramo da grafologia que estuda a personalidade de criminosos por meio de sua escrita. Está é uma definição simplificada.
Para que o grafólogo se especialize nisto são necessários conhecimentos de psiquiatria, direito, medicina legal, criminologia etc. Além de vasto conhecimento de grafologia no que diz respeito as escritas de criminosos.

A grafologia forense é aceita em muitos países e maneira oficial, como na Espanha, Argentina e Itália. No Brasil os trabalhos nesta aera são praticamente escassos.
Odette Serpa Loevy fez intensas pesquisas com escrita de criminosos no Carandiru. Alguns grafólogos pesquisaram a escrita de criminosos, mas sem resultados consistentes.

De nossa parte temos centenas de escrita de presidiários e há anos estudo os mais diversos traços. Contudo ainda são necessários mais pesquisas para que os resultados se mostrem confiáveis.
Para o grafólogo, as escrita mostradas pela mídia no Brasil tem muito mais objetivo de chamar a atenção, contudo muitas vezes pouca qualidade no que diz respeito a pesquisa científica.

O grafólogo ao avaliar a escrita de criminosos (ou prováveis), deve levar em conta três fatores principais:
  1. Aparecimento de poucas características gráficas ou subjetivas. Isto não permite ao grafólogo qualquer tipo de conclusão. Características de personalidade nem sempre pode se concluir capacidade de cometer um crime.
  2. Traços gráficos que nos mostram indícios de potencial para determinados atos. Contudo eles nem sempre podem ser concretizados.
  3. Características gráficas consistentes e altamente relevantes que levam a concluir que existe potencial para cometer determinado delito.

Em todos os casos o grafólogo deve ser isento e não realizar prognósticos. No último caso deve trabalhar com “perspectiva de prognóstico”.

Observações
Especialmente no terceiro caso o grafólogo deve encontrar nos gêneros e nas espécies as características que o levem a conclusão final. Pelo menos um gênero deve estar em discordância; pressão forte, fraca – lenta e rápida etc.
Normalmente três ou quatro espécies se destacam para que o perfil seja executado com precisão.
Além das espécies (ou gêneros); os traços individuais devem aparecer em quantidade significativa. Ou seja, por exemplo, no caso da “unha do criminoso”; deve estar presente no mínimo três vezes; mas sempre acompanhadas de outros traços ao longo da escrita. São significativos quando aparecem mais de quatro sinais diferentes (arpão, mitomania, unha do criminoso; ovais aberta embaixo; por ex.)
Ao longo do texto devem aparecer algumas “Palavras Reflexas”; elas são fortes indícios da situação da pessoa, especialmente do momento em que vive. De certa maneira podem “entregar” o escritor.
É lógico que estamos falando principalmente no terceiro caso; pois nos anteriores muitas vezes fica difícil, senão impossível de realizar qualquer conclusão.

Com isto no próximo artigo vamos analisar a escrita do casal acusado de matar a menina Isabella.

terça-feira, abril 01, 2008

Pessoal
Acompanhando da evolução da grafologia e com objetivo de atualizar os conceitos, refiz alguns pontos do inventário de grafologia.
O início deste estudo começou no ano de 2003 e teve a primeira parte finalizada com o livro "Grafologia Expressiva". Ed. Ágora.
Com as novas pesquisas da SFG, agrego mais algumas modificações. Elas estarão na nova edição do livro "Grafologia Expressiva II"; sem data para lançamento.

A idéia chave é ATUALIZAÇÃO. Gostaria de discutir isto com todos vocês; portanto podem enviar sugestões.
Argumentos como sempre fiz assim e deu certo; dogmas; sou fã de carteirinha de Desbarolles, fulano disse etc. Estão fora de cogitação.

2. Síntese de orientação
Evolução (Jamin) 1. Inorganizada 2.Desorganizada 3. Combinada 4. Organizada

Harmonia 1.Harmônica 2.Inarmônica.

Nível de Forma (Klages) -

Síntese entre Forma e Movimento

3. Síndromes:
1. Inibição 2. Expansão 3. Impulsividade 4. Relaxamento do traço
5. Rigidez do traço 6. Deterioração gráfica 7. Impessoalidade

04. Ordem - Distribuição
1. Clara 2. Arejada 3. Confusa 4. Legível 5. Ilegível 6. Concentrada
7. Condensada 8. Espaçada 10. Organizada 10. Desorganizada
11. Limpa 12. Suja 13. Invasiva*


05. Dimensão Zona média – Eixo Vertical
1. Grande 2. Pequena 3. Crescente 4. Decrescente

Zona média – Eixo Horizontal - Amplitude
5. Estreita 6. Extensa

Zona média –
7. Baixa 8. Alta 9.Rebaixada 10.Sobressaltada 11.Uniforme

Zona média – Extensão - Amplitude
12. Dilatada 13. Sóbria 14.Compensada

Proporção – Divisão interzonal
1. Proporcional 2. Desproporcional 3. Mista


06. Pressão
1. Espécies de acordo com ao apoio do instrumento no papel. (pressão no sentido estrito do termo)
1. Apoiada 2. Leve 3.Em relevo 4. Sem revelo 5. Deslocada 6. Espasmódica 7. Acerada 8. Massiva 9. Fusiforme 10. Profunda 11. Superficial 12. Em sulcos

2. Espécies de acordo com a qualidade dos traços. (neste caso o interior e as bordas)
13. Nítida 14. Pastosa 15. Nutrida 16. Desnutrida 17. Seca
18. Congestionada 19. Empastada 20. Filiforme 21. Frouxa 22. Aveludada

07. Condução do traçado
1. Hipotensa 2. Flexível 3. Firme 4. Contraída 5. Hipertensa
6. Desigualdades de Tensão.


08. Forma
Execução
1. Caligráfica 2. Redonda 3. Sistematizada ou monomorfa 4. Estilizada
5. Polimorfa 6. Angulosa 7. Simples 8. Simplificada 9. Seca, 10. Ríspida
11. Ornada 12. Extravagante 13. Complicada 14. Artificial
15. Tipográfica 6. Inflada 17. Infantil 18. Ovóide/ovalada.


9. Continuidade
Progressão da escrita
1.Inibida 2. Contida 3. Monótona 4. Cadenciada 5. Rítmica

Ligação
1. Ligada 2. Desligada 3. Agrupada 4. Combinada

Deficiências de continuidade
5. Fragmentada 6. Ligações desiguais 7. Lapsus de ligação 8. Retocada
9. Pontilhada/Em bastão 10. Sacudida 11. Suspensa 12. Inacabada

10. Movimento
1. Estático ou imóvel 2. Flutuante 3. Inibido/contido
4. Controlado 5. Fluído 6. Vibrante/efervescente 7. Dinâmico
8. Propulsivo 9. Retardado 10. Revirados para a esquerda

11. Ligação
Formas de ligação
1. Em ângulos 2. Arcada 3. Guirlanda 4. Anelada 5. Filiforme
6. Mista 7. Dupla curva - Duplo ângulo

12. Velocidade
1. Lenta 2. Pausada 3.Rápida 4.Precipitada 5. Lançada 6. Acelerada
7. Desigualdades de velocidade

13. Inclinação
1. Inclinada 2. Tombada 3. Vertical 4. Invertida 5. Oscilante (ou
variável) 6. Conceitos da escola italiana

14. Direção das linhas
1. Retilínea 2. Rígida 3. Ascendente 4. Descendente 5. Linhas côncavas
6. Linhas convexas 7. Sinuosa 8. Imbricadas ascendentes
9. Imbricadas sescendentes 10.Escalonada 11. Em saltos
12. Colas de Zorro 13. Mista 14. Em leque

Orientação geral do traço
1. Escrita progressiva 2. Regressiva 3. Escrita mista.
4. Escrita ao revés 5. Escrita com torções

15. Discordâncias
1. Forma 2. Tamanho 3. Pressão 4. Direção 5. Velocidade
6. Inclinação 7. Continuidade

16. Signos gráficos
1. Guirlanda 2. Arco 3. Bucle 4. Laço 5. Serpentina 6. Espiral
7. Triângulo 8. Arpão 9. Nó 10.Torções

17. Assinaturas

18. Signos livres
1. Pontuação e acentuação 2. Traço inicial, traço final 3. Barras dos T
4. Traços da Escola Italiana


Sucesso
grafonauta@br.inter.net

sábado, março 29, 2008

NOVOS TRAÇOS I

Sem entrar em maiores considerações, desde o início da grafologia, especialmente como Michon; dezenas de traços começaram a ser estudados.
Os traços mais visíveis, como por exemplo: arpões; espirais; arcadas etc.; sempre fizeram a alegria do grafólogo iniciante e dos menos desavisados. Até os dias atuais existem “curso de grafologia avançado” que ensinam a interpretação destes sinais.
Não existe nada errado em estudá-los, contudo ao longo do tempo, o estudo isolado destes sinais e falta de metodologia em sua aplicação acabou resultando em grafologia de farmácia; são aqueles livros com dicionários de letras que passam ao leigo a informação totalmente errônea do que é o processo grafológico.

A grafologia brasileira, exceto por algumas pessoas sérias; acabou sendo mal estruturada e de modo geral não percebeu a evolução da escrita com gesto social, como novos desafios.
Por falta de conhecimento, muitos grafólogos ainda insistem em trabalhar com apenas dois ou três livros; com exemplos oriundos da década de 60.

Insisto em meus artigos, pois a escrita do brasileiro mudou ao longo dos últimos trinta anos e nós estamos trabalhando com exemplos espanhóis e franceses; das décadas de 40, 50, e 60. A maioria deles refletia a visão de mundo pós-guerra do continente europeu.

Os livros de grafologia franceses da década de 60 estão plenos das definições psicanalíticas que mostravam a debate ideológico do país. Aqui não existe valorização de juízos, de certo ou errado, é uma constatação.

Assim a grafologia praticada nunca foi brasileira em sua verdadeira essência. Até que Odette Serpa Loevy e a Dra. Cacilda Cubas Santos trazem no livro “Grafologia” Ed. Sarvier; exemplos de escritas brasileiras. Mesmo com a limitação dos grafismos; (em muitos casos, duas letras ou duas palavras como amostras) deram importante passo para a grafologia se “tornar brasileira”.

Na segunda parte deste artigo, vamos falar dos novos sinais e dos dinossauros grafológicos que muitos grafólogos e grafólogas insistem em dizer que estão vivos.

grafonauta@br.inter.net

segunda-feira, março 17, 2008

Continuidade - Segunda Parte.


Contida
Nesta escrita os movimentos são menos livres; a inibição da progressão é mais forte. Demonstra falta de auto-suficiência ou sentimento de culpa. A pessoa não consegue chegar a bom termo o entre as tendências de internas e este desacordo a leva a um freio no gesto escrito que também pode resultar em ressentimentos.
Prudência em suas relações. Timidez e disciplina. Dificilmente se lança a novos empreendimentos, atividade e relações amorosas, pois deseja preserva a sua segurança.
Não se compromete de imediato, qualquer que seja a situação, necessita avaliar antes de decidir.
Desconfiança exagerada.


Monótona
A monotonia na escrita consiste na falta de diversidade em seus traços sendo repetitivo, na uniformidade do traçado na maioria dos gêneros. As variações são poucas, os traços de repetem de forma constante; normalmente sem qualquer tipo de originalidade, pois está é totalmente contrária a repetição.
Quanto mais sistemáticas forem as repetições, mais o grafismo normalmente tende a ter avaliação negativa. A progressão do gesto se faz de maneira automática. As interpretações de apatia e indolência, assim como de apego a rotinas, falta de criatividade; monotonia e aborrecimento são comuns nesta espécie.
Falta de sensibilidade perante aos mais diversos estímulos; o escritor pode até mesmo compreender aquilo que ocorre ao seu redor, contudo não se importa com as conseqüências dele; tanto para si como para os demais.
Falta de flexibilidade e escassa capacidade de improvisar mesmo diante daquilo que está familiarizado, mas principalmente frente ao novo. Cada estímulo que surge se torna um obstáculo difícil de ser ultrapassado.


Cadenciada
Neste caso o gesto gráfico não tem a contenção das espécies anteriores, o escritor se solta um pouco mais. O avanço do traçado tende a ser rítmico e regular. É certo que a espontaneidade ainda não se faz presente de forma completa.
A progressão do traço gráfico nesta espécie se situa entre a monótona e a rítmica. O dinamismo é pausado, controlado, mas não contido ou inibido. A organização não chega a ser natural; contudo não têm a rigidez as espécies anteriores. Poder existir a preponderância dos movimentos curvos.
A emotividade existe, mas está controlada e favorece de modo intenso a objetividade. A pessoa aceita determinada rotinas; mas sem se submeter a elas de modo rígido, precisa de momentos para relaxar.
Disto resulta da necessidade de manter tudo como está; mudando pouco ou muito pouco em sua maneira de agia. A cadência nas atitudes leva a entrar em um ciclo de progressão que não admite variações.


Ágil
Aisée para os franceses. As formas fluem de maneira espontânea, são progressivas sem discordância. Aqui a variações existem; são percebidas com certa facilidade, contudo jamais chegam ao exagero, ao contrário, o gesto tende a se simplifica, algumas vezes dotado de pequenas hesitações, mas sempre progressivo.
A escrita não chega a ter ritmo, mas algumas vezes se aproxima dele; mas as variações personalizadas não o permitem.
Como veremos mais adiante; o movimento Fluído; sem esforço, deriva deste tipo de continuidade. A personalidade pode ser traduzida como simples e espontânea; sem afetações. O contato social é realizado sem afetações e de maneira natural. Em termos de inteligência o escritor é aberto a novos procedimentos e não tem grandes resistências as novidades.


Rítmica
O dinamismo interior da pessoa é produto de tensões e suas interdependências que se liberam de sua energia e produzem um movimento de ordem vital. Este movimento é solto, composto, tranqüilo; freado, desorganizado, excitado; segundo o grau de equilíbrio interior que consciente ou não; canaliza aquela energia em determinado sentido. (Torbidoni)
Para Jamin trata-se de uma espécie que mistura outras. O ritmo é simétrico na distribuição de seus movimentos, existe alternância nas espécies do grafismo. O movimento se torna pessoal; único. Para Vels existem três conceitos difíceis de serem avaliado na escrita; o ritmo é um deles, ao lado de desigualdade metódica de Moretti e Harmonia de Jamin.
Para Klages é uma sucessão de movimentos e pode ser considerada como particularidade de ordem vital; depende da motricidade interior e individualizada do escritor; mas também de expressão dele, enquanto é um movimento criador. O ritmo gráfico chega a ser a resultante dos impulsos como são recebidos e canalizados pelo temperamento do escritor.
Existem pequenas, mas perceptíveis variações de tamanho, velocidade, inclinação, pressão etc.
A rapidez é mais evidente quando existe alto grau de espontaneidade
Indica plena utilização da estrutura morfológica das letras; mas também a prontidão e o desenvolvimento das manifestações expressivas.


Em outros artigos voltaremos a escrita Rítmica.
Este estudo pode visto de maneira mais profunda no livro
"Psicodinâmica do Espaço na Grafologia". Ed. Vetor.

segunda-feira, março 10, 2008

CONTINUIDADE

Pessoal;
Continuamos a atualização dos conceitos grafológicos:


A continuidade mostra como o traçado é executado; como as letras e palavras são ligadas em si; registra o ritmo pessoal, como a escrita flui pelo campo gráfico.
A continuidade pode ser vista em apenas uma letra, por exemplo, quando ela é divide em dois o traçado é fragmentado; a continuidade é prejudicada.
É na continuidade que o grafólogo observa como a onde gráfica caminha no papel; como as letras; palavras são articuladas.
Qualquer problema de motricidade na criança e no adulto certamente vai afetar a continuidade do traçado e influir de modo decisivo no ritmo da escrita.

Progressão da escrita
Segundo as palavras da brilhante grafóloga espanhola Amparo Botella; o Movimento como gênero é um contraponto da Forma e saca seu significado principal desta contraposição; tanto na grafologia francesa como na alemã.
Não é um gênero por si só que identifica os movimentos de escrever; isto se faz da Continuidade e da Velocidade. Assim por dizer: como e quanto progride a escrita.

Neste sentido, a progressão pode estar Inibida (Inhibée), ser totalmente regular (Monótona), ter pequenas desigualdades, Rítmica (Rythmée – ou para os italianos: desiguale metodicamente) e outras.

A Progressão na escrita se divide em:
- Inibida
- Contida
- Monótona
- Cadenciada
- Rítmica.

Vamos estudar a INIBIDA:

Inibida
Manifesta-se pela diminuição ou interrupção, mais ou menos bruscas dos movimentos. (Jamin)
Esta espécie divide com a dinâmica e com sua associada, a agitada o privilégio de afetar todos os modos de expressão da escrita. Estas três espécies devem estar fixas no pensamento do grafólogo.
Existem muitos signos de inibição, como pingos nas letras ii e barras do t à esquerda; escrita pequena, traços regressivos etc.; invertida, suspensa, retocada, inacabada sóbria etc.
Para Jamin a inibição deveria ser um meio de dominar-se; não de se sujeitar.
O grafólogo deve observar o maior ou menos grau de inibição na escrita.

Sempre que a progressão da escrita estive em ambientes gráficos confusos; sem homogeneidade e pouco espontâneo; a interpretação é de artificialismo; dissimulação; que se amplia ou diminui frente ao maior o menor grau de inibição ou contração.

Nas próximas postagem vamos observar demais espécies.

Dúvidas grafonauta@br.inter.net

segunda-feira, março 03, 2008

A CONDUÇÃO DO TRAÇADO - Tensão
Segunda Parte


Este gênero se divide em hipotensa; flexível, firme, contraída, hipertensa.


1. Hipotensa
Para os franceses “hypotendue”. Neste caso os gestos de relaxamento predominam claramente sobre os gestos de tensão, dando ao traçado uma idéia geral incerta e relaxada, caída, principalmente caracterizada por; inúmeras irregularidades, pouca proporção; formas imprecisas, infladas, s, filiforme; movimento flutuante.

A terminologia usada por Jacqueline Pinon para esta escrita é “lacheé” e para Pegeout “mou”.
A tensão nas escritas hipotensa é insuficiente, observa-se a ausência de rigidez na escrita e com isto ocorre a perda de estruturas das letras e o ritmo é afetado se maneira quase total. Falta “coluna vertebral” na escrita. Os traços verticais carecem de estruturas e sofrem modificações no tamanho e na pressão propriamente dita. Existe relaxamento, mas ele não possui elasticidade. Os gestos de flexão e extensão não são coordenados, daí a pouca proporção e precisão entre as formas.
A adaptação se faz sem resistência; muito mais no sentido de acomodação para não ter que enfrentar desafios ou criar conflitos, pois o escritor sabe; até mesmo de forma inconsciente, que não tem capacidade para tal. A tendência nestes casos é fugir de responsabilidades, pois a vontade não é uma de suas qualidades.
Não existe falta de convicção em suas posições, as exigências são poucas; é capaz de mudar para não se comprometer. O investimento nas ações é pouco; pois deseja preserva-se.


2. Flexível
A nomenclatura francesa a chama de “souple”. Os gestos de relaxamento predominam sobre os gestos de tensão, dando ao traçado uma idéia geral arejada e de fluidez, principalmente caracterizada por:
Para Renna Nezos a tensão flexível se origina de uma adaptação sem perder a personalidade, a possibilidade de evolução e renovação; a capacidade de assimilação consciente e boa economia de energia.
Formas simples, em curva, em guirlanda, muitas vezes proporcionais; traço leve ou nutrido sem grandes desigualdades, direção das letras homogêneas

O traçado é bem executado, elástico; a velocidade tende ser moderada, dificilmente precipitada. A energia gasta no grafismo parece ser controlada. Existe equilíbrio nos gestos de coordenação motora, entre os de flexão e extensão, fato que resulta em boa proporção no traçado. Apresenta sinais de tensão e firmeza, a base das letras tende a ser realizada em curvas.
O escritor tem controle dos gestos e por isto sabe onde colocar suas energias; assim pode variar de ritmo ao longo do traçado, evidentemente que desprovido de qualquer exagero. A pessoa tem confiança em si, se no caso anterior existia acomodação, aqui existem a assertividade e o ajustamento controlado ao meio em que vive.
Controle espontâneo das iniciativas; autenticidade nos contatos e espírito de adaptação, mas também de conciliação. Dificilmente foge da realidade.
Equilíbrio nos sentimentos e autocontrole pessoal.

3. Firme
O termo utilizado pela escola francesa é “ferme”. Os gestos de tensão se equilibram com os gestos de relaxamento, dando ao traço uma idéia geral de resolvida e medida, principalmente caracterizadas por:
Formas mais para claras, precisas e proporcionadas, nuances de irregularidades e de dimensões sem exageros; - a continuidade favorece a progressão. Movimento controlado.

Os traços são retos firmes e seguros, não existe vacilação no ato de escrever, o grafismo é dinâmico, a direção das linhas é regular e os traços são limpos, precisos e em relevo. A continuidade é estável e o grafismo apresenta coesão em toda sua estrutura.
Esta escrita associa gestos de tensão e relaxamento; a rigidez é ligeiramente mais acentuada. O traçado ainda e executado de modo fácil, contudo é mais firme e consistente que os anteriores. A pressão se eleva nos traços verticais e descendentes. Os contrastes entre os gestos de flexão e extensão se tornam mais nítidos.
Existe a nítida impressão de coesão no grafismo; a energia é bem distribuída e utilizada com determinação. A adaptação conjuga o instinto e razão. (Pinon)
Confiança em si, resolução e capacidade de decidir sem intolerância e intransigência. Vontade. Bom nível de resistência frente a influências exteriores. Predisposição para a ação. Personalidade forte. Ambição, determinação e eficácia. Espírito perseverante e sangue frio. Boa capacidade de rendimento em trabalhos que exijam esforços prolongados. Firmeza e brio em suas opiniões. Estabilidade, praticidade, vitalidade física e tenacidade.


4. Contraída
Na escrita “tendue” para a escola francesa os gestos de tensão predominam sobre os gestos de distensão, dando ao traço uma idéia geral de um esforço dominado caracterizado principalmente por:
Distensão primária ou secundária da pressão deslocada provocando uma acentuação no eixo horizontal. E/ou de estreitamentos, dos ângulos, uma pressão reforçada sobre os plenos, e/ ou sobre os distendidos, provocando uma acentuação do eixo vertical; e/ou uma acentuação da forma, direção das letras muitas vezes regular, por vezes hesitante, com direção das linhas retesada.
Nesta escrita não existe bom equilíbrio entre os gestos de flexão e extensão; na maioria das vezes predominando o primeiro; com isto a proporção dificilmente fica equilibrada. A espontaneidade do gesto gráfico desaparece, a continuidade sofre variações e o eixo vertical passa a predominar. Os traços de rigidez se sobrepõem aos de relaxamento. A pressão se torna apoiada ou paralela. O
A noção de resistência a um “obstáculo interior” é uma das mais importantes manifestações deste tipo de escrita.
A resistência e torna um empecilho a adaptação, a aceitação das idéias e pensamento dos demais; ao no nível da ação como nos de relações.
O escritor fica em permanente estado de prontidão; reação imediata a qualquer estímulo que chegue até ele. Personalidade forte, combativa, com pouca capacidade para aceitar sugestões e idéias, quando o faz é apenas aparentes, apenas para fazer valer seus pontos de vistas
Tem opiniões próprias; não é influenciado e dificilmente se aparta das mesmas, quando toma uma posição tende a não ceder.
Não sabe trabalhar com suas emoções e isto leva a frustrações, especialmente porque tem medo da rejeição dos demais. Disto pode resultar em defesa prévia para proteger os sentimentos.

A canalização das energias não se faz de modo fluído, tende a gastar mais do que necessita na maneira de atuar; em parte para resolver os problemas propriamente ditos, em outra visando manter o controle de si, de suas emoções, da exteriorização e até mesmo daqueles que estão ao seu lado.

5. Hipertensa
Na escrita “hypertendue”; os gestos de tensão predominam nitidamente sobre os gestos de distensão dando ao traçado uma idéia geral contraída, caracterizada principalmente por:
• Traço apresentando excessos
- muito apoiada ou muito leve
- irregular dentro da textura e ou do seu apoio
- plano ou em um traço longitudinal

• Associado:
Seja na presença:
- sacudidas, espasmódicas, que chocam entre si, com suspensões, incompletas, com furos,
- direção irregular das letras e das linhas.

Se um tipo dominante se desprende em certos grafismos, o mais comum de vários tipos de conduta que estão presentes no mesmo grafismo.

Por outro lado os sinais gráficos se contrastam com a idéia geral do traçado ou o tipo de conduta dominante, podem aparecer por intermitência dentro da via do traçado (ângulos, estreitamentos, retração do gesto, retoques, sacudidas, que se chocaram, suspensões, espasmos, pontos ou travessões inúteis...).
Os sinais, chamados de endurecimentos ou crispações, modificam a idéia geral do traço.
Neste tipo de escrita nota-se a falta de coordenação entre os movimentos de flexão e extensão, muitas vezes eles aparecerem de maneia aleatória no texto. As formas mais características da rigidez estão presentes; ângulos, estreitamentos; contração do movimento; organização espacial rígida etc. Caso existam curvas, nelas estão ausentes a características principal deste gesto; ou seja, a flexibilidade.
Existe a dificuldade para controlar as agitações internas e com isto a emotividade que por vezes aflora de maneira intensa. As tentativas de se relacionar de maneira espontânea não obtêm sucesso, porque a pessoas não consegue atuar desta forma.
Quanto maior o grau de rigidez na escrita; menor a resistência as frustrações; mais o sujeito está ligado em si mesmo. Peugeot chama isto de egocentrismo de tensão.
Estímulos desconhecidos elevam o permanente estado de alerta e assim os estados de inquietudes aparecem de forma mais contínua e duram maiores períodos de tempo; as descargas de ansiedades, portanto diminuem.
Nos adolescente reflete o estado de turbulência interna e insatisfação; assim como as descargas de tensões e ansiedades. Se por um lado nesta idade pode ser puramente situacional, por outros em adultos tende a ter uma avaliação mais voltada para o constitucional.
Diante de qualquer atividade a vontade se torna exasperada; exigente, impositiva e por demais rigorosa. È muito comum em profissões que necessitem de pronta resposta, rigidez e onde a autoridade tenha que ser respeitada sem contestações (militares, por exemplo).



"De la graphologie avant toute chose."

domingo, fevereiro 17, 2008

A CONDUÇÃO DO TRAÇADO

A nova nomenclatura francesa dividiu o gênero pressão. A condução do traçado (Conduit du tracé) foi separada dos gênero clássico pressão.

Com isto o grafólogo obtém melhor precisão na avaliação do grafismo.
Contudo este é um tema dos mais difíceis de se observar na grafologia e o novato somente consegue atingir os objetivos com a constante supervisão de um orientador experiente.

Observa-se o comportamento da escrita cursiva da maneira como o traço se desenrola ou se desenvolve. De acordo com o modelo caligráfico, o desenvolvimento cursivo da escrita é efetuado dentro de uma associação e uma alternância:

- plenos que se executam de cima para baixo em flexão num gesto em tensão.
- os que dissolvem ou se desatam são executados de baixo para cima em extensão em um gesto de relaxamento.

A tensão do traço ou do traçado se origina do tônus muscular, como expressão das defesas; do autodomínio e das interações do eu, com as descargas da sensibilidade das pulsões instintivas.

O grafólogo italiano Marco Marchesan dividiu a "tensão" em três níveis:
- Frouxa
Pouca capacidade de atenção e de tomar decisões. Moleza, apatia, reações retardadas; passionalidade; falta de vontade.

- Elástica
Atitude de ajuste rápido ao meio, atenção e concentração sem gastos supérfluos de energia. Orientação de modo equilibrado para atividades dinâmicas ou contemplativas.

- Tensa
Hipertensão e irritabilidade. Autodisciplina rígida; fácil esgotamento e desequilíbrio. Necessidade de estímulos.


Os Estudos de R. Saudek
Na prática, o grau de tensão do traço tem relação direta com o coeficiente de fricção por deslize (fricção da ponta do instrumento sobre o papel).
R. Saudek indica que a pressão na escrita aumenta em proporção com a tensão. Eis porque se pode determinar o grau de tensão examinando o grau da pressão.

Quanto mais as superfícies de contato são lisas, mais a fricção é diminui. O caso limite é o onde a fricção seria nula, o que nunca ocorre na prática.
A tensão do traço é mais elevada na formação dos traços descendente, ou seja, traçados escritos na direção do escritor; neste caso estão de acordo com os gestos de contração; em franca oposição aos traços executados no sentido oposto (extensão, relaxamento) que se afastam do corpo do escritor.
Como a escrita reflete a disposição interior de quem escreve; nada mais natural que ela se revele nos níveis de tensão.

A classificação inicial de R. Saudek:-
- Escrita como tensão normal.
- Escritas hipertensas.
- Escritas hipotensas.
- Escritas mistas, alternadamente equilibradas, hiper ou hipo.

A escola francesa dividiu este gênero em cinco tipos de escritas:
Hipotensa
Flexível
Firme
Contraída
Hipertensa

É o que veremos no próximo artigo.


"Uma ciência que não progride não é uma ciência. Estou feliz ao fornecê-los por meio desta dádiva, como uma ferramenta de trabalho preciosa. Este horizonte, de proporções infinitas, que eu estou abrindo até os futuros grafólogos." Michon, sobre os signos complexos.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Escritas de cegos


Desde o início do século passado alguns médicos estudaram a escrita pessoas cegas. Todavia as melhores pesquisas ocorrem depois da década de 20; muitas delas, como a descrita a seguir, foram filmadas e os resultados analisados durante anos.

Robert Saudek; no livro "Experiments of handwriting". Books Profissionals. Sacramento, Califórnia; 1978; destaca dois tipos de escritas:
"Blind" Handwriting.
- Artificial.
Produzidas por pessoas que podem ver; contudo estão no escuro ou fecham os olhos. Nas experiências executada pelo grafólogo Saudek as pessoas abriam os olhos.

- Pessoas genuinamente cegas.

O autor faz um estudo dos fatores que ocorrem na escrita das pessoas que perderam a visão. Como por exemplo, o funcionamento normal do pulso e da musculatura dos braços, mãos e dedos; da memória visual, etc.
Diz ao autor que a pessoa ao ficar cega; diante das novas circunstâncias o ato de escrever se torna um tormento e as formas produzidas divergem essencialmente da prévia escrita automática (que possuía antes). Depois, mesmo em condições crônicas, o organismo se adapta e os movimentos das mãos e dos dedos vão se tornando automáticos; e cada vez mais ficando perto da escrita anterior.
Quando a cegueira é total as distorções na escrita são extraordinárias; contudo elas aparecem muito mais na formação das letras do que no espaço entre as palavras no texto. Os espaços entre as palavras tendem a se ampliar e são muito grandes.
O espaço inicial entre as linhas se amplia no início, pois o escritor fica ansioso para não misturá-las e para o final do texto este espaçamento do eixo vertical se tornar irregular. A direção das linhas se torna bastante ascendente.
Todos estes erros de espaçamento; tanto no plano horizontal como no vertical tem uma única causa: o escritor está privado de seu senso de orientação espacial sobre a superfície do papel.
As primeiras informações que ele recebe do espaço que vai utilizar são táteis e sua memória visual diz para ele o lugar onde começar a escrita; a primeira palavra ou linha.
Embora ainda tenha pleno controle das funções e possa executar automaticamente os movimentos com as mãos e dedos; o escritor está privado do poderoso auxiliar que é o controle visual e isto influi de maneira decisiva na precaução com que executa os movimentos.
Certamente que grandes espaçamentos não afetam a legibilidade da escrita; mas o pequeno espaçamento o faz de modo extraordinário. Assim existe o exagero do espaço e o medo de uma vez levantada a caneta do papel ela não encontre o mesmo fio condutor do traço anterior.
A posição do braço passa a ser utilizada para orientar a posição do espaço na página. Neste, como em outros pontos, Saudek; faz uma descrição detalhada de cada um dos procedimentos.
Posteriormente fala dos ideais de representação que a pessoa retém na escrita antes da pessoa ficar cega. Estuda os mecanismos de expressão; da imagem antecipadora de Klages. Mas isto é assunto para outro artigo.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

A Forma
A forma é a característica mais intencional da onda gráfica. (Vels) Nela o consciente se expressa em quase sua totalidade. É certo que partimos de um modelo caligráfico estabelecido e assim aceitamos ou passamos a criar nossas próprias formas.
Aqui devemos novamente estudar os grandes autores, mas sempre dentro do contexto global de cada obra.
Mais uma vez voltamos ao início; é impossível estudar a Forma sem o Movimento, o Traço e o Espaço.

Amparo Botella afirma que a forma está ligada ao movimento como o jóquei ao cavalo. O estudo da interação deste binômio mostrará facetas da personalidade do escritor muito além do que o grafólogo pode pensar.
Todavia a Forma precisa (obrigatoriamente) ser estudada com o Espaço, Movimento e o Traço; como evoluir e se coordenam as palavras, frases, letras etc. Nesta avaliação deve ser abordada a maneira como todos se integram uns com os outros e entre si; aos pares e de forma trina; mas principalmente global.
A fig. 02 mostra isto. Pode estudar seguindo a linha de raciocínio: Forma- Movimento-Traço-Espaço; inverter Espaço-Traço- Movimento-Forma; etc. Avaliar entre duas e três e depois integrá-las aos demais.

A obra “Grafologia Expressiva” Ed. Ágora, 2006; foi escrita com objetivo de mostrar a importância dos gêneros e a necessidade maior de trabalhar com síndromes, para depois entrar nestes estudos.


O Traço
É a marca que deixamos no papel; trata-se do aspecto mais intangível e inimitável da onda gráfica. É aqui que nossa psicomotricidade se manifesta em sua plenitude. Na verdade o termo traz diversas ambigüidades e é muito confundido pelos grafólogos.
Deve ser avaliado de acordo com o relevo, o calibre; a pressão; a tensão etc.
A obra de Hegar; o estudo dos graus de tensão de Pophal, as teorias de Pfanne devem ser estudadas com afinco.
Sendo repetitivo: suas correlações com os outros aspectos; Movimento, Forma; Espaço.

Pophal já citava que “o traço é para o traçado aquilo que a matéria é para a forma”.
“O traço revela a substância; a “matéria prima psíquica”; o traçado mostra como a personalidade usou e orientou esse material.” Gille-Maisani.

Nunca é demais ser repetitivo; a interpretação do traço Apoiado; por exemplo; é muito pobre se não estudarmos como o movimento o conduz; como o movimento se adapta as formas da escrita e como as formas se integram ao espaço.
O descrito acima é a grafologia capaz de entender a dinâmica da personalidade do escritor.
Infelizmente poucos grafólogos no Brasil se dão conta disto e pior, insistem em trabalhar com teorias do século passado. Muito pior é quando não vêem a validade deste estudo; reconhecido em todos os países que se prezam por uma grafologia séria.

O livro “Grafologia Expressiva” Ed. Ágora; procura mostrar com profundidade a importância do traço no estudo da grafologia, especialmente para o iniciante na matéria. Em “A grafologia no recrutamento e Seleção de Pessoal”. Ed. Ágora; estudamos os graus de tensão de Pophal e algumas teorias de tensão relacionadas à liderança e motivação.

Para que o nosso estudo fique mais completo, está em adiantado estado o livro “Psicodinâmica do Traço na Grafologia”.
Creio que com isto possa dar ao grafólogo brasileiro uma visão mais abrangente da grafologia; especialmente com estudos de escritas brasileiras da atualidade; exemplos tirados de uma população de mais de 60.000 grafismos; abrangendo cerca de 15 estados brasileiros e mais de 150 cidades.





Final
É óbvio que a grafologia deve abranger o estudo das principais Síndromes Gráficas; do Nível de Forma e, a Organização e a Harmonia de Crépieux-Jamin. Além é claro das teorias de Moretti.
Estes estudos estão focalizados nos meus livros descritos anteriormente.

Afirmo de forma categórica que sem estes conhecimentos e outros mais específicos, não se pode realizar o estudo grafológico da escrita para perceber a verdadeira dinâmica da personalidade; torna-se impossível descrever precisamente o Perfil do escritor. Fica muito ”pobre”; para dizer o mínimo.
Portanto, é o caso de se fazer uma pergunta:
- Sabemos de tudo isto?
Mais ainda; questionar o grafólogo que vai nos ensinar se ele tem esta capacidade para descrever todas as teorias necessárias para que o aluno conheça grafologia com profundidade.

São precisos inúmeros exercícios de conjugação de espécies e avaliação delas dentro dos quatro parâmetros traçados. Isto não se consegue com exemplos de escritas que não existem mais.
Todo este conhecimento e prática requerem no mínimo dois anos de estudo profundos e acompanhamento constante; sem os quais o futuro grafólogo dificilmente exercerá com plenitude suas funções.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Estudo da Grafologia

Terceira Parte




O pequeno resumo adiante; mostra todo o potencial envolvido nas afirmações anteriores.

O Movimento

Deve ser compreendido; não só em si, mas sua dinâmica em relação aos demais elementos da escrita. Trata-se do aspecto mais instintivo do gesto gráfico; nele estão contidas as motivações do escritor.
São estudados os 10 tipos de movimentos; neles incluídos os cinco tipos propostos por Gobineau:
• Imóvel
• Flutuante
• Fluído
• Bloqueado
• Dinâmico.

Propostos por Rena Nezzos:
1. Estático, ou imóvel
2. Flutuante
3. Inibido, contido
4. Controlado
5. Fluído ou sem esforço
6. Vibrante, efervescente
7. Dinâmico
8. Propulsivo
9. Retardado
10. Revirados para a esquerda

O quatro tipos de movimentos propostos por Suzanne Bresard: L´écriture empreinte de l´homme.
• Propulsados para a direita
• Propulsados para a esquerda
• Enrolados
• Justapostos

Nota-se que devemos avaliar o movimento com os demais aspectos da onda gráfica. Como por exemplo:
Hélène Gobienau e Roger Perron utilizaram o termo clássico na grafologia para qualificar o resultado do equilíbrio entre forma e movimento; fluído (do francês coulante). (Danièle Dumont no livro “Les bases techiniques de la Graphologie” Ed. Delachaux et Niestlé, Paris, 1994.)

Existem escritas fluídas com:
• Movimento e forma fortes
• Movimento e forma médios
• Movimento e forma fracos

O livro “Psicodinâmica do Espaço na Grafologia”, Ed. Vetor 2007; apresenta o estudo do espaço e do movimento na escrita; descreve as teorias de Pulver, Heiss, Pophal e outros grandes mestres da grafologia mundial.

Na próxima postagem vamos falar de espaço.
Tenham um ótimo carnaval.

sábado, janeiro 26, 2008

Estudo da Grafologia

Segunda Parte
O estudo da grafologia pode comportar várias técnicas; entretanto o grafólogo deve observar a escrita dentro do contexto global; mas, sobretudo dinâmico na maneira de interpretar a escrita.
É muito bom agregar conceitos de várias escolas no estudo de um perfil; mas o que ocorre é que muitas vezes se perde a linha de pensamento do autor e o método proposto passa a ser uma miscelânea de conceitos que tiram a agilidade e a precisão do método.

É praticamente impossível iniciar um estudo pelas teorias de Pulver; ingressar no método proposto por Klages, ao mesmo tempo em que se tentar estudar Jamin.

Embora se complementem em muitos pontos; a obra de Klages é baseada na gestalt; na ciência da expressão. Os estudos de Jamin têm como base a visão cartesiana.
Portanto, o método deve ser um só; apenas agregar os conceitos mais pertinentes de outras escolas.

Neste ponto é interessante notar que alguns dos melhores especialistas do Brasil nunca ouviram falar dos 10 tipos de movimentos citados pela grafóloga Rena Nezzos e menos ainda dos cinco tipos descritos por H. Gobineau (GOBINEAU, H. de / PERRON, R. - Génétique de l'écriture et étude de la personnalité: Essai de graphométrie. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1954).

Sem a análise do movimento da escrita não se chega à plena dinâmica da personalidade. Neste ponto nossos estudos concordam com os da escola francesa; em determinados grafismos é difícil avaliar a velocidade; mas em todos é possível reconhecer o movimento e suas mais diversas variações.

Tendo como referência o termo criado pelo psicólogo americano P. Ekman; o grafólogo sem o estudo do movimento pode cair no “equívoco de Otelo”; que no drama de Shakespeare interpreta o medo na face de Desdêmona como traição; assim a mata pela percepção equivocada. O grafólogo identifica um sinal, mas não pode avaliar de modo errôneo sua dinâmica; já que o mesmo movimento pode ter várias causas.

Melhor explicando:
Caso observemos através da janela uma pessoa correndo; a primeira avaliação e a mais óbvia é que “a pessoa está correndo”.
Latu sensu, muitos grafólogos fazem isto: observam a espécie; escrita inclinada e a avaliam. Trata-se de uma visão muito pobre em termos psicológicos; já que o mesmo movimento pode ter várias causas.
A pessoa pode estar correndo para pegar o ônibus, fugindo da chuva; de um cão raivoso; para encontrar alguém etc. O mesmo ocorre na grafologia; temos que entender esta dinâmica para que os processos de compreensão da personalidade do autor sejam os mais amplos possíveis.
A escrita inclinada pode ter a margem direita muito grande; por exemplo; neste caso a interpretação precisa ser ajustada ao espaço. O ponto de partida – margem esquerda – grande ou pequena – vai influir na avaliação. O movimento deve ser integrado a esta interpretação e assim a conclusão é muito mais dinâmica que a inicial.

Grafologia moderna engloba o estudo do Movimento, Espaço; Forma e Traço e suas integrações entre os mesmos.

Tipologia
Com o descrito; a precisão se amplia e é certo que outros métodos como a Tipologia, que ainda considero válido; perdem grande parte de sua eficácia caso comparada com esta visão muito mais dinâmica da personalidade.
Mas para entender esta afirmação é preciso estudar os quatro itens citados acima; sem este conhecimento é impossível. Impossível de se começar uma discussão séria sobre o método.

Na terceira parte vamos explicar como se estuda Movimento, Espaço; Forma e Traço.

Qual o potencial que o grafólogo tem ao integrar estes quatro elementos para traçar o Perfil Grafológico?

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Como estudar Grafologia no século XXI
Primeira parte

Introdução
O objetivo deste artigo não é o de analisar a evolução do estudo da grafologia ao longo do tempo; mas principalmente mostrar como a grafologia é estudada atualmente nos países mais adiantados e por alguns grafólogos de primeira linha em nosso país.
Existem no Brasil bons grafólogos e grafólogas que estão de acordo com as mais recentes evoluções do método grafológico em si; outros ainda se situam no início do século XX; quando os pequenos dicionários de sinais já eram condenados pelos mais renomados especialistas na época.

Crépieux-Jamin dizia que a cada trinta anos os grafólogos devem fazer uma revisão dos conceitos e da terminologia grafológica. Percebeu o grande mestre que a escrita como movimento cultural possui dinâmica própria; com isto tende a mudar e evoluir de acordo com as novas vivências e desafios da sociedade.

Além disto, existem outros fatores que influem na mudança da escrita; relatamos alguns:
- Evolução dos métodos de ensino na escrita.
- Novos tipos de papéis.
- Infinidades de novos materiais como canetas; lápis (forma; tamanho; peso).
- Evolução tecnológica, abandono da escrita pelo uso do computador.

A nova visão da sociedade e seus desafios, certamente são levados para o comportamento do indivíduo em todos os planos; sociais, morais, intelectuais, físicos etc.
Não raro existem escolas bilíngües e a criança aprende a escrever em dois idiomas e/ou de forma tipográfica.
A escrita se adapta e se transforma com os novos tempos. Como reflete a personalidade individual, certamente mostra estas modificações.
Dos anos 60 para os nossos dias a escrita sofreu o impacto da caneta esferográfica.
Como é sabido por todos quase toda a grafologia clássica foi baseada nas canetas tinteiro.

Klages em “Escrita e Caráter”, relata os vários tipos de penas utilizados em sua época. Jamin, assim como Michon mostram em seus livros exemplos de escritas com penas de ganso - alguns autores relatam a maneira transversal de como era feito o corte nas mesmas.

Estas mudanças são acusadas nos grafismos. Assim muitas espécies grafológicas evoluem e outras morrem; tornam-se “dinossauros no tempo” – tais quais os grafólogos que não se atualizam.

Um exemplo clássico é a escrita “à encoches”, fr - “con muescas”, esp. Descrita por Paul Carton no livro “Diagnostic e Conduite des Tempéraments”; pág. 92 – também relatada no livro “ABC de la Grafologia”; Ed. Ariel – pág. 419 da edição espanhola.
Trata-se de um freio nos gestos verticais da caneta tinteiro, a pressão aumenta e as pontas da pena se abrem, formando uma espécie de pequeno chifre.
Este tipo de escrita é impossível com a caneta esferográfica e mesmo assim dificílimo nas canetas tinteiros atuais; pois o corte central - muitas vezes feito a laser - não permite tal abertura; inclusive com forte pressão.

É óbvio que o iniciante na grafologia dificilmente vai encontrar exemplos de grafismos tais quais foram mostrados. Portanto, é necessário que o grafólogo se ajuste aos “novos“ tipos e exemplos de escritas – especialmente se for professor e ministrar aulas de grafologia.

Outro exemplo é a obra prima de Ania Teillard; “Alma e Escritura. Ed. Paraninfo, Madri”.
Os conceitos são brilhantes; contudo a maioria dos grafismos apresentados neste livro são “ultrapassados”, pois são das décadas de quarenta e cinqüenta.

Mais uma vez observo aqui que os conceitos não estão errados e nem os exemplos, somente que estes se perderam no espaço e no tempo e não são mais vistos por motivos descritos anteriormente.

Com foco em tais fatos; a Sociedade Francesa de Grafologia realizou estudo de revisão dos gêneros e espécies grafológicos.
Com mais de 40 grafólogos de primeira linha; a publicação foi feita na Revista “La Graphologie”, Julho de 2007.
Entre outros dados, deixaram de considerar a velocidade como gêneros. Acham – com certa razão – que o movimento é mais importante no escopo grafológico.

A todos estes processos de evolução; se aliam novos métodos de diagramação, novos tipos de letras em livros; programas de computadores, telas eletrônicas etc.
Em resumo: o método grafológico e o método de ensino evoluíram - e muito.

Novos e interessantes autores surgiram e acrescentaram precisão ao método grafológico.
Não cabe citar aqui, porém em todos os países estes grafólogos (as) estão presentes e muitos disponíveis para discussão on-line; via internet; fato que não era possível há cerca de 10 anos. Lembro-me da felicidade de trocar correspondências mensais (ou bi-mensais) com o Prof. Augusto Vels.

É certo que – assim como a escrita - os métodos de estudos e de ensino da grafologia mudaram. Contudo, muitos grafólogos ainda não se deram conta disto e outros que se deram, não dão o braço a torcer, pois não podem se dizer desatualizados – na realidade não estão desatualizados; estão ultrapassados.

Na próxima semana será postado a Segunda Parte deste artigo.
grafonauta@terra.com.br